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O mau comportamento infantil ocorre em sua família?

O melhor amiguinho de seu filho dá uma resposta mal educada toda vez que a mãe dele diz que é hora de sair do parquinho. A amiga inseparável de sua filha começou a falar palavras que, saídas da boca de uma criança, dão arrepios. Pior: você já percebe que seus filhos é que manifestam comportamentos indesejados, mas você está perdida sem saber exatamente como agir. O mau comportamento infantil pode ser um obstáculo que qualquer família tenha que enfrentar algum dia. Entender as razões por que isso acontece e aprender estratégias para lidar com essa situação pode minimizar o estresse, e nos orientar quanto a dar uma boa educação aos nossos filhos. O futuro dos pequenos agradece.

As más influências vão acompanhar seu filho por toda a vida, é verdade. O que também é fato é que, quando ainda pequenos, elas são bem impactantes. “Na literatura científica não se encontra um achado especifico da idade em que a personalidade é totalmente formada, sabe-se que as vivências nos primeiros anos de vida são determinantes para sua formação, e os valores vão se modificando, dependendo das nossas relações, ao longo de toda a vida”, esclarece Vívian Hagen, Psicóloga Infantil. É ela quem tira todas as nossas dúvidas sobre como agir diante do mau comportamento dos amigos de nossos filhos ou se posicionar diante da má postura de nossas crianças. E para quem tem filhos entrando na adolescência, já há um alerta: “visando a educação de filhos, toda idade é super importante, até que eles realmente tenham a consciência de causa-consequência e saibam realmente qual caminho estão trilhando para a construção de sua história. Até que assumam essa consciência, a orientação e presença dos pais diante das decisões é de extrema importância. Contudo, a fase mais crítica, no que se refere a influência de amizades, é a adolescência. Nesta fase, eles estão mais grupais, alguns acham que os pais não entendem bem do que eles falam, logo a influência externa fala muito”.

EDUCACAO-COMPORTAMENTO INFANTIL

Via pedrosimoes7 / Foter / CC BY

Trololó de Mulher >> Isolar a cria ou evitar que ela tenha contato com outras crianças de comportamento duvidoso é uma boa estratégia?

Não tem como proteger do contato externo, eles viverão isso desde que começam a se relacionar com outras crianças, seja nos parques, na convivência da escola… e para vida toda! O que acho viável é que os pais estejam atentos às relações de seus filhos desde sempre, e façam reflexões com eles sobre os comportamentos que achamos que não procedem com o ensinamento que estamos tentando estabelecer. Sempre ensinando a eles, desta forma, que colhemos as consequências de nossos comportamentos; que colegas que não agem de boa maneira, podem viver situações ruins, que não estamos querendo vivenciar. Acho importante aqui ressaltar também, que como pais, podemos gerar em nossos filhos a segurança de eles serem eles mesmos, sem querer imitar, mostrando a beleza que é ser único. Isso aumenta a auto estima, melhora e gera uma imagem firme de si mesmo, que os acompanhará por toda a vida.”

TMulher >> Já dá para definir como será um adolescente no futuro com base no mau comportamento quando ainda é criança?

Não dá muito certo isso não. Pois sempre que mudamos de comportamento, podemos viver novas experiências. Quando a criança percebe isso, ela pode se libertar, por conta própria ou com a ajuda dos pais e de profissionais. Mas o mau comportamento e as consequência dele, como advertências da escola, dificuldade de relacionamento em casa e nos outros ambientes de interação social, já nos sinalizam que algo precisa ser modificado. E quanto antes mudar, menos consequências e prevalência de hábitos desagradáveis.

TM >> E quando se percebe que a má influência é o próprio filho ou filha, e não as outras crianças? O que fazer?

Quando percebemos que nossos filhos estão com problemas, o primeiro passo é se orientar como podemos ajudá-los a sair daquele comportamento. Pode parecer estranho, mas, às vezes, as crianças sabem que estão agindo errado, que não estão sendo bem aceitos pelas pessoas, mas não sabem como sair dessa situação. Então, já que estão presas neste comportamento, pioram muito e cada vez mais, pois ouvem os rótulos, dos de fora e dos de dentro de casa. A criança fica na obrigação de corresponder o que todos dizem que ela é, e que ela acha que deve ser mesmo, já que todos falam… e com isso se torna um ciclo cada vez mais reforçador desta prisão. Mas nós, como pais, podemos ajudar a libertá-las. Se não conseguimos sozinhos, temos que recorrer a ajuda de profissionais competentes o quanto antes.”

Mau comportamento na prática: algumas orientações…

Trololó de Mulher >> Crianças que respondem mal aos pais quando é exigido que elas façam a lição de casa: o que pode motivar este tipo de comportamento? Como lidar?

O que motiva a má resposta é a falta de vontade de se comprometer com aquela tarefa proposta. Para lidar melhor aconselho aos pais a fazerem um horário fixo, combinando em conversa prévia com o filho, de estudo diário. Tendo ou não tendo tarefa. Se não tiver tarefa ele pode escolher o que quer estudar, mas sempre cumprir o horário combinado. Isso é uma prática legal que prepara para a vida, tornando o hábito de estudar uma rotina prazerosa sempre.”

TMulher >> Crianças que querem “tudo agora” e fazem escândalo quando são contrariadas: por que isso acontece? Como agir?

As crianças que querem “tudo agora” é porque são estimuladas e ensinadas, com as recompensas, a pensarem desta forma. Para as crianças, nós somos “a vida”, pois podemos manipular as coisas e dá-las na hora que queremos, mas sabemos que não é assim na vida real. Uma hora ou outra essas crianças, sendo na adolescência ou na vida adulta, vão ter que aprender que precisamos esperar. O quanto antes mostrarmos que funciona cada coisa na sua hora, elas serão preparadas para vivenciar o mundo sem sofrimento. Acho que neste caso, a tarefa mais difícil é nos segurar, pois quando nossos pequenos pedem, ainda mais dependendo da forma como pedem, queremos dar o mundo embrulhado de presente se pudéssemos. Mas nos foi dada uma missão: EDUCAR. E nessa incrível missão temos que ensinar o certo, pois se a gente não ensina a esperar, uma hora eles vão aprender, mas com sofrimento, e desenvolvendo, às vezes, até quadros patológicos de ansiedade e depressão.”

TM >> Crianças que furtam produtos de lojas: o que leva a esse comportamento? O que fazer?

Crianças que agem desta forma, às vezes, não fazem por mal, pois não têm consciência exata do que estão causando para si e para outros. Como pais, precisamos estar atentos. Apareceu algum objeto diferente que não demos, chama para uma conversa e uma reflexão. Tudo começa sem uma maldade, mas se eles não observarem o mal que estão fazendo e nem forem constrangidos a consertar, isso pode ir aumentando, até virar um problema sério e muito constrangedor para os pais.”

Segundo a Vívian, “não precisamos saber tudo e nem saber como fazer. Estamos em uma caminhada de aprendizado junto com nossos filhos. Eles estão aprendendo com a gente e nós com eles. O importante não é não errar, o importante é estar atento, presente, responsável e responsivo na caminhada. Se observamos que algo não está bem, podemos percorrer outros caminhos, tentar de variadas formas, mas só quem está atento ao processo percebe nas pequenas demonstrações. A atenção aos nossos filhos e suas respostas nos mostram o caminho. Sejamos então atentos e sempre amando nossos filhos. Essa é a dica mais importante!”, finaliza.

 

VIVIAN HAGEN-PSICOLOGA INFANTIL-JUIZ DE FORA-MG

 

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