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Seu filho ama os livros?

O mínimo que sua criança ganha com o amor pela leitura é uma boa escrita, mas você bem sabe que os ganhos vão muito além disso, não sabe? Eu conversei com duas pessoas envolvidas com esse universo para que elas dividessem mais sobre o assunto: uma contadora de histórias e uma mãe, como você.

 

Pois é, bonita… este post foi editado para te dar os instrumentos necessários para que você incentive seu filho a ler, porque não tenha dúvidas que esse hábito será muito importante para ele escrever bem e ter um vocabulário rico, além de ser muito criativo, dentre outras coisas…aposte nisso!

Sabe aquela sábia frase que diz: “Quem lê, viaja”? Eu acredito nela. A leitura é capaz de fazer o leitor dar a volta ao mundo, sem nem sair de seu quarto.”

 

A frase acima é de autoria de Elaine Cunha. Contadora de histórias  e blogueira, ela edita o Caminhando e Contando, um espaço dedicado a dividir experiências, aprendizados e novidades no mundo da contação de histórias.

Sua experiência como contadora fez com que ela enxergasse ainda mais a importância dos livros na vida de todos, sobretudo na vida de uma criança. Engana-se quem pensa que essa prática constante na vida dos pequenos tem funções reduzidas, segundo Elaine, as vantagens vão bem além da formação enquanto usuário da língua portuguesa: “Eu acredito que uma leitura satisfatória é quando envolve todos os conhecimentos. Gosto da citação de Leonard Boff onde ele fala que “cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre uma releitura. […] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor”, explica.

Elaine vai além na defesa do hábito da leitura infantil, e não é por acaso. Sua experiência de vida rodeada pelos pequenos olhinhos atentos ás histórias que ela tem para contar mostraram que esse universo facilita, também, a construção de afetos.  Mas para que isso ocorra, antes de mais nada há que se ter qualidade nestes momentos, e ele precisa ser recheado de amor, carinho e cumplicidade. É nessa hora que seu papel é fundamental, bonita. Já imaginou que delícia deve ser para a criança quando seus pais pegam ela no colo, folheam um livro com ela, contam histórias para ela? Pense nisso…

Pense também nos seus próprios hábitos porque, convenhamos, estamos cansadas de saber que as crianças reproduzem o comportamento dos adultos, não é? Diante disso, Elaine reflete: “Acredito que as atitudes dos pais ajudam muito mais do que qualquer outra coisa. Adultos servem sempre de exemplo, não é? Então, as perguntas: Os pais são leitores? Os filhos veem os pais lendo? Há passeios em livrarias, bibliotecas públicas? A criança entende que a leitura é importante pela sua funcionalidade como também pelo prazer que ela traz? Os pequenos têm um espaço para sua biblioteca? A localização dos livros é de fácil acesso? Estão sempre a mão?”… continue pensando sobre isso…

A seguir, repare no que Elaine tem a dizer sobre as escolhas de leituras nas diferentes fases da vida de uma criança… aprenda, inspire-se e ponha em prática!

 

A criança é tão pequenininha…

 

Para os pequeninos, os livros precisam ter atrativos. São quase livros-brinquedo. Livros coloridos, cartonados, de pano, livros-dedoches, com figuras grandes, sons, pop-up… O ideal é o adulto já ter feito a leitura prévia da história até para saber o que a história traz. Criar sempre um local de aconchego. Ler, mostrar as figuras, fazer sons que a história permite. Cantar alguma música junto da história. Convidar sempre a criança para interagir com o livro. Manipular o livro é importante para ela já que está na fase concreta.”

 

O pequeno já cresceu, mas ainda não sabe ler?

 

Não muda muito como ler. O que muda é a interação adulto & criança. Nesta fase a criança permite mais brincadeiras. Se ela for mais requisitada, certamente responderá aos questionamentos. Por exemplo: um livro que gosto muito é “Cachinhos de ouro” da Ana Maria Machado. Nele, existe a repetição dos termos grande, nem grande nem pequena, pequeno para indicar os ursos. Se o adulto mostra esta caraterística a criança e a usa para marcar a repetição desta característica, ela (a criança) perceberá e entenderá rapidamente. E o melhor, quando for solicitada, falará. A criança nesta fase, solicitará várias vezes a repetição da mesma história. Se o adulto mudar algo na história, é bem capaz da criança corrigi-lo. Às vezes, as (doces) interferências surgem apenas para dizer” aconteceu comigo também”. O adulto pode deixar a criança falar, pois é uma boa oportunidade de permitir que exponha algo que já vivenciou e aprendeu. Ela esta associando! Crescendo.”

 

A criança já sabe ler… vale pedir que ela leia em voz alta?

 

Sim, vale muito também fazer vozes de personagens. A criança faz um personagem e adulto como narrador, e outros personagens. Troca de papéis é interessante. Muitas crianças gostam de ler para os adultos. Mas atenção quanto ás escolhas dos livros. Não é prazeroso deixar a criança ler para um adulto “O pequeno príncipe” de uma única vez. É longo demais! O mais importante é não forçar a criança só porque ela já aprendeu a ler. Nem ficar corrigindo o tempo todo a leitura dela. Ou mesmo se antecipando e terminando a frase, entende? Explorar ao máximo o livro, sua história, ilustrações. Quem sabe mudar o final da história? Vale tudo!”


Imagem: stock.xchng

 

Opinião de Mãe…

 

Sim! Como eu poderia deixar de trazer para o Bicha Fêmea a opinião de uma mãe que põe em prática, de verdade, as ações recomendadas de incentivo á leitura na vida dos pequenos. Cláudia Ramalho, editora do delicioso e superultramega interessante Feito á Mão, tem duas filhas. Desde muito cedo as meninas tiveram contato com os livros, e desenvolveram tanto o gosto pela leitura, que o desejo pela compra de livros não depende mais dos estímulos da mãe. Isso não é lindo? Cláudia dividiu um pouco de sua experiência e mostra suas conquistas nesse aspecto da educação das meninas…

 

Bicha Fêmea > Quem escolhe o livro de suas filhas? Você ou elas?

 

Geralmente, elas escolhem o tema e eu escolho o livro adequado à faixa etária delas. Trago sempre comigo, salvo no celular, uma listinha dos melhores livros infantis que as revistas especializadas publicam. A Crescer faz uma listinha dessas por ano. Facilita muito na hora de escolher o que comprar. Como em Maceió somos carentes de livrarias boas, quase sempre faço minhas compras on line ou durante viagens. Outro dia, estava em Brasília, numa viagem a trabalho, quando recebi por e-mail uma listinha de livros que Clarinha enviou, como sugestão de presente. Ela havia tirado a tal lista de uma edição da Revista Recreio. Fiquei impressionada com sua capacidade. Eu nem sabia que ela tinha criado uma conta de e-mail, muito menos que já tinha interesses literários próprios. Desde então, sempre conversamos sobre o que ela está querendo ler. Suas escolhas são bem peculiares. O último escolhido foi “O que Einstein disse a seu cozinheiro”, um livro que aborda as transformações químicas que os alimentos sofrem na cozinha. Muito interessante!”

 

BF > O que elas mais gostam de ler?

 

Clarinha tem 9 anos e adora ciências. Qualquer livro sobre o assunto a encanta. Mas também tem seus momentos de ficção. Já devorou os dois primeiros volumes de Harry Potter. Encalhou no terceiro, porque achou muito parecido com o filme e ficou com preguiça de prosseguir. Sabe como é, a TV e o cinema são os grandes concorrentes da leitura. Sua autora favorita é Ruth Rocha. Já Mariana ainda está na fase de alfabetização. Começou a ler de verdade somente este ano. Suas preferências ainda não são definitivas, mas percebe-se que ela gosta muito dos livros ilustrados por Eva Furnari. Sei que é errado comparar mas, nessa fase, Clarinha já estava muito mais desenvolvida e lia mais. Cada um tem seu ritmo, certo? Não quero forçar, para não traumatizar. Elas são diferentes, os estímulos à leitura deve se dar de forma diferenciada. Mariana é mais ativa, mais difícil de se manter quieta, focada.”

 

BF > O gosto delas sempre foi o mesmo ou mudou em algum momento?

 

Mudou, sim. Aliás, não diria que mudou, mas ficou mais abrangente. Clara já leu livros sobre a extinção dos dinossauros, o Big Bang, a teoria evolucionista e até uma versão infantil de “Quem mexeu no meu queijo?”. Ela escolhe sobre o que quer ler… eu procuro algo apropriado à sua faixa etária. Mas às vezes, ela aparece com o nome do livro anotado num papel. Alguma coisa que ela viu na biblioteca da escola e gostou.”

 

BF > Você costuma levá-las ás livrarias ou bibliotecas?

 

Sim. Principalmente em viagens, já que aqui não há grandes livrarias. Elas correm até o cantinho infantil e ficam lá até chamarmos para ir embora, quase sempre com um ou dois livros debaixo do braço. Quando há feiras de livros na cidade é motivo de festa! Cada uma ganha uma mesada proporcional à sua idade em reais, por semana, para gastar com pequenas despesas e aprender a poupar. Certa vez, quebramos os cofrinhos e Mariana, que tinha na época pouco mais de 4 anos, tinha quase 180 reais em moedas! Sua opção foi depositar metade do dinheiro na poupança e gastar a outra metade na Bienal de Livros. Diga qual mãe não ficaria satisfeita com essa escolha?”

 

BF >  Quais dicas você daria para uma mãe que quer estimular o gosto pela leitura nos filhos?

 

“Leiam com seus filhos, desde bebês. Presenteiem livros. Contem histórias, narrem com entusiasmo, façam as crianças participarem da leitura. Mas de nada adianta se a leitura não for um hábito familiar. Criança aprende imitando. Aqui em casa, as meninas estão acostumadas a ver os livros como algo divertido, um meio de viajarmos sem precisarmos sair do lugar.”

 

O que colocar na biblioteca básica dos pequenos?

 

Confira a seguir algumas obras sugeridas pela Elaine Cunha para que você leia com sua criança, ou que ela poderá ler sozinha. A lista foi adaptada do livro “Técnicas de Contar Histórias”, de Vania Dohme.

 

Até 3 anos – Histórias com bichos, de brinquedos, animais com caraterísticas humanas (falam, usam roupas, tem hábitos humanos), histórias cujos personagens são crianças.

 

O PintinhoEd Vere  Livro pop-up que mostra o crescimento do Pintinho. Encanta extamamente pelas figuras que surgem.

 

A Pequena Tartaruga Verde- A.J. Wood Rachel Williams  A tartaruga acha que não tem nada de especial. Vê nos outros bichos carateristicas que ela não tem. Até que vem uma situação inesperada e ela percebe o quanto ela é. Livro em pop-up. É de encher os olhos quando surgem os bichos.

 

Entre 3 e 6 anos – Histórias com bastante fantasia, histórias com fatos inesperados e repetitivos, histórias cujos personagens são crianças ou animais.

 

DA PEQUENA TOUPEIRA QUE QUERIA SABER QUEM FEZ COCÔ NA SUA CABEÇA – Werner Holzwarth – As crianças gostam de tema como xixi, cocô… elas gostam de ver os tipos de cocôs.

 

Que barulho é esse, ratinho? Livro com som. Ratinho acorda com os barulhos e se assusta. Na medida que ele vai andando pelo ambiente, surgem novos sons. A história mostra que não precisa ter medo do desconhecido. Livro resistente.

 

Entre 7 e 9 anos – Aventuras no ambiente conhecido (a escola, o bairro, a familia…) histórias com fadas, fábulas. Histórias que utilizam a fantasia de forma mais elaborada, histórias vinculadas à realidade. Histórias de Aventuras em ambientes longínquos (selva, oriente, fundo do mar, outros planetas) .

 

Até as princesas soltam pum – Ilam Brenan. Nem preciso dizer que as meninas amam, né? E os meninos também não ficam atrás por isso. Acho interessante verificar se a criança já conhece as histórias que o autor faz menção. Caso não, o leque se abre para mais histórias. Fora que ninguem nunca pensa que as princesas soltam pum!

 

Nicola, a borboleta de uma asa só – Mila Viegas. A Nicola nasceu sem uma asa e sua vida é ir em busca de uma forma de se alimentar. No caminho, ela encontra amigos que a ajudam nesta sua busca. História super sensível que mostra o valor da amizade, perseverança, amor. E nunca desistir dos seus objetivos.

 

Entre 10 e 12 anos – Histórias humorísticas, explorações, viagens, invenções, mitos e lendas.

 

CONTOS DE ENGANAR A MORTE – Ricardo Azevedo – Um dos meus preferidos. São contos da tradição oral. Destaque para a história “A Quase morte do Zé Malandro”.

 

Diomira, a Sherazade do sertão, coronel Carrerão e Lucinha – Ivana Arruda Leite Minha raiz nordestina neste livro. Muito bom!

 

Então, bonita! Disposta a incentivar a leitura na vida do seu filho, agora mais do que nunca? Vai em frente e depois curta o resultado toda orgulhosa, assim como a Cláudia Ramalho que, aliás, conta muito mais de suas experiências maternas, dentre outras coisas, no Feito á Mão.

Para se manter cada vez mais antenada no universo da contação de histórias e aprender muito mais sobre o assunto, o Caminhando e Contando, da meiga e delicada Elaine Cunha, é leitura obrigatória! Desfrute!

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11 comentários sobre “Seu filho ama os livros?”

  1. Vânia Pinho comentou:

    Ai que post gostoso flor…me bateu uma certa nostalgia..kkkk.
    Eu sempre incentivei meu filhos a gostarem de livros, sim…primeiro a gente tem que ensiná-los a gostar dos livros, levá-los em livraria desde pequenos, começar comprando livros de acordo com a idade deles…ai sim, eles cresceram gostando de ler. Foi o que aconteceu com meus filhos, eu sempre que ia ao shopping com eles, fazia questão de ir as livrarias…moral da história…eles cresceram adorando ler, hoje em dia estão na faculdade e nunca deixam de entrar nas livrarias…hoje em dia são eles que me carregam para a livraria.
    Pena que tem pais que querem passar longe das livrarias para não gastar com livros!!

    Amiga…dá uma olhadinha no post antes e depois de hoje http://casadebonecadecor.blogspot.com/2012/01/cozinha-de-cara-nova-com-contact.html

    Super beijo e um lindo fim de semana

    Vânia Pinho

  2. Elaine Cunha comentou:

    Lidi,

    Adorei o post. Ficou caprichadissimo!
    Obrigada pela oportunidade!

    Beijos felizes
    Elaine Cunha
    http://www.caminhandocontando.com

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Imagina, Laine!
      Por nada! =)

      :*
      Lidi

  3. Marta Ribeiro comentou:

    Nossa amei o post ,muito bem colocado e explicado, meu filhote de 9 anos AMA ler ,passa horas ali no quarto quietinho concentrado e depois vem pra me contar o que achou dos livros ou então pra tirar alguma duvida de palavras que não entendeu,adoro isso, beijinhos.

  4. luma rosa comentou:

    Que delícia de postagem! Aproveitei e peguei as indicações de leitura. Não sei se sabe, mas sou contadora de histórias (amadora) em uma creche em que presto trabalho solidário, uma tarde de um dia da semana. Parece pouco, mas é o que posso concilliar com o meu trabalho, mas é muito pra mim, pois recebo muito carinho e energia positiva dessas crianças.
    Conheço mais duas blogueiras contadoras de histórias: a Anne Liere e Rute
    O livro “Nicola, a borboleta de uma asa só” também é de uma blogueira, a Mila Viegas e ela também dá dicas de incentivo a leitura infantil:
    5 Dicas para o seu filho gostar de ler.
    Bom fim de semana! Beijus,

    1. Mila Viegas comentou:

      Agradeço o carinho, Luma! Beijocas estaladas.

