Início » Empreendedorismo Feminino » O que é empreendedorismo criativo?

O que é empreendedorismo criativo?

Se você orbita pelo mundo dos negócios, lendo blogs, sites ou revistas sobre o assunto, vendo vídeos produzidos com conteúdo voltado para quem quer tocar a carreira por conta própria, já deve ter ouvido falar nesse tal de empreendedorismo criativo, não é? De fato, ele tem sido discutido aos montes, sobretudo por quem oferece produtos ou serviços que precisam de um combustível especial para serem produzidos: criatividade. Ah! Essa danada da criatividade que a gente imagina surgir como um passe de mágica somente para os eleitos! Será que é assim? São poucos os que podem se dizer componentes desse mundo à parte que seria o do empreendedor criativo? Ou seria criativo empreendedor? É preciso criar algo mirabolante e genial para estar nesta turma seleta? Hum… muitas dúvidas e, talvez, muitos mitos. Para resolver todos, consultei uma especialista no assunto. O resultado é um post recheado de dicas certeiras para você, bonita do Trololó de Mulher, que quer ficar a par do que se trata esse empreendedorismo criativo, e descobrir se ele tem a ver com tudo o que você tem sonhado em colocar em prática. Confere!

Veja também:

Empreendedorismo feminino: 3 mulheres contaram tudo!

Priscila Tescaro é consultora para empreendedores. Em seu site há todas as informações sobre como é o seu trabalho com o empreendedor criativo que pretende oferecer soluções diferentes no seu negócio. Por outro lado, o criativo empreendedor, que pretende fazer da sua ideia ou arte um negócio, pode se beneficiar de seus serviços também, que é oferecer soluções para tornar o seu sonho de negócio uma realidade viável. Priscila oferece consultoria para você que tem dúvidas sobre qual caminho seguir em seu empreendimento do coração, precisa melhorar aspectos sobre comunicação e marketing de sua empresa, quer atrair mais clientes e nem sabe como! Em meio a tantas dúvidas e dificuldades, ela pode ser seu suporte. Acompanhe a Priscila em sua página no Facebook, e fique por dentro de suas novidades. Foi ela quem, com gentileza extrema, esclareceu muitas dúvidas minhas para que eu pudesse compartilhar esse conteúdo com você, e já foi logo esclarecendo: “um negócio criativo não precisa ser grande. Ele pode começar pequeno e manter-se pequeno durante toda sua existência. O que importa, neste caso, é encontrar um nicho que esse empreendedor possa colocar em prática sua criatividade mas, principalmente, sua identidade. Essa última palavra, na minha opinião, é super importante. Vivemos em um mundo em que as pessoas estão em busca de algo único, exclusivo, personalizado. Se a identidade do empreendedor estiver impressa nos produtos e serviços, fica muito mais fácil de vender”, revela.

EMPREENDEDORISMO CRIATIVO-EMPREENDEDORISMO-EMPREENDEDORISMO FEMININO[2]

Via ! Santiago Alvarez ! / Foter / CC BY-NC-ND

Encantar um cliente nunca foi uma tarefa das mais fáceis, e a agora mais do que nunca parece ser um grande desafio. Pense comigo: hoje em dia o cliente está muito bem informado e conectado. Definir maneiras de atendê-lo e surpreendê-lo, bem como oferecer produtos diferenciados que causem encantamento, estão por trás do que é atuar como um empreendedor criativo. A questão é: como atingir esse objetivo e de fato fazer diferença em meio a tantas empresas que surgem todos os dias? “Eu reforço constantemente com meus clientes da Consultoria sobre a importância de um bom atendimento. Aliás, atendimento de qualidade não é mais diferencial, é obrigação. A pessoa consulta as redes sociais ou faz uma reclamação, e em questão de segundos muitos ficam sabendo. Por isso, encontrar ​maneiras diferenciadas e personalizadas para atender é fundamental para conquistar novos clientes e fidelizar os antigos. Eu dei consultoria para um empreendedora que é proprietária de uma loja de móveis. Para conquistar os clientes ela deixa eles levarem os produtos para casa, para que possam “experimentar” sofás, tapetes e objetos de decoração na sala, no quarto; para viverem a experiência. E, para os mais exigentes, é ela mesma quem vai até a residência acompanhar o trabalho. E esse atendimento não tem custo algum! Ela entendeu que era uma estratégia para diferenciar-se de outras lojas e personalizar o atendimento. Eu, por exemplo, gosto muito de me relacionar com meus clientes por e-mail. E faço isso de maneira bem próxima, conto situações do meu dia a dia, coisas que aconteceram com o meu marido e meu filho (tudo dentro do contexto do empreendedorismo), e as pessoas me escrevem dizendo que também vivem situações parecidas. Eu crio relações ao me colocar no mesmo lugar que os demais empreendedores”, Priscila ensina.

