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Mãe, cada uma de um jeito… todo mundo tem a sua!

Mãe é tudo igual, só muda de endereço… Essa definição para as mães é das antigas, mas ainda é usada corriqueiramente. Será que é porque embora o estilo de vida e comportamento tenha mudado ao longo dos anos, na essência elas são as mesmas, com coração enorme e cheio de amor pelos filhos?

 

Pois é, vai ver que é isso mesmo… e nem importa a idade da mulher que se torna mãe. Seja ela jovem ou madura, ao receber um filho as mulheres atravessaram gerações relatando o mesmo sentimento: amor imenso e incondicional.

Embora a essência da maternidade seja a mesma ao longo dos anos, graças a revolução sexual, tecnológica e profissional, as mães de hoje em dia vivem esse momento com nuances bem diferentes de como era antigamente. E isso faz uma enorme diferença, isso para o alívio de muitas mamães modernas, a exemplo da Adriana Pimentel | Psico? Lógico!, que é mãe de um bebê de dois meses, e festeja os avanços: “hoje os recursos nos ajudam a alcamar os bebês… colocá-los para dormir (naquelas maravilhosas cadeirinhas que balaçam). Os próprios métodos de criação, inclusive as fraldas descartáveis, ajudam as mães de hoje! Fico imaginando como nossas mães e avós davam conta de lavar tantas fraldas…Além do mais, acredito que já temos hoje nossos filhos com a ideia de como será quando voltar ao trabalho! Isso estressa um pouco, mas lutamos por nossa independência, então nossas cabeças já vem se transformando e sendo preparadas para ese momento, mesmo trazendo uma enorme carga, pois nós mulheres desta geração temos que ser mulheres, esposas, donas de casa, mães e profissionais bem sucedidas. Então acredito que as dificuldades existem, mas diferentes comparando as épocas.”, comenta.

 

Mães jovens ou maduras, que tenham jornada de trabalho fora de casa ou não, biológicas ou do coração, enfim, todas elas compartilham algo poderoso: elas tornam a vida dos filhos mais doces, seguras e felizes. Por que será que é assim, do ponto de vista de quem é filho? A referência de mãe é benéfica para qualquer pessoa e isso parece ser mesmo um consenso, e é Adriana Pimentel, que também é Psicóloga e atende em Maceió, quem explica o porquê:

 

A referência de mãe é importante pois ressignifica o amor. Ou seja, é a demonstração de amor, de cuidado, de aceitação. Temos a comprovação da importância dessa referência em determinados tipos de comportamentos e transtornos que um ser humano pode apresentar ao longo da vida; seja pela falta, pela ausência ou pela rejeição de uma mãe…”

 

Deve ser por essa importância enorme que a mãe tem na formação do filho, e que ela sabe muito bem, que há algo também compartilhado pelas mães modernas: a culpa. Sim, não raro a gente escuta ou lê mães que trabalham fora relatando a culpa que sentem por deixarem seus filhos aos cuidados de terceiros. Como uma autêntica representante dessa geração, que vive esse dilema, Adriana sabe que essa é uma questão ímpar na vida da mulher, mas acena para o fato de que tudo isso passa pela liberdade de escolha que cada uma de nós tem: “acredito também que temos o direito de exercer vários papeis – Isso é que nos diferencia da grande maioria das mães de antes – Acredito que essa escolha da liberdade e da independência é mais uma diferença da dificuldade dos tempos de hoje e os de antes. Tudo que envolve escolhas envolve perdas e ganhos, e consequentemente gera sentimentos como angústia, culpa e etc.”, pondera.

 

E por falar em perdas, é de Juliana, a moça linda de viver e talentosa que edita o blog Pitadinha, um dos textos mais singelos e sensíveis que já li sobre as transformações por que passam uma mulher quando ela se torna mãe. Sim, para ela e tantas outras mães essas mudanças significam perdas, mas de coisas que só se sabe que elas não eram tão importantes assim quando a maternidade vem…

 

 

Quando converso com outras mães, ou quando divago sozinha com meus pensamentos, sempre noto o quanto contabilizamos as coisas que perdemos quando nossas crias nasceram. Um banho demorado, uma noite de sono, uma saída despreocupada, um celular novo, um emprego, uma barriguinha sarada… Cada uma de nós tem sua listinha secreta – ou nem tanto – que vez em quando é revista, consultada, atualizada e arquivada novamente numa caixinha bem escondida dentro da gente. Não que a gente faça isso com um quê de arrependimento ou pesar. Realmente perdi muitas coisas. Tantas que nem lembro mais como eu era antes de perdê-las. E se você me perguntar se eu queria de volta todas as coisas que perdi, eu diria que não compreendo como um dia pude tê-las.”

 

O texto completo da Juliana você pode ler exatamente aqui. Ela fala bem ao coração e representa muito bem os sentimentos de uma mãe, em suas alegrias, dúvidas e divagações. Além disso, elas (as mães) compartilham a certeza de que o que mais querem é ser a melhor mãe possível, e isso significa, na opinião de Adriana, apenas fazer as coisas com o coração. Para a psicóloga, “enquanto oferecermos tudo na dose certa, estaremos acertando e sendo boas mães. Mas as situações são únicas e os momentos também. E as atitudes são também relativas para cada um. Mas afirmo que o amor e as atitudes na dose certa são essenciais.

