Início » Comportamento Infantil » O que fazer na hora da “birra”?

O que fazer na hora da “birra”?

Você já deve saber, sou mãe de primeira viagem de Artur, que hoje tem 1 aninho. Ás vezes me pergunto: OMG! Será que ele será birrento? O fato é que se isso acontecer, por maior que seja o “show”, não quero recorrer a palmada. Jamais! Mas… e aí? Como lidar com a birra?

 

Essa não é uma dúvida só minha, concorda? Foi por isso que eu quis editar este post sobre o assunto com a ajuda de quem já vivenciou a situação e aprendeu a contornar esse imprevisto. A boa notícia é que a Neli Rodrigues, blogueira no Caprichos by Neli, topou dividir sua experiência conosco. Ela é palestrante num curso de gestantes, onde aborda o limite na educação das crianças, e deu o seu recado:

“Lidiane, qual mãe não enfrentou uma crise de birra do filhote? Se não passou por isto, ainda vai passar. Eu vou te contar o que eu faço e são duas “técnicas” que sempre transmito nas palestras que ministro para gestantes carentes aqui na minha cidade.”

 

Além da contribuição da Neli, a Elaine Cunha, do blog Caminhando e Contando, me enviou um link superultramega bacana abordando o assunto. O tema foi tratado no texto Pais são responsáveis pelas birras dos filhos; conheça a criação com apego, escrito pela Giovanna Balogh. O que se vê no que foi escrito é a importância que os pais devem dar ao exercício da observação. Há colocações bem pertinentes, feitas pela Neurocientista Andréia C.K. Mortensen, a respeito dos pontos desencadeadores de uma birra: cansaço, sono, tédio, fome, angústia, o fato de a criança estar num ambiente que gera muitos estímulos, a exemplo de um shopping, etc. Sendo assim, o X da questão seria: qual o motivo da birra?

 

FAMILIA-FILHOS-MATERNIDADE-COMPORTAMENTO INFANTIL-EDUCACAO INFANTIL-BIRRA

Imagem: stock.xchng

 

Quem mais conhece nossa cria? A prática da observação se dá no dia a dia, na atenção aos pormenores do comportamento do filho. Disso eu entendo! Isso exige paciência, é verdade, mas o resultado é fantástico, porque nos dá poderes enormes para detectar o que pode estar perturbando a criança. E mais, é a partir da intimidade que construímos com os pequenos que podemos nos atencipar e evitar certas situações de desconforto. Enfim, de acordo com o posicionamento da especialista no texto, “não existe uma fórmula de como cessar a birra, pois não a controlamos, mas lidamos com elas. Para cada birra, é necessária uma atitude diferente, dependendo da sua causa”. A indicação da Elaine, realmente, foi muito feliz. A leitura vale muito a pena, é bastante rica para nós, que somos mães dispostas a conduzir a criação dos filhos com leveza, sem violência. Dê um clique aqui, e boa leitura!

O que a gente não pode deixar de concordar é que, muitas vezes, não há razão aparente para o chilique do filho, ou seja, não há fome, sono, ou qualquer outra razão aparente que nos indique uma atitude mais direcionada. E aí? Como agir? É nesse sentido que o conselho da Neli é super pertinente e orienta com precisão as mães de primeira viagem sobre como lidar com o assunto, já que ela, mãe de dois, sabe do que está falando.

 

“Sempre falo pras gestantes que “ninguém dá show se não tiver plateia”, então, se a criança estiver num local seguro e fora de perigo, ignore a birra, não dê audiência, saia de perto. Ela vai ver que não tá chamando a atenção e vai ter que parar…uma hora vai ter que parar. Mas sei que às vezes eles darão “piti” em local público e não dá pra virar as costas e deixá-la lá, não é mesmo? Neste caso, o primeiro conselho que dou é o seguinte: mãe, não vá você dar show também, já basta a criança, nada de tapa ou grito. Seja discreta. Fale o que tiver de ser dito, baixo, só pra criança ouvir e se puder sair do local, pegue a criança e vá embora, sem dar chilique. Porém, também sei que há situações que é possível atender a criança, se este for o caso, (e que não se transforme numa forma da criança estar sempre te chantageando), dê o que ela quer, muitas vezes é algo banal. Por exemplo, num caixa de supermercado a criança começa a chorar porque quer porque quer ver a tela do monitor da caixa. Isso não tem importância, então pegue a criança e mate a curiosidade dela. O que já aconteceu comigo: meu filho, na época, com uns 3 ou 4 anos, fazia birra pra ir tomar banho, era um inferno, até que soube que a birra acontecia porque na hora que eu queria que ele fosse pro banho era justamente quando o desenho que ele adorava estava passando na TV. Passei a respeitar o horário do desenho e só mandava ele pro banho quando o desenho terminava…a birra acabou. Simples assim. Mas sei também que cada caso é um caso, cada criança tem sua personalidade e realidade, não é uma tarefa fácil, com fórmulas prontas.”

 

Fato: a Neli está certa quando diz que cada criança tem sua personalidade e realidade, de modo que não há fórmulas prontas. Disso a gente conclui que o que pode ser bom para uma criança, não necessariamente vai funcionar com outra, certo? Neste caso, vale superultramega a pena o compartilhamento de experiências entre as mães, assim a gente enxerga várias possibilidades e estratégias para lidar com esse tipo de situação, não é? Então, deixo aqui a pergunta:

 

O que funciona ou funcionou com sua criança? Topa dividir sua experiência com outras leitoras? Fique á vontade e solte o verbo nos comentários, bonita!

 

Muito mais para você, que é mãe:

Lugar de criança é na cozinha?

Você amamentou? Tenho uma pergunta sobre rachaduras.

Quando a criança não quer dormir no berço: deixar chorar ou não?

 

 

 

Redes Sociais

 

 

 

BICHA FEMEA FACEBOOK

Um comentário sobre “O que fazer na hora da “birra”?”

  1. Neli Rodrigues comentou:

    Lidi, enfrentar a birra não é uma tarefa fácil, é um grande exercício pra por em prática a nossa paciência.
    Bjs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *