Início » Empreendedorismo Feminino » Empreendedorismo feminino: o que é mais importante?

Empreendedorismo feminino: o que é mais importante?

Quando você pensa em empreendedorismo feminino, tem certeza de que tem todos os ingredientes necessários para alçar voo sozinha na sua carreira profissional e, finalmente, ser dona do seu próprio negócio? Sua conclusão é que sim. Claro! Você tem uma ideia genial e um plano infalível para executá-la. Sendo assim, você tem certeza: será sucesso garantido… hummm… será?

Muitas mulheres hoje em dia querem exatamente isso que você: materializar um sonho antigo, ser empreendedora e viver dessa paixão. Mas, pensa comigo: será que todas estão preparadas para tanto? O que será que é mais importante na hora de dar o grito de independência profissional? Antes de mais nada, bonita, você precisa conhecer (mesmo) a si própria. Isso é fundamental e vou te dizer o porquê.

Aliás, quem vai te dar as dicas necessárias para você compreender bem essa ideia do autoconhecimento, e usar essa descoberta a seu favor, é a consultora de carreira especializada em dar assesoria a crafters criativos e empreendedores: a Joana Ludwig.

Você verá a seguir uma entrevista extremamente rica em detalhes e revelações sobre pontos que são vitais para quem deseja empreender. Esse é o seu caso? Então, bonita, informação e conhecimento é tudo! Aproveite bem o aprendizado que você poderá extrair logo a seguir e dê vida ao seu sonho com os pés bem fincados no chão.

 

Trololó de Mulher > Salário garantido, bônus, férias remuneradas, promoção e tudo o mais que um emprego tradicional pode oferecer não são mais suficientes para muitas mulheres hoje em dia. O que elas querem mesmo é serem donas de seu próprio negócio. Por quê?

 

Para a maioria das mulheres, ser dona do próprio negócio significa ter a possibilidade de unir carreira, família, casa, principalmente visando liberdade de horários. Porém, a organização e a consciência são primordiais para esses desejos serem realizados de verdade!”

Falando nisso:

O que faz uma mãe decidir pelo trabalho autônomo?

Quer trabalhar sem sair de casa? Abre uma loja na Divitae!

 

TMulher > Em que medida o autoconhecimento é tão importante para quem quer enveredar por esse caminho?

 

Ainda temos em nosso subconsciente duas ideias que vêm através dos tempos ditando nossas ações. A primeira é a ideia de que se você tem uma super carreira, mas não é casada ou não tem filhos, você deve ter algum problema. A segunda é a ideia de que se você é casada e tem filhos, mas não trabalha, você deve ser uma folgada. A gente sabe que essas ideias não condizem com a verdade, mas ficam nas entrelinhas. É como o preconceito. Mas, se você sabe quem é de verdade, qual é a sua função de vida, ou seja, aquilo que você tem facilidade de fazer e que de alguma forma ajuda outras pessoas, não tem este problema. Você vai abrir o seu negócio e vai desencanar se não conseguir lavar a louça ou tiver que deixar o filho na casa da avó um dia… Se bem que isso é só uma questão de organização e vontade! rsrsrs”

Tudo a ver:

O talento na cozinha pode mesmo virar uma fonte de renda?

 

TM > Muitas mulheres resolvem dar essa guinada na vida estabelecendo metas que se confudem com objetivos financeiros. Essa é uma boa estratégia?

 

“Trabalho” é o serviço que você presta para outras pessoas, tendo como conseqüência um ganho financeiro. Mas, não só as mulheres, muitos acabam estabelecendo apenas metas profissionais, e se esquecem de que a vida tem muitos outros setores. É preciso entender quais são suas potencialidades e, em cima disso, escolher sua profissão. Visar APENAS lucro é pensar pequeno, olhar para vida a curto prazo…”

 

TM > Qual capacidade é essencial para quem quer empreender?

 

Na minha opinião, a primeira coisa é ter comprometimento. Comprometimento em se organizar e cumprir o que é proposto. A gente que trabalha com arte e criatividade muitas vezes prefere fazer “o que eu quero” do que fazer “o que tem que ser feito”. E ai é que a loucura começa! rsrsrs A segunda coisa é não dar ouvidos para “a torcida”. Se você sabe o que quer, sabe quem é e onde quer chegar, vá em frente sem ficar olhando muito para os lados!”

A propósito:

Qual o mistério do sucesso de Margaret?

EMPREENDEDORISMO - ARTESANATO

Imagem: free images

 

TM > E o medo do fracasso…há estratégias emocionais para lidar com isso?

 

O autoconhecimento, com certeza!  A gente precisa saber que medo não protege ninguém: medo trava! E você pode fazer o melhor planejamento que puder: imprevistos sempre vão acontecer!  A vida é feita de testes. Quando há um fracasso (seja ele pequeno ou grande), entenda que você não perdeu: apenas encontrou uma forma de não fazer, e pode agora partir para testar outra forma que seja melhor.”

 

TM > Você tinha um negócio muito bem sucedido, e resolveu mudar sua rota como empreendedora, desta vez na área de consultorias. O que mais te assustou nesse recomeço?

