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Qual a hora certa de mandar a cria para a escolinha?

Se você espera uma resposta prontinha e redondinha para essa dúvida, que passa na cabeça de 10 em 10 mães de crianças bem pequenas, sinto informar: ela não existe! Sabe o porquê? É que cada mãe sente quando esse momento chegou, e isso varia de uma pra outra, viu? Entretanto, o fato é que quando a gente conhece a experiência das outras mães, fica mais fácil formar nossa opinião, concorda?

 

Foi para isso que esse post foi pensado e editado: compartilhar experiências! Há mães que nem cogitam a possibilidade de mandar os filhos ainda muito pequenos para a escola mas, por outro lado, há aquelas que aceitam essa ideia sem maiores conflitos. Quero apresentar as duas situações no post. Vem comigo!

As dúvidas e inseguranças na maternidade são comuns. É assim comigo, com você, com tantas outras mães e, não poderia ser diferente, é para 4 delas que toparam dividir suas vivências conosco. Duas delas já mandaram suas crias para a escolinha, outras duas ainda acham que não é hora.

Há certo ou errado? Absolutamente! Há pontos de vista e necessidades distintas, isso sim! Aprender com as diferenças é fundamental para uma maternidade saudável e com o mínimo de culpa possível. Confira os depoimentos, oh:

Já que falamos na tal da culpa materna, não deixe de ler:

Culpa materna na consciência da outra é refresco. Liberte-se!

 

“Nunca deixarei minha criança ser educada pela escola. Acredito que este papel é meu e do meu esposo. Mas acredito que a escola é parceira.”

 

Eu decidi por o filhote na escola porque eu estava precisando de um tempo para mim. Como você sabe, cuido a maior parte do tempo sozinha. E estava me sentindo muito cansada, eu precisando voltar a minha academia (minha coluna reclamando todos os dias pela falta de exercicio especifico). Assim, conversei com pediatra, com apoio do marido, busquei uma escola que acolhesse o meu filho como se fosse eu. Encontrei alguns lugares, mas meus olhos brilharam quando eu fui conhecer uma pertinho de mim. Lugar bacana, pessoas interessantes e um espaço maravilhoso para uma criança conseguir brincar e correr a vontade. A adaptação foi mega difícil. Ele chorava todos os dias. Eu fiquei lá na escola todos os dias. Até que a professora sugeriu que eu deixasse ele e voltasse para casa. E caso precisassem… me ligariam. Deu certo. Um mês depois, ele já começou a chorar para ficar mais na escola. Eu também marco bem a rotina. Foi assim: “Filho, hoje é dia de escola. Depois do almoço, nós vamos a escola!” “Vamos tomar banho para ir a escola? Vamos trocar de roupa para ir a escola?” E por aí, seguia. E no caminho de casa até a escola, eu ia cantando com ele. “Eu vou, eu vou, para escola agora eu vou, Para tibum Para tibum. Eu vou, eu vou”. Lúdico e rotina. Estratégias que deram super certo. Pedro está na escola há apenas 4 meses. Adora! Seu desenvolvimento foi muito acima do que esperávamos. Na reunião pedagógica de fechamento de semestre, a professora foi puro elogios para o Pedro. Ver os trabalhos nos permite perceber que ele cresce lindamente. É realmente maravilhoso. Nunca deixarei minha criança ser educada pela escola. Acredito que este papel é meu e do meu esposo. Mas acredito que a escola é parceira. Assim, escolher uma que nos permita uma interação é o diferencial. Que ela (escola) seja um bom local para meu filho. Afinal, entrego o meu maior tesouro aos cuidados dela.”

 

ELAINE

Elaine Cunha e seu filhote, Pedro. Elaine também é blogueira e está a frente do Caminhando e Contando.

 

“Optei por manter na escola e depois de duas semanas lulu entendeu a escola, conheceu amigos, apaixonou na professora e simplesmente fez um “tchau mamãe “

 

A lulu entrou na escola com quase dois anos, coloquei nessa idade porque na minha opinião é a hora do desenvolvimento e a fase que mais começam a se relacionar com outras crianças… lulu não falava quase nada ainda, usava fraldas…enfim… o começo foi bem difícil, cheguei a pensar em desistir, achei que ela não estava gostando, pois chorava muito, era de partir o coração rs… saía de lá quase chorando. Li muito sobre a fase de adaptação e todos falavam para esperar, que só era o caso de tirar da escola se a criança não parasse de chorar durante todo o período, e não era o que acontecia com lulu, só era terrível a despedida, pois estava num ambiente novo, com crianças que não conhecia e que também choravam, e é normal mesmo assustar. Se nós, adultos, ainda ficamos assustados com mudanças, imagine eles que nunca mudaram nada! Optei por manter na escola e depois de duas semanas lulu entendeu a escola, conheceu amigos, apaixonou na professora e simplesmente fez um “tchau mamãe “, e entrou na sala feliz da vida (esse dia chorei muito, rsrs). Em pouco tempo ela já montava frases perfeitas, o desfralde foi super fácil, pois ela via as crianças indo juntas para o banheiro…enfim, só vi crescimento positivo e muita felicidade por parte dela, com isso fiquei super satisfeita em ter colocado lulu com essa idade. Claro que lulu ficou doente com frequência, principalmente quando esfriou, mas nada grave, e hoje até a imunidade dela melhorou.”

Já que a Fernanda tocou no assunto “desfralde”, segue sugestão de leitura:

Dilema de mãe… a hora do desfralde: como fazer?

 

FERNANDA

Fernanda Miyata e sua japinha linda, a Lulu.

 

“Acho que não tem certo nem errado, fazemos o melhor dentro das nossas possibilidades. Existe o lado bom de ir na escolinha cedo e vice versa.”

 

Quando decidimos ter o Caio nós organizamos para que eu ficasse pelo menos 1 ano cuidando dele integralmente, porém quando ele completou 1 aninho achei que ele ainda era muito pequeno para mandá-lo para escolinha. Decidimos que eu ficaria mais um ano com ele, nesse período ele começou a ter os resfriados comuns nessa fase (até um ano ele não ficou doente), o problema é que quando doente ele deixava de comer, os médicos falavam que era normal, mais eu não achava, comecei a fazer um tratamento homeopático, que surtiu efeito apenas com 2 aninhos. Conclusão: o Caio só irá na escola com 3 aninhos. Agora ele tem poucos resfriados, e não deixa mais de comer (não totalmente). Eu sei que quando começar a escolinha terá contato com mais crianças e ficará doentinho, mas já estará maior e eu não ficarei tão maluca (confesso sou uma mãe um pouco neurótica). A maioria dos filhos das minhas amigas foram bem novinhos para escola, e seus filhos são mais independentes que o Caio, porém no desenvolvimento não vejo muitas diferenças. Acho que não tem certo nem errado, fazemos o melhor dentro das nossas possibilidades. Existe o lado bom de ir na escolinha cedo e vice versa, mas poder curtir todo esse tempo com meu pequeno é muito bom. Nem sempre é fácil, ás vezes fico maluca, porém é muito gratificante.”

 

FABIANA

Fabiana e seu amor, Caio.

 

“Apesar desse distanciamento escolar, ele não fica alheio a esse mundo. Tomás tem muito contato com livros, papéis, tinta, giz, canetinha, lápis…”

 

Aqui a decisão foi conjunta: do Elton e minha. A intenção aqui é adiar o máximo possível a escolarização do Tomás pensando nas seguintes ideias…Antes de mais nada a ideia era preservar o máximo possível por sua saúde, até porquê, como sabemos, a escola é um teste e tanto para a imunidade da criança. Além disso, queria permitir que o Tomás tivesse a oportunidade de vivenciar cada fase sua no seu ritmo, no seu tempo, sem aquela pressão de nivelamento de desenvolvimento que a escola acaba “impondo”, mesmo que esse não seja seu objetivo. E por fim, gostaria que meu filho tivesse a oportunidade de vivenciar uma primeira infância próxima da que o Elton e eu tivemos: com muita liberdade, brincadeiras, deixando a escolarização para a faixa etária obrigatória pelo governo (por volta dos 4 anos de idade). Apesar desse distanciamento escolar, ele não fica alheio a esse mundo. Tomás tem muito contato com livros, papéis, tinta, giz, canetinha, lápis, instrumentos musicais, brinquedos pedagógicos, materiais diversos. Ele “brinca” com isso tudo sempre que sente vontade, e sempre que possível há intermediação minha e do pai. E como trabalho somente meio período, consigo estar presente em grande parte do seu dia e auxiliar significativamente no seu desenvolvimento. “

 

DENISE

Denise e seu querido, Tomás.

 

 

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