Veja também:

Empreendedorismo feminino: o que é mais importante?

Quem tem vivenciado os desafios de empreender uma ideia criativa, e que é movida pelo coração, é a Maria Cordeiro, a moça que comanda a empresa Maria Cereja, um espaço de criação de ilustrações e projetos visuais para a marca de outros empreendedores. Com presença online forte no Facebook, Maria tem construído o seu caminho colocando muito de sua história pessoal em seu negócio. “Sou Maria, tenho 36 anos, há 16 anos casada e com filhos. Hoje sou designer e proprietária do Estúdio Maria Cereja Digital, que surgiu de um desejo de ter um comércio próprio, depois de trabalhar em empresas no ramo de publicidade e design de moda. Cereja surgiu do apelido que meus amigos me deram no trabalho, por eu ter sempre o rosto rosado e cheiro de doce. Originalmente me formei como professora e, aos 18 anos, já ministrava aulas pra crianças no pré-escolar. Procurei me especializar no ramo de informática que surgia no Brasil com muita força nos anos de 1996 a 1998. Novas tecnologias e tendências vinham para aprimorar não só a escola em si, mas o comércio também, e todos os ramos seriam agraciados com esse “boom” tecnológico que estava sendo implantado no país. Claro que a direção da escola foi muito importante para o meu crescimento, eles apostaram que eu seria a chave de ouro para as novidades, começando pelo curso técnico em processamento de dados (nível médio profissionalizante), e então usaram todos os recursos para que eu me tornasse uma profissional especializada para ministrar aulas teóricas e práticas, se fosse necessário. No ano de 2000 fui convocada a trabalhar na própria escola fazendo toda área de criação e marketing da mesma, foi quando eu descobri que era exatamente o que eu queria, ser desenhista gráfica. Fui em busca de novas experiências no ramo gráfico e, mais á frente, no ramo da moda, me tornando Designer de Moda, especializada em estamparia (superfície). Apaixonada por desenho, hoje busco a ilustração e o comércio gráfico para estampar e propagar o nome dos meus clientes”, conta.

Atenta á necessidade de se cercar de parcerias importantes, Maria é dessas que acredita que juntar as forças no mundo dos negócios é vital. Foi dessa forma que ela enxergou como uma oportunidade a parceria que tem sido frutífera e duradoura junto a Jeane, da Dreams Factory. Se você (ainda) não conhece essa moça talentosa e autêntica, precisa conferir no post “De hobby a trabalho: como ganhar dinheiro?” e entender a força que a Jê tem. Foi com ela que a Maria firmou um trabalho em conjunto, o que tem rendido benefícios para ambas. “Neste ano de 2015 eu conheci Jeane da Dreams Factory, que foi uma grande incentivadora da Criação da Marca Maria Cereja Digital. Eu queria ajudá-la na parte de propaganda, layouts, informativos e nos moldes para suas peças, e ela topou que fôssemos parceiras. Hoje fazemos uma parceria com nossos trabalhos e, com tudo isso, Maria Cereja vem crescendo com indicações dos clientes que a Jeane faz para as suas leitoras”, explica.

MARIA CORDEIRO-MARIA CEREJA

Maria, com suas duas filhas: Fê – Fernanda Silveira – com 14 anos e blogueira no Ateliê da Fernanda; e a Ig – Inês Silveira – com 9 anos e youtuber no Chá da Silveirinha. Segundo a Maria, sua casa é lugar 100% tecnológico. Ninguém duvida!