 

Primeiro, fiquei insegura se eu tinha conhecimento suficiente. E na verdade, a gente nunca sabe tudo! Acontece que eu sempre acabo me comparando com quem está “acima”. Então, entendi que antes de me anunciar como consultora, eu já era uma porque todo dia algum artesão me procurava por e-mail ou no Facebook pedindo ajuda, ideias, informações. E como tenho muita facilidade para me expressar, sou muito curiosa, gosto muito de estudar, e sempre fiz muitos testes quando tinha a Banana Cazza (até hoje faço com minha outra loja), conseguia ajudar as pessoas de alguma forma. Mas, eu tinha tanta certeza (desde que participei do Empretec), que minha função na vida era essa – aproveitar a minha facilidade de comunicação e raciocínio organizado para compartilhar informações – que quando me vi exercendo as consultorias e tendo os feedbacks positivos, fiquei tão feliz que a insegurança foi indo embora. Hoje tenho a outra duas lojas para poder continuar criando e também porque preciso dar o exemplo! rsrs”

 

TM > Fale de seu negócio… o que você oferece?

 

Minha consultoria é bem personalizada. O primeiro passo é responder um questionário sobre o negócio com muitas perguntas. Não existe resposta certa! É interessante que o artesão responda a partir de sua experiência e pesquisas. E é mais interessante ainda que durante o preenchimento desse questionário, muita gente já começa a ter várias ideias e insights sobre o negócio. Depois, o artesão me devolve o questionário respondido e eu monto um “roteiro” de ações. Nele, eu passo vários conceitos, ideias e informações e, juntos nós criamos um “plano de ações”. Cada etapa tem um prazo para ser realizada, dentro das possibilidades do artesão, e pode ir desde a organização do tempo e do espaço do ateliê, até a parte de divulgação, como cobrar as peças, terceirização… Tudo o que for necessário para cada negócio. Depois disso faço um acompanhamento. Estou sempre disponível para que o artesão possa pedir mais informações ou tirar dúvidas, e a cada etapa realizada, marcamos uma reunião de acompanhamento. É bem legal! Bem personalizado! E serve para tornar o negócio mais profissional. Fora isso também trabalho criando identidade visual, que vai desde as artes digitais para loja e material impresso, como também os conceitos de como se comunicar com o cliente. ”

 

TM > É preciso algum treinamento para que quem deseja empreender possa descobrir qual caminho seguir?

 

Conhecimento sempre é bom! Se você achar que sabe tudo, vai sofrer muito! Leia sites sobre o assunto, ouça palestras, participe de seminários… tudo isso nunca é demais! E hoje, muito mais do que quando comecei, existe muita gente compartilhando experiências e conhecimento. Todo dinheiro gasto nisso, não é custo: é investimento!”

 

TM > Quem decide seguir uma carreira profissional empreendendo certamente enfrenta dramas e conflitos pessoais. Você passou por isso e dá suporte a quem deseja se jogar de cabeça em seus projetos do coração. Que lição você tira disso tudo?

 

Que é preciso acreditar em si mesma! Que as pessoas vão lhe criticar, você fazendo ou não fazendo o que elas querem. E isso é normal: nós fazemos isso com os outros também! E quando eu digo “si mesma”, quero dizer “eu e Deus”! No começo eu me via muito sozinha, tendo que lidar com mil coisas, mil incertezas. Montei minha primeira loja quando minha filha tinha 1 mês! Sempre tentando, tentando… Somente depois de perceber que eu nunca estou sozinha e que quando eu me conecto com Deus (ou Fonte, ou Luz, ou Universo, tanto faz a palavra), e me coloco à serviço dessa força, as coisas só podem dar certo! Meu pai acaba de falecer e minha mãe tem um problema sério de saúde. É uma situação triste, porém, outras coisas maravilhosas aconteceram graças a esses acontecimentos. Percebi o que realmente importa na vida, me aproximei muito da minha mãe e irmãs, pude perceber o marido “ponta firme” que tenho, e todos os dias agradeço pela saúde da minha filha. E se por um lado é difícil, por outro consigo observar tudo o que há de bom ao meu redor, o que acaba espelhando no meu trabalho.”

Veja também:

Empreendedorismo feminino: 3 mulheres contaram tudo!

 

ASSINE!

2 comentários sobre “Empreendedorismo feminino: o que é mais importante?”

  1. Adriana Galvão comentou:

    Ótima matéria. Tenho o privilégio de seguir a Jô há alguns anos pelas mídias sociais e o ano passado a conheci na Mega Artesanal.
    Sempre nos incentivando com conteúdo de 1ª, o Lapidando é ótimo pra quem tá começando e deseja deslanchar o negócio e profissionalizar a coisa.
    Valeu Lidiane!! Ótima matéria como todas as que você escreve.! Abração. Dri

  2. Maria José comentou:

    Oi Lidi.

    Excelente entrevista.
    Já conheço a Jo, recentemente assisti um curso dela na EDUK sobre cálculo de preços de produtos, por sinal excelente, quando eu puder vou comprá-lo.
    Sou artesã e amo o que faço, mas confesso que falta muito ainda para eu “chegar lá”, por isto leio tudo sobre empreendedorismo.
    Esta entrevista me ajudou muito.

    Valeu querida, bjo no coração.

    Mana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *