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Veja 5 princípios éticos básicos e universais para bem viver.

É bom que tenhamos tendências de pensamento, e comportamentos, que façam com que a gente se sinta bem, plena, tranquila… mas nem sempre isso acontece. Refletir sobre princípios éticos básicos, universais e sem associação religiosa, pode nos dar pistas de como desenvolver autoconhecimento e melhorar nossa evolução como pessoas.

Veja a seguir o que Paula Elisa, Professora de Yoga em Rio do Sul e região – SC, traz como reflexão, considerando alguns aspectos que podemos observar no dia a dia, e trabalhar na mudança de alguns padrões de pensamentos, e comportamentais, a fim de colher frutos diários. Os resultados e benefícios apontam para boas sensações de paz e bem-estar. Confira!

PRINCIPIOS ETICOS-800

Imagem: Foter.com

Vencendo nossas barreiras internas – Niyamas

Como visto no post anterior, Patanjali, um sábio indiano, compilou um sistema de oito passos para que possamos conhecer a nossa real natureza. Falamos do primeiro passo, os Yamas, que tratam do nosso relacionamento com o mundo exterior. Neste post abordaremos o passo seguinte, que são os Niyamas, relacionados com o nosso trabalho interno e a auto superação das nossas tendências. Eles representam as atitudes que devemos ter perante nós mesmos. Niyama significa “regras” ou “leis “. Estas são as regras prescritas para a observância da nossa conduta pessoal. Eles referem-se à atitude que adotamos para nós mesmos e como criar um sistema para viver plenamente. Como cuidamos e lidamos com nós mesmos.

Os Niyamas, assim como os Yamas, também são cinco:

1 . Sauca – Pureza interna e externa

Limpeza externa significa simplesmente manter-nos limpos. Tomar banho, escovar os dentes, usar roupas limpas e bonitas, manter o ambiente ao nosso redor organizado, etc. Estes rituais diários purificam o corpo externo e produzem serenidade na mente.

A pureza interna pode começar pela boa escolha de alimentos ingeridos, alimentos ricos em energia vital, orgânicos, crus, pouco processados, ingerindo bastante água, alimentos que cultivem o vigor do corpo. Praticar asanas (posturas físicas do Yoga) e pranayamas (exercícios respiratórios) são meios essenciais para promover o sauca interior. Asanas tonificam o corpo inteiro e removem as toxinas, enquanto pranayama purifica os nossos pulmões, oxigena o nosso sangue e purifica os nossos nervos. Então a prática de yoga visa a limpeza do organismo em geral para que haja saúde, para que possamos evoluir espiritualmente, pois uma pessoa doente não irá conseguir meditar ou manter a mente tranquila.

O segundo tipo de pureza interna é a pureza da nossa mente. Limpar a mente de suas emoções perturbadoras, como ódio, raiva, luxúria, avareza, ilusão e orgulho. Ela traz benevolência e expulsa a dor mental, desânimo, tristeza e desespero. Algumas maneiras de se praticar a limpeza e pureza mental é através da prática de meditação, a prática de afirmações positivas, a prática de orações, entoação de mantras e práticas de gratidão.

2 . Santosha – Contentamento/Satisfação

Estar tranquilo com o que se tem, onde está, e sendo quem é. Não significa que ficamos em inércia ou estagnados, mas aceitamos que neste momento estamos em paz e temos gratidão por aquilo que temos. Não há agitação, ansiedade. Ter metas e objetivos, lutar por eles, mas manter-se presente, com atitude de gratidão pelo que já se tem. Encontrar contentamento mesmo quando enfrentamos as dificuldades da vida. Assim a vida torna-se um processo de crescimento através de todos os tipos de circunstâncias. Significa estar feliz com o que se tem em vez de ser infeliz sobre o que não tem. Aceitando as coisas da maneira como elas são. Ao invés de reclamar das coisas que deram errado, aceitar o que aconteceu e aprender sobre eles. É muito fácil ser grato nos momentos alegres, mas devemos praticar santosha nos momentos não tão fáceis. Quando praticamos contentamento nos momentos difíceis é quando estamos realmente livres. Um dizer legal sobre santosha diz: “um mendigo é um rei se ele está contente com o que tem, enquanto que um rei pode ser um mendigo se está sempre desejando ter mais do que já tem”. Através da prática do contentamento, a real felicidade se estabelece.

Quando eu pratico santosha, eu fico menos suscetível às circunstâncias externas, e tenho maior controle sobre o meu humor e paz.

3. Tapas – Esforço sobre si mesmo, uso disciplinado da nossa energia, auto esforço, purificação, austeridade

O objetivo de tapas é gerar uma prática que purifique e nos discipline da nossa natureza inferior. Através desta prática o calor é gerado e as impurezas são eliminadas. Quando desenvolvemos a nossa força de vontade para de fato mudar as coisas que não queremos mais, estamos praticando tapas. Tapas é ser mais forte do que as próprias fraquezas. É praticar ações que busquem o controle de mim sobre mim mesmo. Se eu tenho um objetivo, eu tenho que praticar tapas, o auto esforço para atingi-lo. Não adianta somente desejar, tem que haver ação e movimento.

Por trás da noção de tapas fica a ideia que podemos direcionar nossa energia para envolver com entusiasmo a vida, e alcançar o nosso objetivo final de criar união com o Divino.

4 . Svadhyaya – O estudo de si mesmo

“Investigação” ou  “exame” de si mesmo. Olhar para o próprio umbigo. Qualquer atividade que cultiva a consciência auto-reflexiva pode ser considerada svadhyaya. Desenvolver uma prática em que você conheça mais de si. Significa encontrar intencionalmente auto-conhecimento em todas as atividades e esforços, acolher e aceitar as nossas limitações, queimando tendências indesejáveis e auto-destrutivas. Qualquer atividade pode se tornar uma oportunidade para aprender sobre si mesmo, praticando asanas, meditação, desenhando, pintando ou escrevendo, fazendo terapia, tudo aquilo que faça você aprender mais sobre você mesmo. Para o Yoga é imprescindível desenvolver ao máximo a nossa consciência, pois ela amplia o nosso entendimento sobre os fatos que se apresentam no cotidiano, possibilitando-nos viver de forma mais apropriada e nos adequar com equanimidade a cada uma das situações com que a vida nos presenteia.

Tradicionalmente Svadhyaya também significa estudos das escrituras sagradas, pois nós não podemos apenas contemplar as coisas, nós precisamos de pontos de referência. No entanto, nós não somente estudamos e aceitamos tudo de uma maneira mecânica, e sem pensar saímos por aí repetindo tudo aquilo que lemos. Isso não seria Svadhyaya, pois estudar significa ler, analisar, ponderar e se auto questionar sobre o que foi lido. Refletir sobre aquilo que foi falado, checar se aquilo tem ou não relevância para a situação. Este tipo de estudo ajuda a ampliarmos o nosso senso crítico e autoconhecimento.

Basicamente o Svadhyaya deve ao menos fazer com que você repense sobre seus atos, palavras e pensamentos. Ele deve também ajudar a investigar, e ajudar a encontrar as respostas do : de onde eu vim? Para onde eu vou? Quem sou eu? Porque este mundo existe? Por que as coisas são do jeito que são? Porque estou aqui nesse mundo? Porque nasci no Brasil e não na África? Como posso contribuir para um mundo melhor? Porque este mundo é transitório? Porque morremos?

5 – Isvarapranidhana – Entrega a Deus

Isvarapranidhana significa “colocar todas as suas ações aos pés de Deus”. No caso aqui você se conecta com a sua visão de Deus. Não há nenhum dogma, nenhuma declaração dizendo que você tem que acreditar ou você deve fazer isso. A sua abordagem para o Divino é pessoal. Você escolhe, você se conecta com o que é pessoal para você. Pode ser Jesus, Buda, Krishna, Universo, Ordem maior ou nenhum deles, mas sim a experiência na natureza.

Entender que você pode tentar se assegurar de todos os lados, fazer de tudo para que não dê errado, mas no final, tudo vai ser do jeito que tiver que ser.

A prática requer que dediquemos algum tempo todos os dias para reconhecer que há alguma força onipresente maior do que nós mesmos, que orienta e dirige o curso de nossas vidas. Lembrar que fazemos todos os esforços, ações e movimentos, mas que ao final as coisas serão ou terão o resultado que terão que ter. Deixar o resto sempre nas mãos de uma força maior. Lembrar de oferecer todos os frutos de suas ações para esta força em orações diárias. Entendendo que tudo tem a sua razão de ser e que Deus ou consciência divina tem uma ordem, e um porque para todas as coisas, mesmo que nós não tenhamos conhecimento delas.

Entregar as coisas nas mãos de Deus requer humildade, pois sabemos claramente que há uma força muito maior e muito mais poderosa do que nós, e que tem capacidade de fazer o que quiser e bem entender. Os mestres ensinam-nos que podemos escolher as ações, mas não os seus frutos, e que na prática somos aquele que observa e testemunha as experiências e seus efeitos acontecerem. Ao praticarmos não devemos estar presos a qualquer expectativa, nem tão pouco apegarmo-nos aos resultados que possam surgir das técnicas. Ishvarapranidhana acontece quando entregamos o fruto da prática ao verdadeiro agente, quando aceitamos e compreendemos que não podemos mudar o passado nem prever o futuro. Ao entendermos que existe uma inteligência superior e universal que cuida e faz fluir a vida, podemos nos entregar por completo.

YOGA-MEDITACAO-SAUDE-BEM ESTAR-PROFESSORA-PAULA ELISA[2]

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