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Tanto tempo longe da família e amigos: quem aguenta?

Fiquei com esse questionamento na cabeça enquanto lia o relato da querida Adriana Minhoto, nossa correspondente lindona que está lá na Finlândia, que fez um balanço sobre os 6 meses que já passou em um país tão frio e distante do Brasil. Fiquei cá comigo pensando a mesma coisa sobre o fato de ter passado 10 anos em Campinas e região, longe da família e amigos de toda uma vida, todos em Recife.  Digo que aguenta somente quem ama demais, e sente-se amada na mesma medida.

Ainda bem que o tempo, senhor de todos os destinos, se encarrega de nos levar em direção aonde está um pedaço do nosso coração. No meu caso, minha hora chegou: é oficial… nos próximos dias volto pra ficar. A Dri está um pouquinho longe de dizer isso em definitivo, mas anda matando as saudades dos seus em terras brasileiras. É certo que ela vai voltar energizada de tanto amor, e com o coração fortalecido para aguentar mais um tanto de tempo de saudades… e ela doi no coração de quem está longe. Adriana fala sobre isso, pra gente, com muita sensibilidade e curiosidades. Vem ver:

Meio ano. Seis meses. 26,09 semanas. 182 dias. 4.383 horas. É com esse tanto de número que escrevo para vocês um balanço dos meus primeiros meses na Finlândia, também chamada por mim carinhosamente de Friolândia.

Nesse período aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começar, mas primeira coisa que vem a cabeça é: não é fácil passar aniversários, festas, datas comemorativas, tanto tempo longe da família e dos amigos…

Morar fora do Brasil, em minha opinião, faz a gente dar mais valor ao que temos em nosso país. Clima, cultura, pessoas… Aqui na Finlândia a adaptação foi bem complicada por conta da diferença cultural e climática.

FINLANDIA

Turistando em Helsinki

Apesar de tudo funcionar perfeitamente, desde sistema de transporte, até educação e saúde, e da Finlândia ser considerada um país com alto grau de igualdade social, o nosso sol e o calor humano brasileiro fazem falta.

FINLANDIA[4]

Neve

Os primeiro três meses passaram rápido! Fase de adaptação. Montar a casinha, conhecer o bairro, os produtos do supermercado, como andar de transporte público e se locomover, melhorar o inglês, aprender um pouco de finlandês, conseguir lidar com o fuso horário para poder falar com a família…

FINLANDIA[5]

Caminho de casa

FINLANDIA[2]

Vista da minha sacada

Fiquei muito tempo sozinha, pois o mestrado do marido é período integral e de segunda a sexta. Literalmente tive que aprender a me virar sozinha em um lugar totalmente desconhecido. Tinha aulas duas vezes por semana, mas na maior parte do tempo eu ficava sozinha. Não consegui fazer amigos, só uma amiga brasileira que me ajudou bastante.

FINLANDIA[3]

Praça do Senado em Helsinki

Quando cheguei ainda tinha sol e o clima era agradável. Então, todo dia eu ia andar na praia e ver o mar (minha paixão), mas o tempo foi passando e o inverno chegou. Com ele a escuridão, o frio, a melancolia e mais do que nunca a sensação de: o que estou fazendo aqui nesse lugar longe e escuro?

Em dezembro, marido teve duas semanas de férias do mestrado e aproveitamos para fazer um mochilão de nove dias passando pela Dinamarca, Noruega e Suécia. Nunca pensei que fosse conhecer tantos países em um espaço tão curto de tempo. Nesses seis meses também conheci a Estônia. Quem já pensou em conhecer a Estônia na vida? Rs…

DINAMARCA

Dinamarca

NORUEGA

Noruega

SUECIA

Suécia

ESTONIA

Estônia

Esse texto que vocês estão lendo agora, eu escrevo de terras brasucas. Esse mês eu vim para o Brasil matar a saudade da família, dos amigos, do sol, do calor… mas em breve volto para a minha casinha em terras finlandesas.

Gostaria de deixar algumas coisas que aprendi nesse tempo na terra do Papai Noel.

* Nós temos uma força interior que não sabemos! Quando achamos que estamos cansados e que não aguentamos mais, ela surge para nos reerguer e fazer a gente continuar a caminhar.

* Não sabia o que era frio até chegar aqui… e a cada dia que passa me surpreendo por saber que posso sentir mais frio!

* A saudade pode doer mais do que a gente imagina! É dor física, é dor nas entranhas.

* Mesmo se sentindo em casa, você vai sempre ser um estrangeiro, quando mora fora do seu país!

* Viver fora faz com que qualquer momento seja extremamente intenso! Você vive e sente todas as emoções e até o sol te traz felicidade…

* Fazer um mochilão é deixar a vaidade de lado e se jogar em uma experiência loucamente incrível!

* A vida é uma eterna descoberta. Não tenha medo, se jogue! Se não está contente com sua vida hoje, mexa-se, você não é uma árvore! 😉

ADRIANA MINHOTO

Entenda como tudo começou:

As voltas que a vida dá nos leva a lugares inimagináveis!

Mais sobre a Finlândia, por Adriana Minhoto:

Se você fosse mãe lá na Finlândia…

Educação, ordem e progresso… lá na Finlândia é assim!

Dias e dias sem sol: o temido Novembro lá na Finlândia

Pois é, bonita! Viu que a Adriana tem um negócio destinado a ajudar o seu, que é empreendedora? A Visivae pode fazer diferença para sua pequena empresa, que está só começando… quer saber mais sobre isso? Visite seu site e sua página no Facebook. Informe-se! Além de tudo isso, a moça bonita desgarrada em terras finlandesas dá mais detalhes de seu dia dia no seu blog, Entre Vodka e Cachaça. Pra conhecer é só clicar aqui e se jogar! Ah! O Entre Vodka e Cachaça também tem página no Facebook, viu? Já curtiu? Eu já!

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