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Como encontrar a pessoa certa para um relacionamento?

Afinal de contas, quem é a pessoa certa? Estando num relacionamento, ou buscando um par perfeito para construir uma relação, como saber quando a encontramos? Não tenho dúvidas de que saber como se configuraria, em tese, um relacionamento saudável, facilita bastante essa busca e construção de uma convivência equilibrada. Existe par pefeito? Como se constroi um amor maduro? Muitas das questões que circunscrevem o amor nos dias de hoje foram abordadas, neste post, pela Psicóloga Elaine Sibinelli, de Campinas – SP. A gente espera que ao final desse conteúdo o desafio de fazer um relacionamento amoroso dar certo possa ser desmistificado em vários apectos, viu? Confira!

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Imagem: catlovers via Foter.com / CC BY-SA

É seguro afirmar que hoje o conceito do que é o amor mudou muito. A importância e a frequência com que o amor se mostra em nossas vidas, dentro de nossa casa e em nossa sociedade, vêm se tornando cada vez mais frouxo e distante, infelizmente. Os indivíduos, ao mesmo tempo que dizem querer um relacionamento duradouro, desejam acima de tudo preservar sua liberdade e individualidade. Comportamento este possível desde que cada um tenha consciência dos seus limites, respeite o(a) companheiro(a), afinal, dentro de um relacionamento, seja ele namoro ou casamento, existem duas pessoas com vontades próprias, dois pensamentos, sentimentos que devem ser ouvidos e respeitados.

É importante e saudável para a manutenção da relação que cada um tenha sua individualidade e liberdade preservadas dentro de um bom senso estabelecido entre o próprio casal. Desta maneira, o casal se mostra predisposto a manter uma relação longa e saudável. Caso contrário, o amor se perde e, consequentemente, o relacionamento.

Com a nova configuração dos relacionamentos amorosos, percebemos que o amor romântico, aquele jurado à eternidade com fidelidade e durabilidade, está cada vez mais se liquidando e se transformando no amor confluente, aquele baseado em valores de igualdade entre as partes, ou seja, enquanto durar a satisfação ou interesse de ambos. Podemos observar que essa nova forma de relacionamento ocorre tanto no contexto heterossexual quanto fora dele. Presenciamos diariamente uma diversidade de relacionamentos amorosos, como o casamento formal e heterossexual com fins de constituição da família, as uniões consensuais, os casamentos sem filhos ou com guarda compartilhada, e também as uniões homossexuais com ou sem filhos. Com base nessas mudanças em nossa sociedade, explica-se a crescente insatisfação na forma como se dão os relacionamentos amorosos, brigas e desentendimentos que levam ao fim do casamento e destruição da família. Por causa disso, aumenta a demanda por profissionais da área da Psicologia que lidam com aconselhamento amoroso e terapia de casal. Em contrapartida a esse processo de transformação da intimidade, dos valores e as mentalidades, a tendência da sociedade é tornar-se cada vez mais flexível para acolher essas novas configurações das relações amorosas, de modo que todos tenham direito de se relacionar, amar, ser amado e, acima de tudo, ser feliz.

Essa liquidez do amor que vivenciamos atualmente leva alguns casais a reverem suas idealizações sobre casamento, o amor e a sexualidade. Novas formas de amar e se relacionar estão sendo construídas para responder às exigências de uma sociedade onde os princípios, valores sociais e familiares estão sempre se reconstruindo. A terapia de casal é um exemplo de reconstrução de relacionamento, um apoio emocional ao casal, de modo que ambos refaçam seu relacionamento de forma saudável, funcional emocionalmente e sem conflitos. Para isso, é interessante o empenho do casal em aperfeiçoar comportamentos que até então geravam desentendimentos e sofrimentos, afinal, um casal “afinado” emocionalmente tem mais chance de dar certo. Logicamente, todo esse processo terapêutico só será válido diante do sentimento de amor que une o casal.

É importante pontuar que a base de um bom relacionamento, seja ele qual for, é o respeito e companheirismo de ambos, de modo que o casal se sinta seguro um com o outro, a ponto de expor questões emocionais, inseguranças, dificuldade, receios, assim como os momentos bons vividos. Afinal, a confiança é outra companheira imprescindível para que um relacionamento dê frutos.

A questão é que, independente da forma de relacionamento, o importante é a funcionalidade da relação, bem-estar e felicidade do casal. Partindo deste princípio, qualquer forma de amor é válida, afinal, todo relacionamento é uma opção. Se optamos por estar na companhia de outra pessoa é para que ela agregue algo de positivo em nossas vidas, caso contrário o sofrimento entra em cena de modo a destruir o amor, o relacionamento e até mesmo a família, passando a ser disfuncional a relação.

Lembrando que um bom relacionamento começa com o amor próprio. Primeiramente se ame; após, ame o próximo, se doe e agregue valor ao relacionamento. Receba amor e seja feliz à sua maneira.”

ELAINE SIBINELLI - PSICOLOGA - CAMPINAS

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Elaine atende na Av. Nossa Senhora da Consolação, 768, Jardim Aurélia – Campinas SP. Fones: (19) 3385-8241 ou (19) 99785-5505. Para mais informações junto à Psicóloga você ainda pode entrar em contato pelo e-mail sibinelllipsico@gmail.com. Ela também tem página do Facebook, onde há atualização de conteúdo sobre comportamento que, certamente, pode ajudar a todas nós. Clique aqui e curta!

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