Como em todo grande desafio da vida, empreender tendo a criatividade como fio condutor no negócio não é fácil. Por isso é tão importante estar bem informada sobre o que pode ajudar um criativo empreendedor a tirar melhor proveito de seu trabalho, fazendo dele algo bonito por ser uma atividade com propósito, mas que também seja rentável. É sobre isso que Maria fala a seguir, e o que ela tem feito para reverter as dificuldades: “me tornei uma profissional independente a partir de abril de 2015, e preciso aprender muito sobre o atendimento ao cliente, e ainda ajustar sobre os produtos a serem vendidos. Não tenho muito conhecimento no ramo, mas busco ajuda nos cursos do sebrae e através da disponibilidade de consultores que o sebrae tem para me ajudar a aprimorar e me especializar, a fim de fazer o melhor atendimento ao cliente. Assim, com 5 meses de trabalho Maria Cereja já vendeu para Estados Unidos, Espanha, Itália, Portugal, França e Congo. Além do mais, já foram criadas várias identidades visuais para clientes, inclusive internacionais, como a Nari Pho Tographie, uma fotógrafa francesa”, revela.

Maria é um exemplo de que é necessário buscar alternativas e soluções para enfrentar dificuldades, e não fazer mais do mesmo. Bater na mesma tecla o tempo todo pode ser um grande erro, e é preciso se reinventar para sobreviver fazendo o que se ama. Priscila, como consultora para empreendedores, dá o seu recado sobre de que maneira, tendo um negócio “convencional” – loja física ou online – uma pessoa pode aplicar criatividade em seu empreendimento:

 

“A criatividade deve estar sempre presente. E muita gente acredita que “ter criatividade” é parar e ficar esperando uma ideia brilhante. Não é nada disso. É observação. É estudo. É prática. Eu gosto de me inspirar olhando o Pinterest, por exemplo. Eu também gosto de “passear” por outros sites e blogs de empreendedores para ver o que eles estão fazendo e como eu posso aproveitar alguma inspiração que eu tenha. ​Acredito que ter um bom serviço ou produto, um atendimento excelente e uma relação apropriada com o cliente formam o tripé necessário para iniciar um negócio. Os próximos passos o empreendedor deve dar de acordo com a necessidade do mercado, a confiança que vai adquirindo em seu negócio, por exemplo. Mas não precisa ficar “se cobrando” para ter criatividade: “ah, agora é o momento de ser criativo”. Não, tem que deixar fluir!”

 

Trololó de Mulher: Ser criativo é o bastante para fazer de uma ideia algo que possa ser transformado em negócio?

 

“Nem sempre. É claro que algo criativo pode chamar mais a atenção num primeiro momento. Mas ele não se sustenta por muito tempo se não tiver uma estrutura de negócio por trás muito bem organizada e preparada. ​A criatividade destaque-se mas o cliente não é mais desinformado como antes. Ele vai atrás de informações e se tiver queixas de atendimento, entrega, qualidade, etc, não adianta ter criatividade, ele não vai se manter. Eu já vi algumas ideias bem legais e criativas que morreram porque o empreendedor não teve esse suporte dos bastidores.”

 

TMulher: Como desenvolver as habilidades necessárias para empreender um negócio, considerando alguém muito criativo mas pouco familiarizado com gestão financeira, de processos, atendimento de clientes, etc.?

 

“Pois é, esse é o grande desafio dessa nova geração de empreendedores. Está na moda empreender mas não basta ter uma ideia na cabeça e uma grana no banco. É fundamental estar estruturado. Eu recebo vários pedidos de Consultoria de empresas que nasceram assim: uma super ideia bacana e uma grana disponível​ mas falta qualidade no produto ou serviço, ou o atendimento não é legal, ou não tem processo algum, todo mundo faz tudo ou é uma conta bancária única, pessoa física e pessoa jurídica. Em algum momento essa bomba vai estourar e, mais cedo ou mais tarde é no próprio empreendedor que estoura. A maioria das pessoas decide empreender para ter melhor qualidade de vida mas, se você não tem estrutura você acaba trabalho muito mais, de maneira desorganizada e não tem retorno satisfatório.”

ASSINE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *