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Quando é que estamos bonitas, afinal?

No mundo da moda, por exemplo, há um padrão estético do que vem a ser uma mulher bonita que a gente conhece muito bem, basta ver fotos ou vídeos de um desfile. Já reparou que nos comerciais de TV ou campanhas publicitárias em revistas as modelos diferem do padrão das passarelas? Hoje em dia, até mesmo as modelos chamadas plus size (tamanho atribuído ás mulhes que vestem acima de 44) apresentam variações de padrão. Aliás, essa variação já me deixou com a pulga atrás da orelha porque, veja bem, como considerar que uma mulher como a modelo Robyn Lawley está acima do peso?

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Robyn Lawley, na revista Cosmopolitan, considerada como uma mulher plus size. Imagem via Google.

Você concorda comigo que perdemos essa referência? Ao menos para os diferentes “modelos” de beleza, sim, parece que não há mais padrões, ou ainda, arrisco dizer que eles andam um tanto quanto distorcidos, não é? Neste caso, creio que a referência de beleza feminina mais segura a ser seguida é aquela que reflita um corpo saudável, porque beleza mesmo é aquela que nos põe numa condição de equilíbrio, e pouco importa a estética desse corpo.

Mas afinal, se vemos os índices de obesidade se tornarem alarmantes, ou ainda a imposição das imagens da top models superultramega magras como sendo o ideal de corpo, onde fica o ponto de equilíbrio?

Quem nos aponta um caminho nesta discussão é a Dra. Manuela Rocha Braz, médica endocrinologista e clínica geral, de São Paulo. É ela quem nos orienta sobre alguns pontos importantes que devemos considerar sobre a busca por um estado onde possamos nos considerar bonitas mas que, acima de tudo, que seja feita com cautela. Afinal de contas, só mesmo com saúde é que a beleza vem de dentro pra fora, pode apostar nisso!

Ser muito magra ou muito gorda, a gente já deve desconfiar, não é bom para ninguém. O que os médicos observam, neste caso, é um conjunto de características que indiquem que estamos conseguindo trilhar o caminho do meio. Essas referências começam, portanto, na análise do IMC, que é o Índice de Massa Corpórea. Mas não é só, hein? Quem sai por aí fazendo essa conta, e acredita que se encaixa num padrão de beleza&saúde apenas pelo resultado numérico pode estar ligeiramente enganada. De acordo com a Dra. Manuela, “o IMC é um índice impreciso, não diferencia entre massa gorda e massa magra e não reflete a distribuição de gordura, que sabemos que tem influência no metabolismo e no risco de doenças como diabetes, hipertensão, hipertrigliceridemia, etc. Apesar disso, ele é uma ferramenta importante para o médico, mas pelas suas limitações deve ser avaliado sempre em conjunto com outros dados para dizer se o paciente está saudável – da história clínica, dos hábitos, do exame físico e dos exames laboratoriais”. Portanto, mais atenção e cuidado, por favor!

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Imagem: Pinterest

Trololó de Mulher >>> O que reflete, com maior exatidão, que uma mulher está a caminho de se tornar obesa?

A obesidade é habitualmente definida pelo IMC. Quando acima de 25 kg/m2, chamamos de sobrepeso, e acima de 30 kg/m2 obesidade. Claro que existem as falhas comentadas acima, mas essa é a classificação mais fácil de ser aplicada, e dá certo na maioria das pessoas.

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Imagem: Ciência em Serrinha

TMulher >>> Quando podemos considerar que um corpo feminino está em equilíbrio?

Quando recebe uma alimentação saudável, adequando valores nutricionais e valores calóricos, e faz atividade física com frequência.

TM >>> A mulher brasileira tende a ter concentração de gordura no bumbum e no quadril. Essa gordura é tão nociva quanto a que fica no abdome?

Não, essa gordura está menos associada ao risco de doenças metabólicas (diabetes, hipertensão, esteatose hepática etc.). Quando em excesso podem levar a outros problemas associados à obesidade, como sobrecarga nas articulações, artrose, o que também é observado na obesidade abdominal.

TM >>> Hoje em dia se vê uma busca incessante pelo corpo perfeito, cheio de músculos definidos. Há algum problema nessa busca?

Tudo que é feito em excesso leva a males secundários. A busca pela perfeição é interminável, sempre existe algo a ser melhorado, e isso pode levar a graves consequências físicas e psicológicas. Em casos em que se recorre ao uso de suplementos e/ou hormônios para se chegar ao objetivo desejado, devem ser levados em consideração os efeitos colaterais destes, muitas vezes graves também. 

MANUELA ROCHA BRAZ-ENDOCRINOLOGISTA-ENDOCRIONOLOGIA-SAO PAULO

Se você está na cidade de São Paulo, poderá encontrar a Dra. Manuela pessoalmente em seu consultório. Todas as informações com endereço para localizá-la, telefone de contato ou e-mail estão em seu site. Aliás, lá também você encontra informações bem importantes para entender sobre como um médico endocrinologista pode te ajudar, bem como dúvidas frequentes referentes sobre o que trata esta especialidade da medicina. Clique aqui, se jogue e fique por dentro de tudo! Ah! Não deixe de curtir a página da Dra. Manuela no Facebook, mais uma fonte de informação e conteúdo pra você manter sua saúde em dia!

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Um comentário sobre “Quando é que estamos bonitas, afinal?”

  1. Cely comentou:

    Vi, a pouco tempo uma matéria no jornal local uma reportagem sobre o “novo corpo” do desejo. Segundo a jornalista, sai o corpo esquálido das modelos e entra o corpo definido das meninas de academia. Ai eu fico pensando que nada realmente mudou. Só de um tipo de beleza esperado para outro.

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