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Autoimagem feminina: por que mulheres tão insatisfeitas?

Basta um tempo diante de uma rede social, e o que se vê é um monte de mulheres que reclamam do cabelo, do corpo, da pele. A autoimagem feminina reflete algo que não deixa essas mulheres nada contentes, e a preocupação em buscar a perfeição faz parte do dia a dia delas. Quando é que a vaidade deixa de ser normal? É certo que somos constantemente bombardeadas pelas imagens ditadas como sendo o padrão, e estar fora dele pode causar sofrimento. Como ser feliz se estamos “desencaixadas” desse modelo de beleza? Como dar o primeiro passo rumo a aceitação do que vemos no espelho, e partir para o uma vida mais leve, satisfeita com a própria imagem?

O x dessas questões e de tantas outras, que pode nos ajudar a refletir sobre o que é e como sentir-se bonita de verdade, foi tratado pela Psicóloga Elaine Sibinelli, de Campinas – SP. Elaine conta mais adiante o que pode impactar o nosso grau de satisfação com nossa própria imagem, e explica como superar esse sofrimento de ver tanto defeito onde, na verdade, não existe. Vamos todas fazer as pazes com nosso corpo?

COMPORTAMENTO-COMPORTAMENTO FEMININO-AUTOIMAGEM

Imagem: Ryan McGuire via Gratisography

A sociedade tem dado grande valor à beleza do corpo humano, e a necessidade de estar dentro dos padrões criados por ela desencadeia, muitas vezes, comportamentos físicos e psicológicos disfuncionais e nada saudáveis.

A idealização do corpo modelado pela sociedade através das relações sociais e culturais acaba induzindo e controlando os comportamentos das pessoas, especificamente as mulheres, em busca do corpo “perfeito”. Deste modo, podemos pontuar que a busca da imagem corporal ideal é um conceito multidimensional, pois revela a percepção do indivíduo, com base em seu convívio social, em suas representações comportamentais e estado emocional.

A preocupação com a aparência não é um sentimento presente apenas na cultura ocidental moderna, pois cada período da nossa história teve seus padrões de beleza estabelecidos, determinando o que era ou não bonito. No Século 19, por exemplo, ser bonita significava vestir um espartilho, peça de vestuário que prejudicava a respiração das mulheres, além do risco de provocar problema digestivo. Hoje, as mulheres aderem a dietas e exercícios físicos, frequentemente com consequências ainda mais graves para a saúde, pois a vaidade muitas vezes excessiva é prioridade na vida de muitas delas.

É interessante ressaltar a importância de cuidarmos de nós mesmas, até para que a autoestima da mulher esteja sempre elevada e favoreça o bem-estar e comportamentos mais funcionais no dia a dia. Sentir-se bem é necessário e saudável, o sentimento de preocupação com a aparência é normal e compreensível, desde que não seja excessivo e não traga conflito interno.

Geralmente temos um pensamento irracional e totalmente disfuncional de que “o que é bonito é bom”. Puro engano! Como psicóloga clínica, presencio em minhas consultas demandas de pacientes com algum transtorno alimentar, alguns com pensamentos equivocados em relação à beleza, pensamentos esses que podemos considerar distorções dos aprendizados e dos condicionamentos no decorrer do seu histórico familiar e também das crenças criadas por influência da sociedade.

De maneira geral, as mulheres são mais autocríticas em relação ao próprio corpo do que os homens, elas são mais julgadas pela aparência porque a exigência do padrão de beleza feminino é consideravelmente mais agressiva do que o do homem.

As mulheres são constantemente bombardeadas pela mídia com imagens do rosto e corpo “ideais”. Experiências de exposições sobre o corpo “ideal” e o modo como a mulher interpreta esse ambiente podem aumentar a propensão ao desenvolvimento de quadros como depressão, estresse, culpa, vergonha, insegurança, insatisfação corporal, algum transtorno alimentar e consequentemente sofrimento.

A vaidade e a busca infinita pela beleza “ideal”, assim como o transtorno alimentar, geralmente provêm de crenças ou conflitos vivenciados pela própria mulher no decorrer de sua vida e aprendizado. É relevante lembrar que essa busca incessante torna-se patológica quando se nota que outras áreas da vida da mulher estão sendo prejudicadas por causa da vaidade e do anseio pela beleza ideal, o que gera sofrimento e consequentemente comportamentos que não somam para o bem-estar físico e emocional. Neste caso, um acompanhamento psicológico se faz necessário e é bem vindo, pois o objetivo é justamente trabalhar junto com a paciente o significado da beleza e vaidade, ratificando e elaborando juntas – terapeuta e paciente – as questões que desencadearam o sofrimento. O foco é a reformulação da imagem corporal junto à paciente, pois essa imagem é a representação mental da própria mulher, ou seja, de como é ela percebida por si mesma – a autoconsciência.

Com base na teoria da Psicologia Cognitiva Comportamental, o modo como interpretamos determinada situação gera um sentimento e consequentemente um comportamento que terá suas consequências. É necessário avaliar se tal consequência está ou não sendo funcional para a pessoa.

Alguns pensamentos simples e eficazes podem ser modificados e reaprendidos para que a mulher, mesmo que não esteja dentro os padrões de beleza estabelecido pela sociedade, se sinta bem e melhor consigo mesma. Porém, antes de tudo, é necessário compreender que o ser humano é único e cada pessoa tem sua essência, de modo que todas nós temos nossa importância e responsabilidade não só no meio em que convivemos, mas também para a sociedade num todo, independente se estamos ou não dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade. O entendimento desses princípios é o começo do autoconhecimento, da aceitação das nossas atitudes, reações e uma vida mais feliz e funcional emocionalmente.”

ELAINE SIBINELLI - PSICOLOGA - CAMPINAS

Elaine atende na Av. Nossa Senhora da Consolação, 768, Jardim Aurélia – Campinas SP. Fones: (19) 3385-8241 ou (19) 99785-5505. Para mais informações junto à Psicóloga você ainda pode entrar em contato pelo e-mail sibinelllipsico@gmail.com. Ela também tem página do Facebook, onde há atualização de conteúdo sobre comportamento que, certamente, pode ajudar a todas nós. Clique aqui e curta!

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