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Decoração afetiva é a que conta sua história.

Repare sua casa e confira se ela fala sobre você, se seus objetos carregam lembranças e significados acerca de pessoas, viagens, encontros, gostos pessoais. Se sua trajetória de vida e visão de mundo pulsam nessas coisas, a casa tem o que chamo de decoração afetiva, porque é viva e revela muito sobre você. Acho isso muitíssimo importante, porque dar significado às coisas nos faz perceber os objetos de maneira bastante diferente, faz a gente valorizar a história que há por trás deles, fomenta uma relação de afeto com as coisas no sentido de que seu valor vai muito além do financeiro e, por isso, nos desmotiva a ter posses apenas pelo prazer de acumular. O envolvimento com as coisas passa a ter outro sentido, o do propósito e da identidade, o que nos leva a viver com o que é necessário, apenas.

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O porta-retrato de EVA que Artur me deu, todo contente, no dia da festa das mães na escola, é o melhor dos itens decorativos no meu home office. Decoração afetiva é aquela que a gente bate os olhos e sente um afago no coração.

Uma das coisas que valorizo bastante são objetos produzidos artesanalmente, e gosto de associá-lo a ideia de que uma pessoa trabalhou nele, do começo ao fim. Quando me identifico com algo e permito que ele entre na minha história, sei que ele já carrega consigo as marcas de outra pessoa. Há nele vários significados, os de quem o produziu, e os meus, porque o escolhi. Isso faz dele algo único, e por isso tão importante, tão cheio de história, marcado pelo dia a dia, pelo uso, por narrativas repletas de energia. É por isso que, basta bater os olhos, eles têm o poder de nos trazer tantas lembranças, e de aflorar sentimentos guardados no fundo do coração. Esses itens que decoram sua casa são os melhores e mais valiosos, acredite! Quanto mais a gente usa, mais gastos eles vão ficando. Pratos, copos, talheres, xícaras… sou das que acreditam que guardá-los é bobagem. O valor não está associado a quanto mais novinhos e menos gastos estão, mas exatamente no contrário. Serem usados efetivamente, tornando-se nossos companheiros de cotidiano, é que fazem desses objetos tão especiais, porque passam a ter alma também.

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O que também é verdade é que as coisas podem deixar de nos traduzir, porque nada nessa vida é permanente. Ao longo de nosso caminho vamos sendo forjados pelas nossas experiências, trocas, aprendizados, encontros com pessoas. O que antes tinha significado, hoje pode não ter, ou se re-significa. É neste contexto que se desfazer de algumas coisas é bem importante. Desapegar é deixar ir o que não serve mais ao coração, talvez a função mais importante de um objeto. Tão importante quanto saber o que nos inspira é entender o que não nos preenche mais, e atravessar esse momento com tranquilidade, soltando o que deixou de ser em nós. A vida pede passagem, e se reinventar diante dela salva.

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