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Dilema de mãe: a hora do desfralde… como fazer?

Certamente não há uma fórmula mágica para ter sucesso nessa tarefa, e é com essa certeza que me agarro para que, quando chegar o momento do desfralde de Artur, eu tente não ficar ansiosa. De qualquer modo, é sempre bom saber como foi a experiência de mães que já passaram por tudo isso, concorda? É para isto que esse post foi editado.

 

A gente bem sabe: cada criança tem um ritmo e o momento em que o bebê está pronto para largar as fraldas varia muito de um para outro. Além do mais, nada substitui a orientação do pediatra. É bom não perder isso de vista! No mais, se joga nos relatos…

A seguir, você verá como três bichas fêmeas navegantes passaram pelo desfralde de seus bebês… com a palavra, as mães:

 

Olá, Lidiane! Tenho dois filhos, o mais velho já está com 14 anos e o mais novo, com 5. Para os dois o processo foi tranquilo, a partir dos 2 anos e meio, só usavam fralda no período noturno. Com 3 e meio também tirei a noturna. O filho mais velho demorou para não molhar mais a cama (na verdade até os 9 anos ele, de vez em quando, molhava a cama – ainda bem que ele não está lendo isso senão iria reclamar muito). Já com o mais novo foi raro os dias em que fez xixi na cama. Tive grande ajuda das professoras da escola mas também sempre tentei controlar a quantidade de líquidos que os dois ingeriam  no período antes de dormir. Acredito que cada criança tem o seu tempo (meus filhos são prova) e, se começar a demorar muito para a execução de qualquer atividade ou qualquer outra coisa que julgamos ser necessário para a fase, a melhor coisa é procurarmos ajuda profissional. BeijosGislaine Brito

 

Quando meus filhos nasceram eu logo fiquei imaginando como seria o dia em que eu tivesse que tirá-los das fraldas, como eu saberia que estava na hora e como eu faria isso: será que eu daria conta? Minha mãe sempre falava que tirar as fraldas de meninos era mais fácil e isso me tranquilizava. O fellipe eu comecei a tirar a fralda logo que ele começou a andar, ele era muita sapeca e quando queria correr ele mesmo puxava as fitas da fralda para tirar pois ele mesmo descobriu que sem a fralda ele corria melhor e conseguia até subir nas coisas com mais facilidade, ai eu comprei várias cuequinhas para ele e um peniquinho que parecia uma privadinha (chamava troninho… kkk… ) e coloquei no banheiro, e expliquei para ele que aquele era o vasinho dele e o grande era da mamãe e papai, e ele deveria fazer xixi só ali (fazia sentado), e que não podia fazer na cuequinha nova senão ela ia ficar feia… kkkk…, e ele teria que por fraldas. Como ele já entendia bem que a fralda incomodava e ele não queria por mais fraldas, ele em uma semana já aprendeu que xixi era só na troninho. É claro que algumas vezes ele fez na cuequinha, mais eu achei que ele aprendeu bem rápido…e logo assimilou que também deveria fazer cocô no troninho, para tirar a fralda noturna foi mais fácil pois fui percebendo que pela manhã  quando eu ia tirar a fralda, ela estava seca, e ai eu resolvi deixá-lo dormir sem fralda, mas eu acordava 1 vez durante a noite e o colocava mesmo dormindo para fazer xixi e ele fazia… kkkk…ai tirei a fralda de vez dele. Com O Rafael eu pretendia usar o mesmo esquema, logo que ele começou a andar eu comprei um “troninho” e expliquei que ele deveria fazer xixi ali, mas ele chorava de dar dó e dizia que queria fazer igual ao papai… kkk…, ai como não dava altura no vaso sanitário eu mandei fazer uma escadinha, e quando ele queria fazer xixi eu colocava a escadinha e ele ficava todo feliz fazendo xixi no vaso, e como ele tinha pavor de sentar no “troninho”, eu comprei um assento infantil (todo estampadinho) que encaixava no assento original do vaso, ai ele sentava sem ter perigo dele cair dentro do vaso, já que ele não queria que a gente  o segurasse. Ele achava que era adulto porque já usava o vaso sozinho… kkkk…. Para tirar a fralda noturna do Rafael eu usei a mesma tática que usei com o Fellipe. Bem…aqui em casa o desfralde foi tranquilo, amiga, dois desfraldes bem diferente um do outro…um adorava sentar no troninho e o outro tinha pavor… kkk…. Espero que quando chegar a hora do desfralde do Artur (adoro esse nome) tudo seja bem tranquilo.” Vânia Pinho Casa de Boneca | Decor

 

FRALDA
Imagem: stock.xchng

 

“Lidi, o Joaquim começou a mostrar desconforto com a fralda perto de completar dois anos. Por mim, eu não mexeria nesse quesito até o dia que ele soubesse limpar a bunda sozinho …rsrsr… mas por questões ecológicas e uma clara iniciativa dele, resolvi investir. Minha tática: pe-la-do, a maior parte do tempo. Em dois dias ele tomou conhecimento do xixi e se divertia vendo o pipizinho esgichando água. Engraçado como as fraldas tiram da criança essa possibilidade de conhecimento sobre o próprio corpo. Como nada é por acaso, na época eu estava escrevendo os roteiros da semana fraldas e desfraldes no Mamatraca, pesquisando e entrevistando gente. E conheci a higiene natural – você sabia que mais da metade dos habitantes do mundo não usam fraldas? Então que eu segui no desfralde com alguns conceitos da higiene natural: proporcionar esse conhecimento do corpo, sem traumas, sem stress e sem grandes metas pré estabelecidas, recompensas, nada disso. Era verão e tivemos uma semana de carnaval, que ajudou muito. Tirei os tapetes da sala e aos poucos fui sugerindo que ele fizesse xixi ou no banheiro, ou nos canteiros do quintal, ou na varanda (em algum lugar que fosse fácil de limpar). Ele me ajudava com a limpeza sempre e eu ia explicando que seria mais fácil se ele usasse sempre o banheiro. Ao mesmo tempo comecei a pontuar meu xixi e cocô, e mostrava para ele onde eu fazia. Ele foi se acostumando com o banheiro, mas insistia em fazer suas necessidades no box do chuveiro. E era bem ok sinceramente. Eu tinha muita aflição de forçar alguma barra com o desfralde e causar algum constrangimento com ele. Conheci algumas crianças na minha época de professora que tiveram esse momento mal orientado por quem os acompanhava (pais, babás, avós, professores)… e vi como isso pode gerar dificuldades de ir ao banheiro, apego e outras questões. Minha única ideia é que tudo tinha que ser leve e natural, sem stress. Depois do box, um dia sugeri que ele sentasse no vaso (eu queria a todo custo pular o penico, que considero uma tralha, difícil de lavar e detesto comprar coisas de plástico). Mas ele se recusava a sentar na privada. Apelei e comprei o penico, ele usou por alguns meses, e adorava jogar ele mesmo o próprio xixi e cocô na privada. Eu odiava, porque antes eu limpava só o box. Depois do penico e toda essa autonomia eu tinha que limpar o box, a privada, o penico, o menino, o chão, a parede e os cabelos de todo mundo. Exagero. Sóquenão. O Joaquim fez muito pouco xixi na cama. Foi conversado muito claramente com ele, quando ele começou a se recusar a colocar as fraldas, mesmo que pequenino, eu sempre falo com as crianças usando toda a sua capacidade de compreensão. Então combinei, se a  fralda ia embora, ia embora. E tirei tudo de uma vez. Ele nunca mais colocou, e passou seu aniversário de dois anos desfraldado. Desfralde não significa parar de fazer xixi na calça. Significa parar de usar fraldas. Assim, muitos xixis e acho que uns dois cocôs escaparam nas calças. Xixi e suas gotinhas escapam até hoje, mas está também muito ligado ao nível de distração dele e algum vacilo meu de não sugerir um banheirinho antes de começar alguma coisa muito longa, ou muito divertida. Com o Tomás, apelo para a nudez sempre que posso, ele já tem uma consciência completamente diferente do próprio corpo, e ao modelo do irmão (não chega a controlar o xixi) mas é nítido que tem consciência do que está fazendo. Quando está peladinho vai sozinho ao box ou aos canteiros fazer seu xixizinho. Mas com ele também não tenho pressa, até porque apaziguo um pouco da minha culpa ecológica com mescla entre fraldas descartáveis (práticas e terrivelmente poluentes, uma tragéda ambiental) com as boas e velhas fraldas de pano, em modelos mais contemporâneos cada vez mais interessantes. A própria fralda de pano torna o xixi e cocô mais desconfortáveis para a criança e para a mãe, e sobre esse ponto de vista, parece que tornam essa consciência dos esfíncteres mais tangíveis. É isso, tudo no seu tempo, com muita participação da criança e um adulto disponível para acompanhar com cuidado e viabilizar as descobertas de forma mais natural e autônoma possível! Bjo!!!!” Anne Rammi  – Super Duper

 

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3 comentários sobre “Dilema de mãe: a hora do desfralde… como fazer?”

  1. Vânia Pinho comentou:

    Lidi…que delícia poder conta as “histórias” de nossos filhos e também conhecer a histórias das outras mães, é sempre muito engraçados com a mesma situação pode ter um desfecho completamente diferente.
    Adorei participar do post e mais uma vez agradeço o carinho.
    Ah…em breve será o desfralde do Arthur né?

    bjus

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Isso mesmo, Vânia!
      Em breve será Artur. Quero só ver como vai ser esse babado. =)

      :*
      Lidi

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