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Rotina no casamento combina com amor e felicidade?

A rotina no casamento pode atrapalhar a gente de viver uma história de amor, daquelas verdadeiras? O senso comum iguala costumes habituais à mesmice, e diz que no relacionamento isso não pode existir… jamais! Já ouvi muito falarem isso por aí, pois eu acho que é exatamente o contrário: a falta dela é que não favorece a cumplicidade.

Repare que o dia a dia a dois, com vivências, olhares, falas, comportamentos e até rabugices já previstas é que trazem a sensação de ser íntimo do outro. Pensar a rotina dessa forma é mudar a perspectiva, é ver o outro como porto seguro, como lugar de acolhimento.

CASAMENTO-RELACIONAMENTO-AMOR

Imagem: Aardwolf6886 via Foter.com / CC BY-ND

Não é a rotina em si que estraga um amor, portanto. É o não saber repousar o coração na calmaria, e a expectativa constante de que algo arrebatador precisa acontecer frequentemente para que o amor permaneça vivo. Não tenho dúvidas de que todo relacionamento, ao passo que vai ganhando as vestes do amor, mergulha na rotina, torna-se calmo e estável no dia a dia. Mas isso não quer dizer que seja monótono. Absolutamente! Sabe o porquê? O outro jamais será completamente nosso, haverá sempre algo misterioso pra gente decifrar. Amar é entregar-se a esse desafio.

Amor não causa furor, não é arrebatador, não causa estardalhaço, e talvez por isso muitas pessoas só se consideram felizes se experimentarem as paixões, que por natureza são ligeiras, pulando de relacionamento em relacionamento, como quem pula de galho em galho. Amor, verdadeiro, é diferente de paixão, sabe? Ela é eufórica, barulhenta, tem prazo de validade. Ele é discreto, suave, chega de mansinho e nos abraça. É um quentinho aconchegante. É igualzinho a felicidade, que não está por trás dos acontecimentos estonteantes. Ela repousa nos pormenores simples, mas valiosos, do dia a dia… é só a gente colocar reparo.

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