  5. Gisele Gardeline comentou:

    adorei! esta semana no curso de especialização em Educação Infantil pela UFPA, trabalhamos a Organização do Trabalho Pedagógico. Uma de suas nuances foi o despertar de inúmeras linguagens através das narrativas, contos e poesias para as crianças pequenas. Fico muito feliz com o Bicha fêmea por nos proporcionar um olhar diverso e sensível. Parabéns!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Gisele!
      E eu fico feliz demais que o post tenha sido tão apreciado.
      Esse foi um dos mais queridos por mim ao trabalhar a edição, justamente pela importância que esse tema tem. =)

      Beijos,
      Lidi

  6. Mila Viegas comentou:

    Gente! Nicola voou por aqui e eu nem tinha visto! (rs) Lindo! Acho super importante cultivar esse hábito nas crianças e elas gostam. Ler, contar uma história, brincar com personagens… Tudo isso promove uma interação muito especial entre a criança e o adulto e, muitas vezes, muda o olhar dos dois em relação ao livro. É uma aproximação sadia, divertida… Enfim!

    Ai Lidi, eu teria muitas coisas pra falar sobre isso e esse comentário ficaria gigante.. hahahaha. Sabe, as aulas recomeçaram, sou professora, minhas turmas são formadas basicamente de pré-adolescentes e adolescentes, e inclusive, sou professora do meu filho, pensa só?! kkkkk. Ontem foi o primeiro dia de aula e contei uma história para minha turma do 6º ano (antiga 5ª série) e por mais que eles estejam nessa transição infância/adolescência, nós brincamos juntos, nos divertimos, contamos histórias e isso cria laços importantes de amizade, confiança, coletividade, além de deixá-los mais seguros para encarar um ano inteiro pela frente.

    Ai… deixa eu parar senão vai ser um testamento… hahahaha.

    Beijos e adorei a matéria! Adorei ter meu livro citado pela Elaine que é uma amiga fofa e uma encantadora contadora de histórias.

  7. Isabela Morais comentou:

    Essa história de estímulo da leitura é verdade. Pais leitores, filhos leitores. Helena tem uma prima q tem todos os tipos e formas de livros, pequenos, grandes, coloridos, capa dura, musical, etc. Mas a menina (4 anos) nem se interessa pelos livros, são só enfeites, pq não adquiriu o hábito da leitura. Acho q não adianta comprar livros bonitinhos se vc não estimula seu filho, se seu filho não vê vc lendo, ele nunca vai tomar gosto espontâneo. É igual aquela história da verdura, o filho não vai comer se os pais não comem. Então com leitura é a mesma coisa. Aqui em casa eu sempre compro livros p Helena, e não precisa ser livro caro não, mas nós temos o hábito da leitura, pq somos professores. Qdo ela vê q estamos lendo, ela corre e pega um livrinho e como ela não sabe ler fica inventando histórias. É muito engraçado. Eu sempre tenho mania de marcar meus livros qdo estou lendo, outro dia ela pegou escondida um livro q eu tava lendo e foi feliz me mostrar que tinha marcado o livro também, qdo fui ver o livro tava com a página toda riscada, não dava p ler mais nada.

  8. Fabi comentou:

    O primeiro livro do meu filho foi aos 6 meses, inflavel pra brincar na banheira. Com 2 anos, 365 histórias: toda noite eu la deitada ao lado dele lendo uma, mesmo sem saber ler, comprava gibis da Monica todo domingo e até pouco tempo atrás, hj ele esta com 14 anos e de la pra cá, ja leu uma centena de livros. A primeira parada obrigatória no shopping é na livraria, quer nem saber de roupa, tenis. Todas as economias da mesada vai pra livros. Agora ta lendo a coleção do Cronicas de Gelo e Fogo. Acho que quem le, realmente viaja, alem do respeito ao proximo, acho que essa é a maior herança que deixo a ele.

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