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Adote sábias atitudes para uma vida em equilíbrio.

Viver em harmonia com o mundo, e com você mesma, certamente trará a sensação de vida em equilíbrio, e a boa notícia é que isso depende de atitudes e escolhas pessoais. Neste post a Paula Elisa, que é Professora de Yoga em Rio do Sul e região – SC, traz um guia escolhas e posturas de vida que proporcionam leveza e felicidade no dia a dia.

O conteúdo foi compilado a partir do conhecimento dos textos com ensinamentos do yoga, que embora estejam ligados ao Hinduísmo, não necessariamente precisam ser encarados sob a ótica religiosa. Eu, que não sigo essa religião, achei de uma riqueza incrível, e sinto o maior prazer em compartilhar essas sábias atitudes com você. Confira!

Vivendo em harmonia com o mundo segundo os textos clássicos do yoga.

VIDA EM EQUILIBRIO-VIDA EM HARMONIA-BEM ESTAR

Imagem: Foter.com

Muitos conhecem o yoga pela sua prática de posturas físicas, respiratórias e meditativas, porém poucos sabem que existem por trás dessas técnicas uma infinidade de textos que nos ensinam muito mais do que apenas exercícios ou maneiras de nos manter fisicamente saudáveis. Os vedas são escrituras remotas, senão as mais antigas do qual se tem conhecimento, e podem nos servir de guia para todos os aspectos da nossa vida. Embora estejam ligados ao hinduísmo, eles não necessariamente precisam ser encarados dentro de um aspecto religioso, mas sim como um guia que pode nos levar a ter uma vida mais harmoniosa e feliz.

Patanjali, um sábio, compilou os ensinamentos do yoga em um sistema de oito passos, que se forem seguidos, auxiliam a nos libertar do sofrimento e moldar o nosso caráter. Os oito passos são Yamas (condutas morais e éticas), Niyamas (conduta disciplinar), Asana (posturas psicofísicas), Pranayama (domínio da energia vital), Pratyahara (recolhimento dos sentidos), Dharana (concentração) , Dhyana (meditação) e Samadhi (êxtase) .

As duas primeiras partes, Yama e Niyama, são os portões de entrada para a vida espiritual. Não há crescimento espiritual sem a prática de Yamas e Niyamas.

Yamas e niyamas são sugestões dadas sobre como devemos lidar com as pessoas ao nosso redor e nossa atitude para com nós mesmos. Ambos lidam com a forma como usamos a nossa energia em relação aos outros e a nós mesmos. Elas fazem parte de uma moralidade transcendente que busca atingir um estado de felicidade permanente, buscando a paz, o lapidar do nosso caráter e aumento da consciência sobre as nossas ações no dia a dia.

Abordaremos abaixo sobre os Yamas, que se referem a atitude que devemos ter em relação às coisas e pessoas. Permite que o homem estabeleça um convívio mais harmonioso dele com o ambiente e sociedade.

1 . Ahimsa – compaixão por todos os seres vivos.

A palavra ahimsa significa literalmente não ferir ou mostrar crueldade para com qualquer criatura ou qualquer pessoa de qualquer forma . Significa bondade, simpatia e consideração cuidadosa com outras pessoas e coisas. Não tolerar o sofrimento alheio e tentar evitar ao máximo o sofrimento de seres humanos e não humanos. Significa que em cada situação, devemos adotar uma atitude atenciosa e não fazer mal. Ter uma atitude de ter consideração e atenção pelo próximo. Ahimsa também significa ter compaixão para com nós mesmos. Significa evitar o que possa nos machucar ou nos impedir de levarmos adiante nossas responsabilidades.

2 . Satya – Compromisso com a Verdade.

Satya significa ” falar a verdade “, ser sincero e íntegro. É quando seus pensamentos, palavras e ações estão em sintonia. Você age da maneira que acredita, e se pergunta constantemente: eu estou falando a verdade, ou apenas estou dando a minha opinião filtrada pela minha mente cheia de preconceitos? Podemos praticar satya sendo verdadeiros e honestos conosco mesmos. O que estou escondendo de mim mesmo para que eu não enxergue as coisas como elas são de verdade? Será que sou tão bom ou tão ruim como eu penso? O que eu posso fazer para melhorar a mim mesmo?

Também ser honesto e verdadeiro com as outras pessoas. Muitas vezes para nos livrar de algo ou de uma situação indesejada acabamos por mentir ou omitir coisas ou fatos. O problema disso é que assim cria-se maiores dificuldades de natureza mais séria. O esforço para manter essa falsa aparência, e essas mentiras cria tensão no subconsciente criando perturbações mentais. Porém, nem sempre é desejável falar a verdade em todas as ocasiões, pois poderia prejudicar alguém desnecessariamente. Temos que considerar o que dizemos, como dizemos, e de que maneira isso poderia afetar outros. Satya não pode comprometer ahimsa. Tudo o que falamos deve seguir a regra da UVA – útil, verdadeiro, amável. Se falar a verdade tem consequências negativas para o outro, então é melhor não dizer nada. Satya nunca deve entrar em conflito com ahimsa . Os dois devem estar alinhados. Antes de falar algo importante, ficar um pouco em silencio, ponderar, ver se é aquilo mesmo, ou se e só a sua opinião. Satya e ahimsa devem caminhar de mãos dadas.

3 . Asteya – Não roubar.

Asteya é não tomar nada que não nos pertence. Não roubar inclui não só tomar o que pertence a outro sem permissão, mas também usar algo para um propósito diferente do que pretendia, ou além do tempo permitido pela sua propriedade. A prática de asteya implica não tomar nada que não tenha sido dado livremente.

Não roubar o tempo de outra pessoa. Se estamos em uma situação em que alguém nos confia algo ou algum segredo, nós não nos aproveitamos dele ou dela ou não tiramos vantagem sobre a pessoa. Deixar alguém esperando, marcar um compromisso e não comparecer. Roubar pode ser a paz, a tranquilidade do outro, sonhos ou ideias.

Quando nos firmamos na prática da honestidade, a honestidade é atraída para nós.

Enquanto estivermos na tendência de se apropriar do que não nos pertence, estaremos com a mente firmada na crença da falta de abundância, significa que se eu estou roubando eu estou admitindo para mim mesmo que eu não sou capaz de conseguir as coisas por mim mesmo.

4 . Brahmacharya – controle dos sentidos.

A prática de brahmacharya está relacionada à moderação, equilíbrio, controle dos sentidos, tanto no que se refere à esfera sexual, quanto ao que tange ao apetite, falar, pensar, etc.

Cuidar do quanto, o que e como comemos, o quanto falamos, no que estamos gastando a nossa energia. A prática de brahmacharya é um lembrete de que se usarmos a nossa energia de forma inteligente, sempre iremos possuir os recursos para viver uma vida plena, aprendendo a utilizar a energia mínima para obter os resultados máximos. Trazendo a plena atenção a aquilo que fazemos, concentrando 100% da nossa atenção em uma coisa de cada vez, somos capazes de fazer mais, utilizando menos energia. Observar como gastamos o nosso dinheiro, e pedir discernimento antes de se pedir prosperidade, para saber como utilizá-lo de forma sábia.

5 . Aparigraha – Não possessividade – Desapego.

A tradução essencial de aparigraha é não acumular em excesso, buscando possuir somente apenas as coisas que são necessárias. A tendência de acumular demais é uma consequência do estado de agitação mental e pobreza de espírito. Acumulação de coisas implica uma falta de fé em Deus e em si mesmo para sustentar seu futuro. Neutralize o desejo de adquirir e acumular riqueza.

Não acumular significa não recolher o que você não precisa. Isso inclui não aceitar favores que você não precisa, não acumular propriedades materiais que você não precisa. Não ter as coisas só por uma questão de tê-los.

Resumindo, a prática de Yamas permite que o homem estabeleça um convívio mais harmonioso dele com o ambiente e sociedade, pois dá um direcionamento em como agir frente às diferentes situações da vida.

Nos próximos textos abordaremos os Niyamas e os demais passos do sistema de Patanjali. ”

YOGA-MEDITACAO-SAUDE-BEM ESTAR-PROFESSORA-PAULA ELISA[2]

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