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Educação, ordem e progresso… lá na Finlândia é assim!

Boas experiências e casos de sucesso deveriam ser fonte de inspiração para países com um potencial incrível, como é o nosso Brasil, não é? Exemplo não falta, como você verá neste post. A Finlândia, país que estamos conhecendo bem aos poucos através dos olhos e vivência da Adriana Minhoto, é tudo o que sonhamos como referência de nação que cuida bem desta área, uma vez que, considero, é vital para o bom desenvolvimento de qualquer país.

Conhecendo bem mais sobre como a educação é tratada em terras finlandesas, Adriana se viu admirada quando traçou um paralelo com o que acontece em terras tupiniquins. E não é para menos! Eu bem que desconfiei que ficaria assim também, quando a bonita me avisou que trataria sobre o assunto em seu próximo post sobre aquele país aqui no Trololó de Mulher, mas não imaginava que seria tanto. Eu, que sou graduada na área de educação, confesso que entristeci um pouco, de vergonha, quando tomei conhecimento mais detalhado sobre como as coisas acontecem lá, e poderiam acontecer aqui. Mas sou daquelas que acreditam que o Brasil tem jeito, e quando chegar a hora, aqui está o exemplo para onde podemos mirar… confira!

Quem não fica preocupada com a educação dos filhos? Eu ainda não tenho nenhum pimpolho, mas tenho várias amigas que têm, e a dúvida delas é sempre a mesma: quando colocar na escolinha e qual a melhor escolha?

Claro que, morando na Finlândia, o país com um dos melhores sistemas educacionais do mundo (você não sabia?) eu não poderia deixar de mostrar para vocês como as coisas funcionam e funcionam bem aqui.

A informação mais importante para começar a falar de educação aqui na Finlândia, é que os professores se sentem valorizados. Aqui, ensinar é uma profissão mais concorrida do que medicina, engenharia e advocacia! Pasmem! Todos os professores, sim eu disse todos, para que possam dar aula, estudam no mínimo cinco anos (que é o tempo para se formar em pedagogia e ter uma especialização, que é obrigatória) .

Segundo dados do PISA*, a Finlândia é o país que valoriza mais os seus professores, sendo que mais da metade deles consideram a sua profissão estimada. Colocando em números: 90% dos professores estão satisfeitos. Já no Brasil, incrivelmente os números são o contrário: 90% dos nossos professores estão insatisfeitos.

Conversei com uma amiga brasileira que mora aqui faz muito tempo e é consultora em educação, professora e pedagoga, a Evelyse Eerola, dona de um site voltado para educação, o Projeto Finlândia. De acordo com ela, “em meus quase dezoito anos de vivência na Finlândia, eu nunca vi uma greve de professores, uma reclamação, ou uma conversa de descontentamento neste sentido entre os meus colegas”.

Ainda segundo a pesquisa do PISA, os professores que mais se sentem valorizados, são aqueles que conseguem os melhores resultados em sala de aula, e isso tanto no Brasil quanto na Finlândia. O salário básico de um professor finlandês gira em torno de 3 mil euros. Evelyse afirma que a maioria dos professores até gostaria de ganhar mais, considerando o trabalho que têm, “mas elas falam sempre sorrindo, e não em tom de reclamação. Neste sentido, deve-se levar em consideração que os Finlandeses têm um grande senso de justiça, e eles querem ser conhecidos por suas atitudes justas. Já que a sociedade reverte os nossos impostos em uma série de benefícios à população, seria injusto pleitear mais salário se você já tem o suficiente para viver com dignidade.”

EDUCACAO-FINLANDIA

Imagem: Business Insider

Outro ponto importante é que a educação é gratuita e, além disso, todo o material e o transporte também são de graça!  E o governo procura colocar a criança em uma escola perto de sua residência. Eu moro ao lado de uma escola de educação infantil e vejo crianças pequenas, de cinco, seis anos de idade andando sozinhas nas ruas. Aqui na Finlândia o índice de violência é praticamente nulo. As cidades são seguras e assim os pais não têm problemas em deixar seus filhos irem ou voltarem sozinhos para a escola.

O sistema educacional finlandês cria uma rotina pedagógica de estudos e um ambiente agradável a todos, assim as crianças aprendem seus deveres e seus direitos. Inclusive os baixinhos têm uma vez por semana o “dia da floresta”, quando eles saem das escolas e andam pelas florestas para fazer pesquisas para as aulas. Essa integração de sociedade e meio ambiente é extremamente benéfica para a formação das crianças.

Outro fato interessante é que no ensino fundamental geralmente o mesmo professor acompanha os alunos pelos seis anos, “deste modo cria-se uma forte relação professor-aluno-pais que garante a este professor não só conhecer melhor todas as características dos seus alunos e pais, como adquirir os melhores resultados”, completa Evelyse.”

Você já sabe: vamos continuar conhecendo essa terra tão distante, seus costumes e coisas práticas do dia a dia, tudo pelos olhos de outra mulher que tem o mesmo ponto de vista do nosso. Vamos aprender muito com a Dri, tenho certeza. Viajar para outro país é bom demais, mas ter a oportunidade de conviver com nativos como ela tem tido, e que certamente vai fazê-la enxergar muitos aspectos da vida com outros olhos, é outro nível! Sorte nossa que vamos fazer parte desse aprendizado, ? Estou feliz da vida por isso, por esse presente que o blog está ganhando… e que venham os próximos posts!

Entenda o início de tudo:

As voltas que a vida dá nos leva a lugares inimagináveis!

 

Mais sobre a Finlândia:

Fazer compras é simples, a menos que seja na Finlândia!

 

ADRIANA MINHOTO

 

Pois é, bonita! Viu que a Adriana tem um negócio destinado a ajudar o seu, que é empreendedora? A Visivae pode fazer diferença para sua pequena empresa, que está só começando… quer saber mais sobre isso? Visite seu site e sua página no Facebook. Informe-se! Além de tudo isso, a moça bonita desgarrada em terras finlandesas dá mais detalhes de seu dia dia no seu blog, Entre Vodka e Cachaça. Pra conhecer é só clicar aqui e se jogar! Vai!

*PISA (Programme for International Student Assessment) é um programa internacional de avaliação de estudantes, de avaliação comparada, aplicada em estudantes de 15 anos. O programa é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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2 comentários sobre “Educação, ordem e progresso… lá na Finlândia é assim!”

  1. Geisa Machado comentou:

    Oi Lidi! Quando se fala em educação estamos falando da cultura de um povo. No começo dos anos 70 quando a aluna terminava o ginásio (hoje ensino fundamental) ela ia cursar o magistério (hoje ensino médio). Para as mulheres daquela época, o magistério era denominado “profissão espera marido”, ou seja, era uma profissão em que a mulher podia conciliar dar aulas e cuidar de casa. Veja bem: essa mentalidade é de uma época beeeeeem recente (40 anos atrás). Eu trabalho com educadores, buscando mudar a consciência desta classe visando novos horizontes, e sempre me deparo (ainda nos dias de hoje) com comentários do tipo “estou fazendo Pedagogia porque gosto de criança”. A grande maioria dos professores não tem a dimensão exata da responsabilidade que esta profissão implica. Então, a meu ver, não adianta valorizar o professor em termos financeiros e/ou capacitando-os com vários cursos se a mentalidade continua retrógrada. O governo é a expressão do seu povo e é o espelho deste mesmo povo. Bjusss

  2. Kátia Pinheiro comentou:

    Primeirissimo mundo. Excelente artigo. Bjs

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