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Se você fosse mãe lá na Finlândia…

… teria reforçado em você um princípio social básico: todos são iguais. Ao menos ao nascer, lá na Finlândia, é assim. Ao longo da vida muita gente esquece isso, né…tsc tsc tsc… mas, enfim: seja de família pobre ou rica, ao nascer em terras finlandesas os bebês são tratados em pé de igualdade pelo Estado, o que é simbolizado por uma caixa que as famílias recebem, igual para todos, que comporta todos os itens necessários para os cuidados com a criança em seu início de vida. Posso falar? Achei a ideia linda de viver e com muito sentido.

Há outras particularidades ligadas a maternidade – e paternidade! – lá naquele país bem frio, de onde a Adriana Minhoto tem nos contado tudo o que desvenda e aprende, que vale a pena a gente conhecer e, depois, ficar bem admirada sobre como certas coisas funcionam bem diferentes de como são aqui no Brasil. Um olhar atencioso sobre a Finlândia nos dá lição sobre muitas coisas, é o que temos visto aqui no Trololó de Mulher`bora aprender mais juntas? Vem!

Quem nunca ouviu falar que a Finlândia é um dos melhores países do mundo para ter filhos? Seja pelo benefício que o estado dá, ou pela educação de primeira qualidade, esse assunto é frequente em pautas sobre educação e maternidade!

Hoje vou falar um pouco sobre minha percepção daqui, e vou contar com a ajuda de uma amiga, a Sanna Puhakainen, mãe de duas meninas e um menino.

Kit maternidade

Implantado nos anos 30, o kit maternidade distribuído pelo governo finlandês para as futuras mamães já virou uma tradição. Acredita-se que com a caixa contendo macacões, saco de dormir, roupas de inverno, produtos de banho, roupas de cama, fraldas e um pequeno colchão, fica assegurado que toda criança tenha um começo de vida igual, independente da classe social.

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Imagem: Popsugar

Com o colchão dentro da caixa de papelão, muitas crianças têm seus primeiros cochilos dentro da caixa. A futura mamãe pode escolher entre receber o kit ou pegar o subsídio em dinheiro (em 2010 o valor era cerca de 275 Euros), mas a grande maioria opta pelo kit. Para algumas famílias, o conteúdo da caixa seria inviável se não fosse gratuito.

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Imagem: BBC

Para Sanna, o kit tem seu lado positivo e o negativo. “Primeiro positivo: eu acho que é ótimo que temos este serviço. É uma espécie de garantia que, mesmo nas famílias mais pobres as crianças terão alguma roupa básica. Em seguida, os negativos. Como tem que ser unissex, algumas das cores não são tão bonitas, mas é claro que é uma questão de gosto. Outro problema é que o governo dá o mesmo kit para os bebês nascidos no verão e inverno. Assim, por exemplo, as roupas de inverno não foram boas para as minhas meninas, pois elas nasceram na primavera. Já para meu filho que nasceu no Inverno, o conjunto era muito grande logo que ele precisou usar, e já não servia mais nele no segundo Inverno. Acho que eles deveriam mudar os tamanhos com base no tempo em que o bebê é estimado para nascer.”

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Imagem: Popsugar

Acompanhamento pré-natal para todos

Mas não pense que aqui é tudo oba-oba! Rs.. Para receber o subsídio maternidade do governo, a mãe deve ter visitado um médico no posto de saúde (aqui todo atendimento médico é gratuito) durante os quatro primeiros meses de gravidez e fazer acompanhamento pré-natal até a hora do parto.

Licença maternidade/paternidade

Assim que o bebê nasce, a mãe tem direito a tirar 17,5 semanas (praticamente cinco meses), mas a licença também pode começar de cinco a oito semanas e meia antes do parto. A licença é paga pelo empregador, e pode variar de 40 a 70% do salário da mãe. Para os papais, a licença é de três semanas. Sanna sente que a licença maternidade aqui na Finlândia é muito boa em comparação com outros países.

Licença parental

Confesso que essa era totalmente desconhecida para mim. Ela funciona assim: um dos pais pode obter essa licença com duração de 26,5 semanas (mais ou menos sete meses) começando imediatamente após a licença maternidade / paternidade acabar. Um subsídio parental com base no rendimento é assegurado.

Se os pais desejarem trabalhar apenas meio período eles podem acordar com seus chefes. No entanto, o subsídio parental será proporcional. A lei finlandesa assegura o direito ao emprego durante a licença.

Licença para assistência

Ainda de acordo com as Leis da Finlândia, um dos pais tem direito a ficar em casa para cuidar de uma criança sem perder seu trabalho até a criança completar três anos de idade. Nesse caso a família também recebe um subsídio, mas esse é de aproximadamente 315 euros por mês (dados de 2010). O valor é aumentado se tem mais de uma criança em casa.

Sanna afirma que, o fato da licença para assistência poder ser dividida entre a mãe e o pai é um ponto positivo. “Quando Silja (uma de suas filhas) era pequena, eu voltei a trabalhar quando ela tinha 10 meses e meu marido ficou em casa por mais seis meses para cuidar dela. Eu acho que foi realmente bom, pois ele pode cuidar de crianças, bem como eu posso”. Dividir as tarefas para cuidar das contas e do bebê é benéfico para todos, e aqui na Finlândia eles sabem disso!

Filho doente

Quem nunca teve que faltar no trabalho para cuidar do filhote que ficou doente, e depois teve que negociar com o chefe o banco de horas ou o dinheiro a menos no fim do mês? Aqui na Finlândia os pais não têm esse problema. Eles têm direito a ficar em casa até quatro dias para cuidar do filho menor de 10 anos.

Adoção

Eu acho que adotar é um ato de amor. Um amor tão grande e infinito que você gera um filho pelos laços do coração. Ai no Brasil vemos diversas reportagens sobre a dificuldade de se conseguir licença maternidade nesses casos. Paternidade então, quase nem pensar! Aqui, em terras finlandesas, os pais de crianças adotadas também têm direito de receber subsídios do governo, como licença maternidade, paternidade, e o kit maternidade.

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Imagem: Kelli Murray

Felicidade

Diversos relatórios publicados na área da saúde afirmam que as mães finlandesas são as mais felizes do mundo. E não é para menos, né?

ADRIANA MINHOTO

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Pois é, bonita! Viu que a Adriana tem um negócio destinado a ajudar o seu, que é empreendedora? A Visivae pode fazer diferença para sua pequena empresa, que está só começando… quer saber mais sobre isso? Visite seu site e sua página no Facebook. Informe-se! Além de tudo isso, a moça bonita desgarrada em terras finlandesas dá mais detalhes de seu dia dia no seu blog, Entre Vodka e Cachaça. Pra conhecer é só clicar aqui e se jogar! Ah! O Entre Vodka e Cachaça também tem página no Facebook, viu? Já curtiu? Eu já!

 

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2 comentários sobre “Se você fosse mãe lá na Finlândia…”

  1. Bianca comentou:

    Adriana, eu e meu namorado pretendemos nos casar (somos ambos Brasileiros) se no futuro tivermos um filho aqui em Helsinki, morando ambos na finlândia e casados, como ficaria a cidadania do bebê, teria como ele ser considerado finlandês mesmo com ambos os pais estrangeiros?

    1. Dri comentou:

      Oi Bianca, pelo o que eu sei o seu iflho teria a sua cidadania, ou seja, seria brasileiro, mesmo nascendo na Finlândia.
      Para tirar a cidadania finlandesa, depois de alfabetizado ele tem que fazer uma prova que comprove que mais de 50% (se não me engano) da cultura dele é finlandesa. Nessa prova tem idioma e mais algumas coisas…
      Espero ter respondido sua dúvida.
      Bjs

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