 

Foi com dúvidas e tentativas de acerto que Vânia Pinho | Casa de Boneca, uma bicha fêmea navegante que experimentou a maternidade bem jovem, conta para a gente um pouco de sua experiência. Confere!

 

Fui mãe ainda bem jovem e as minhas gestações não foram planejadas (eu engravidei tomando anticoncepcional). Apesar do susto ao saber que ia ser mãe aos 19 anos, não pude evitar que a felicidade tomasse conta de mim. Curti muito a minha gravidez juntamente com meu marido ( ex hoje em dia) e toda família. Quando o fellipe nasceu achei que não ia saber cuidar dele, mais me enganei… fiz questão de cuidar dele desde o primeiro dia, dei o primeiro banho, cuidei do umbigo, colocava para arrotar… enfim, fiz tudo que geralmente uma mãe de primeira viagem e ainda por cima jovem teria medo de fazer. A cada dia aprendia com ele… aprendia a ter paciência, aprendia que cada tipo de choro correspondia a uma necessidade dele, aprendia que um sorriso valia mais que mil palavras. Amamentei o Fellipe com todo prazer, ele nunca aceitou mamadeira e para minha surpresa quando ele estava com 10 meses engravidei novamente (eu tomava um anticoncepcional próprio para quem amamentava)… me desesperei com a notícia, mas novamente a alegria e felicidade foram maior que o susto. Meu médico pediu que eu parasse de amamentar o Fellipe imediatamente para não por em risco minha gravidez. Eu não consegui fazer isso, pois meu filho só mamava no peito… moral da história: amamentei o fellipe durante toda a minha gravidez e  quando o Rafael nasceu amamentei os dois (pareciam gêmeos… kkk…). O cansaço era enorme, mas o prazer de olhar para aquelas duas carinhas fofas era muito maior. Eduquei meus filhos com muito amor e com limites, nunca precisei bater, só de olhar eles já sabiam se estavam fazendo algo errado… sempre fomos muito companheiros e entre nós o respeito é mútuo… ensinamos e aprendemos muito uns com os outros. Fellipe e Rafael são a razão do meu viver.”

 

 

Depois de ver a foto dessa mãe, toda orgulhosa com seus queridos filhos, alguém duvida de seu amor incondicional? E de que só se sabe o que é ser mãe quando se tem um filho e somente essa vivência é que a ensina como criá-lo? Alguém duvida?

 

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10 comentários sobre “Mãe, cada uma de um jeito… todo mundo tem a sua!”

  1. Vânia Pinho comentou:

    Oi amada, passei para conferir esse post maravilhoso que fala do dom de ser mãe…sim, ser mãe é um dom, um dom maravilhoso e esse assunto sempre me encanta e emociona.O texto da Juliana diz tudo e com uma delicadeza nas palavras que a gente consegue se encaixar perfeitamente no contexto, lindo!
    Adorei ter participado juntamente com meus rapazes amados dessa matéria, obrigada querida pelo carinho.

    bjus e um lindo fim de semana

    Vânia Pinho

  2. Carina comentou:

    Oi Lidi! Estava com saudade dos seus textos…. Como sempre, você escreveu muito bem esse post, ficou muito sensível!

    Adorei conhecer um pouco mais das experiências das outras blogueiras. Como vc sabe, ainda não sou mamãe, mas espero em breve receber essa benção e gosto muito de ouvir experiências de outras mulheres.

    Beijos e ótimo final de semana! 🙂

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      E eu, assim como você, não sou mãe mas estou a fim de ser. Então, imagine como foi prazeroso editar este post! Foi, sim. =D

      Beijos e bom findi,
      Lidi

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Vânia!
      Muitíssimo obrigada pela divulgação.
      Você é muito gentil comigo, sempre. =)

      Beijos e bom fim de semana,
      Lidi

  3. Elaine comentou:

    Amei todos os depoimentos!
    O tema para nós que somos mães é fantástico pois nos identificamos com algumas histórias!
    É uma experinência única , pessoal e intransferível!

    Amei !

    Elaie Cristina

  4. Sandra Ciotta comentou:

    Parabéns ao post. Ser mãe realmente é a melhor coisa que pode acontecer a uma mulher. Parabéns a todas que contribuiram para esse lindo post e, em especial para minha querida amiga Vânia, que tem sim, um amor incondicional pelos filhos lindos!!!!!

  5. Adriana Pimentel comentou:

    OI Lidi!!

    O post ficou ótimo!!! desculpe por só conseguir ler agora… Coisas de mãe e de mulher moerna (risos).

    Como sempre você sabe articular maravilhosamente as ideias. Parabéns!

    E como vc está se preparando para ser mamãe!!! acho que dá para s inspirar né!!!
    Lidi a experiência é mesmo única!! encantadora! e inexplicável!!! fiz até uma poesia sobre esse milagre!!!! http://psicologico-al.blogspot.com.br/2012/03/momento-poetico.html.

    Bom…. divulgarei lá no meu espaço também!!! enorme abraço e conte sempre comigo.

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