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Culpa materna na consciência da outra é refresco. Liberte-se!

Se você é mãe, em algum momento já deve ter se sentido em um apedrejamento. A criatura sob julgamento? Você mesma… é ou não é? Experimente dizer num grupo de mães que você optou, conscientemente, por uma cesárea. Ah, não, diga outra coisa: fale que quis suportar todas as dores do parto por horas e horas… e depois espere as críticas por uma escolha ou outra.

 

Esse exemplo ilustra o quanto é difícil agradar a gregos e troianos, como se diz no ditado popular, especialmente no mundo materno, onde as cobranças e comparações são bastante crueis. O pior de tudo é que essa pressão toda vem delas, das próprias mães, que são par sua e minha. Não é triste?

Sim, eu acho muito triste. Eu me deparei com essa constatação não faz muito tempo, já que sou mãe há 1 ano, do meu amado Artur. Observe: há campanhas, especialistas e bandeiras levantadas, aos montes, dizendo  que a gente TEM QUE fazer assim ou assado; há uma guerra materna, com mães entrincheiradas esperando para apontar o dedo tão logo percebam que aquela outra fez ERRADO o que elas DETERMINARAM que DEVERIA ser feito de outro jeito. Ufa! Quem não fica confusa, sentindo-se questionada o tempo todo e massacrada? O resultado disso é angústia, e mais angústia, culpa, e mais culpa. E é sempre assim, a ladainha se repete se você amamenta o seu filho por 1 ano ou mais, ou ainda se tentou amamentar mas não conseguiu. Se você é uma mãe que trabalha fora, então? Ah! Mas se você é mãe em tempo integral também não escapa! Cuidado ao dizer que tem apenas 1 filho e sente-se feliz assim. Não! Não fale… também não diga que quer ter vários, pois você também não será compreendida.

 

My wife and youngest love each other.

Imagem: stock.xchng

 

Compreensão, aliás, é uma palavra inexistente no dicionário materno. Será, meu Deus?! Ninguém se coloca no lugar da outra para tentar entender as razões da escolha alheia. Ou ainda, nem precisaria entender, bastaria respeitar. É tão difícil? Já me vi tentando entender o que há por trás de tanto patrulhamento severo… confesso que desisti. O fato é que, parece, o foco na maternagem foi sendo desviado. Penso que o mais importante é o compartilhamento de experiências e informações, de modo que a mãe possa estar munida do conhecimento necessário para sua tomada de decisão, para suas escolhas. No mais, crises na maternidade sempre existirão e precisamos mesmo é que sejamos acolhidas umas pelas outras… mas a realidade não é essa, né? Mas pode ser diferente, ainda bem!

No final das contas, eu quis me libertar. A maternidade é um pacote completo de sentimentos inéditos com os quais temos de lidar, além de muitas incertezas. Eu não vou permitir que queiram enfiar por goela abaixo uma culpa que não preciso sentir… não, obrigada! Dispenso. Eu resolvi que quero viver livre das cobranças alheias e exercer a minha maternidade do meu jeito. Minha sanidade mental agradece, e meu filho mais ainda. Mãe livre é mais feliz… e sua cria também.

 

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10 comentários sobre “Culpa materna na consciência da outra é refresco. Liberte-se!”

  1. Isabela Morais comentou:

    Bonito texto Lidi, dá pra fazer tantas reflexões. Quem nunca passou por isso, não é?

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Obrigada pelo elogio ao texto, Bela. =)
      Verdade. Acho mesmo difícil que uma mãe não tenha passado por esse tipo de situação, infelizmente. =(

      Beijos!
      Lidi

  2. Marilia Alves comentou:

    Olha Lidi, quando eu tive a Gi tive esses mesmos sentimentos, queria me libertar de todas as opiniões que faziam eu me sentir menos mãe, digamos assim, e consegui, hoje eu sigo meu instinto e vou à luta.

  3. Alexsandra Almeida comentou:

    Eu fico boba com essas coisas amiga, eu mesma quero parto cesário já tive um normal e não entendo porque as pessoas se incomodam tanto com isso, é uma coisa totalmente sem sentido, acho que devemos respeitar as escolhas de cada um sem maiores polêmicas..Bjo grande!

  4. IRANI PATRIOTA comentou:

    Lidi, um dia, estava indo almoçar com uma amiga do trabalho (outra mãe recente de outro Arthur) e vimos uma mãe com a filhinha num bebe conforto andando (deduzi que fosse até o carro) e o sol estava bem no rostinho da bebe. Minha amiga se revoltou, queria alertar a mãe sobre o sol no rosto do bebe e eu a segurei com o argumento: Se fosse minha filha, eu ia querer deixar ela tomar um banho de sol de vez em quando…
    Não adianta apitar no jogo dos outros, não é?
    Ps: fiquei pasma de seu Arthur já ter um ano.
    Bjs

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Verdade, Irani.
      Você está certa. =)
      Pois é… Artur já está um rapazinho… rsrsrsrsrs…
      Vou te mostrar uma foto dele, tá? 😉
      Beijos,
      Lidi

  5. Elaine Cunha comentou:

    Lidi,
    sabe a frase que mais me chamou atenção?
    ” A maternidade é um pacote completo de sentimentos inéditos com os quais temos de lidar (…)”

    Verdade amiga! É tanta coisa nova! Sentimentos tão misturados… Também não tenho aceito os “pitacos” fora de hora, não viu?

    E VIVA a nossa liberdade de ser mãe do jeito que acreditamos!

    beijos, Elaine.

  6. Thais comentou:

    Não sou mãe, mas já estou me preparando para lidar com esse tipo de situação. Estou adorando seus textos. Parabéns.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Obrigada, Thais.
      Apareça sempre por aqui. 😉
      Beijos,
      Lidi

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