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Como ser resiliente? A vida ensina…

Já ouviu falar nesse termo? Resiliência é a capacidade de sobreviver a traumas profundos e de retornar a viver, encontrando outros prazeres para isso… apesar dos pesares. Será que qualquer pessoa tem essa habilidade? Na verdade, creio, a gente só descobre o tamanho da nossa força e da nossa capacidade de reação, quando a vida ensina. Muitas vezes essa oportunidade de aprendizado vem ás custas de muita dor e sofrimento, e quanto maior isso tudo se coloca diante da vida da pessoa, ela parece ir adquirindo mais garra em não se abater diante dos tombos que a vida dá.

Meu Artur completou 2 anos bem recentemente. Enquanto eu estava grávida, uma amiga da blogosfera também estava, e pariu seu pequeno Theo mais ou menos na época em que Artur nasceu. Estou falando de Ly Mello, uma mulher que se mostrou muito mais forte do que eu poderia imaginar, e que deu uma lição incrível e absurda do que é essa tal resiliência, na prática.

Se você não sabe, alguns meses após o nascimento de Theo, uma tragédia acometeu sua família, e seu bebê morreu. Na época, fiquei chocada e triste, claro! Afinal de contas, não conseguia olhar para Artur e não pensar em Theo, e em como aquela mãe sobreviveria ao trauma. Seria possível? Como retomar o gosto pela vida? Como tratar feridas tão profundas e se recuperar delas?

COMPORTAMENTO-COMPORTAMENTO FEMININO-RESILIENCIA

Imagem: boredpanda

A seguir você acompanha o depoimento emocionante, profundo, sincero e muito, muito enriquecedor. A proposta desse post, nesse momento em que a Ly abre o coração para você, é mostrar que na vida há sempre a possibilidade de recomeço… sempre! Amanhã é um outro dia, o sol nascerá novamente, e espero que com ele renasça a esperança em você, apesar de tudo. Leia, absorva o que há de melhor com essa experiência, inspire-se e se jogue na vida!

Quando recebi o convite da Lidi para falar sobre resiliência, não hesitei, embora nesse período tenha recebido vários convites, mas não me sentia à vontade para falar. Na psicologia, a resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação.

Bom, primeiro vou me apresentar. Sou Aline, 39 anos, casada, mãe do Pedro de 14 anos, Livia de 8 e do Theo, que hoje não está mais entre nós, pelo menos fisicamente.

Nunca me imaginei uma mulher forte, capaz de vencer desafios e superar dificuldades, mas a perda do meu filho no ano de 2013, mudou o rumo da minha vida. Eu não sei dizer como consegui sair da fase total de escuridão que assolou os meus dias. Lembro dos dias na cama, onde eu só tirava a camisola para tomar banho, período em que meu marido foi pai e mãe dos nossos filhos e um companheiro sem igual.

Certo dia, ouvi a Livia dizer no corredor de casa, “minha mãe nunca sai da cama.” Nesse momento me deu um “start”. Meus filhos perderam o irmão e estavam perdendo a mãe também. Não bastasse toda a história pesada que teriam que carregar durante a vida, ainda levariam a imagem da mãe que ama mais o irmão que se foi, do que os filhos que ficaram.

Não sei se sou resiliente, teimosa, ou se não me sobrou opção, mas a vida não faz uma pausa para você tentar se reerguer, então decidi pegar o cabresto e retomar a direção. Não posso mudar nada do que aconteceu, lamentar não adianta, então resolvi tentar fazer o melhor daquele momento em diante. Nesse período fiz terapia com uma profissional, e também com amigas que passaram pela mesma experiência que eu, e que me abraçaram de uma tal forma, que me ensinaram e me ensinam diariamente; e uma vez, li a seguinte frase de uma delas, “eu não sou nem quero ser a Mulher Maravilha, apesar de, muitas vezes, estar dando conta de continuar”. Também não sou nem quero ser uma coitada, apesar de, muitas vezes, não estar dando conta de continuar “.

Muitas pessoas escolhem não agir diante de uma situação, sim, eu digo escolhem, porque a opção é nossa! Mais fácil ficar sempre na “zona de conforto” que a dor nos traz, assumir a posição de coitado, do que falhar em mais alguma coisa. Deixar a vida seguir sem se dar o direito de tentar algo, afinal de contas, a gente sempre acha que não tem direito de voltar a ser feliz.

COMPORTAMENTO-COMPORTAMENTO FEMININO-RESILIENCIA[2]

Imagem: Pinterest

Costumo dizer que passei o que existe de pior na vida de alguém, que é perder um filho, então nada daqui pra frente vai me fazer parar e desistir! Por ele e por nós! Sofrer, chorar, lamentar é normal, mergulhar na dor, não! Em certos casos, ajuda profissional é indicado para ajudar a definir objetivos, fortalecer seu emocional e aceitar as mudanças que a vida impõe! Lembrem-se que, “resiliência é uma dança bem sucedida na música da vida. Não uma dança com bailarinos solitários: ela pede parcerias, empatia, encontros. Ela fala de amor”.

Em tempo: você encontra a Ly Mello através de seu blog, o *Design My Life*. Seu blog não está sendo mais atualizado, mas seus posts sobre decoração estão disponíveis para consulta. O conteúdo é incrível, e vale a pena uma conferida, viu? Além do mais, há como ter contato mais próximo com essa bonita forte e guerreira através de sua fanpage no Fecebook, clicando bem aqui. Vai lá!

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6 comentários sobre “Como ser resiliente? A vida ensina…”

  1. Fabiana comentou:

    Que grande exemplo de fé e amor! Dor maior não deve existir! Que Deus continue te consolando sempre!

  2. Dirce Ferreira comentou:

    Me veio em boa hora este exemplo, pois estou passando por uma fase ruim,termino de um relacionamento, um casamento e ando sem forças nem cozinhar para meus três filhos já não consigo.mais, um amor lindo e por uma simples discussão ele foi embora, o amo demais trabalhávamos jjuntos enfim .e isso é bem menos que perder um filho

  3. Ana Alice comentou:

    Quem é forte cai de pé. Ainda que se curve por algum tempo para encontrar forças. A força esta lá, pulsando o tempo todo e só vem à tona quando é necessária. Os primeiros passos são difíceis, mas tão logo se inicia a caminha eis que uma renovada pessoa surge para testemunhar o melhor da vida: é continuar a vida.
    Ana Alice

  4. Darlana Godoi comentou:

    Resiliência, sei bem o que é isso, 6 gravidezes, cinco abortos, seis filhos mortos… Histórias estupro, de violência obstétrica, de separações dolorosas… Minha vida kkk Mas sempre aqui firme e forte. Bom saber que existe gente como eu, ás vezes me acho meio ET , o pior de ser assim é que quando você desaba as pessoas em torno de você não sabem como reagir… Quantas vezes quis desabar e precisei de um colo mas eu que tive que consolar os outros ao meu lado. Ser forte e resiliente tem seu lado mais cruel nessas horas…

  5. Telma comentou:

    É… dizem que Deus não dá um fardo maior do que o que podemos suportar. É bem isso… a gente acha que não vai dar conta, mas Deus prova que conseguimos, sim. Por mais difícil, doloroso e demorado que seja, as pessoas são capazes de sair de momentos de total tristeza ou desespero para viver novamente. E não é fácil, mas é possível.
    É bom ouvir exemplos. É bom saber que as pessoas sofrem, sim. E que isso faz parte. Mas que é necessário reerguer, principalmente quando tem outros que dependem de nós.
    Ótimo o post!
    Beijo

  6. Ana Maria comentou:

    Na realidade entendo que cada um de nós tem uma missão neste planeta. Assim como estrelas que somos deste grande universo, muitas nascem e permanecem brilhando por um longo tempo. Outras rapidamente se apagam, mas todas, infinitamente nascem, brilham e se apagam, como prova do dever cumprido.
    O nascer e morrer é um processo. Ao aceitarmos as perdas de maneira consciente, o sofrimento se torna mais leve, mesmo porque o amor ficará em nossos corações eternamente enquanto vivermos. Jamais esquecemos quem nos gerou e quem geramos. Superação é a palavra inseparável da resiliência.

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