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Um relacionamento tem mais chance de surgir se a gente não procura?

Há mulheres sempre em alerta na esperança de encontrar um amor para chamar de seu. Por que isso acontece? Hum…ás vezes é o relógio biológico que trabalha avisando que “agora é a hora”, outras vezes as desilusões estimulam novas tentativas constantes, ou ainda as cobranças externas instigam essas mulheres a darem uma resposta para os outros. Mas o grande encontro não acontece…tsc tsc tsc

 

Nessas horas, parece que o romantismo sorri para todas, menos para elas. Será que não seria melhor baixar a guarda, relaxar um pouco, e ver o que acontece? Achar um amor assim, sem querer, é mais provável do que se possa imaginar, sabia? Duvida?

Já ouviu falar que quando menos se espera, o “dito cujo” aparece? Quantas vezes você não se planejou para aquele evento, aquela balada ou aquela viagem, jurando que daquela vez as chances de encontrar “o cara” seriam grandes e… tudo foi por água abaixo?! Será que não é a espontaneidade que deixa tudo mais interessante e até mesmo a gente fica melhor, mais bonita, coisa e tals?!

Pelo sim, pelo não, inspire-se nas histórias deliciosas de como algumas bichas fêmeas navegantes encontraram seus amores… Repare que os locais, situações e circunstâncias eram do tipo “não era para ser”… mas foram! Confere!

 

“…eu sou péssima de night, a pessoa mais lisa do mundo e não consigo ficar naquela paquerando, cruzando olhar, etc…”

 

Eu tinha marcado de sair com minha amiga Izabel no sábado, 13 de setembro de 2008. Só que eu não estava nem um pouco a fim. Inclusive pensei em inventar uma dor de barriga, contra a qual não existe argumento. Mas achei que seria falta de consideração, afinal de contas, íamos sair só nós duas e ela ficaria sozinha. Então, combinamos de ir ao Rio Scenarium, na Lapa. Saí de casa com meu carro, parei na casa dela e de lá fomos de táxi, não para beber, mas porque achei perigoso voltarmos de madrugada. Eu dormiria na casa dela nesse dia. Chegamos lá por volta de 22h, para não pegar fila, e não pegamos. Alguns caras chegaram em mim, mas nenhum me interessava, eu era muito exigente. hahaha. Fora que eu sou péssima de night, a pessoa mais lisa do mundo e não consigo ficar naquela paquerando, cruzando olhar, etc. Tanto quanto sou extrovertida para fazer amizade, sou tímida para namorar. Então resolvi ficar em um cantinho, mas nisso eu já tinha encontrado mais uma colega que queria ficar bem no corredor da passagem  para o bar.  Vi o Rafael passando, mas ele não me viu. Pensei: “Ah, esse bem que eu queria…” Fiquei nesse mesmo lugar até meia noite, 1h, por aí, mas nem esperava mais o Rafael. De repente, eu vi dois grupinhos, de um lado e  do outro, se “organizando” para alguém me abordar. Isso já me deixava em pânico, pela timidez. Abaixei a cabeça e, subitamente, ouvi pela direita alguém falando: “Olhando para você, eu me lembrei de uma música…” Quando levantei a cabeça, era ele! Não hesitei e perguntei: “Qual?” E ele começou a cantar a música “Lady in red” porque eu estava de pink, mas à noite ele pensou que era vermelho. Respondi que não conhecia a música  (na verdade, não tinha entendido nada no barulho misturado das músicas) e ele emendou: “Como não??? É um clássico!!!” E eu falei que então era ele que devia cantar mal (hahaha). Ainda assim ele quis saber meu  nome.Quando ele não fez piadinhas com o “Musa”, ganhou muitos pontos, porque todos faziam. Então eu perguntei qual era o time dele, porque ele estava de vermelho e preto. Ele respondeu: “Já vi que você gosta de futebol, então acho que vou te decepcionar, porque eu não tenho time.” Falei: “Claro que não, está ótimo! É porque pensei que você fosse flamenguista porque está de vermelho e preto e aí não ia dar certo… Mas qual é mesmo o seu nome? Desculpe, eu nem perguntei…” Ele: “Rafael”. Eu: “Com F ou PH?” Ele: “Com F.” Eu: “Que bom, porque eu prefiro assim, normal.” (Cheia de intimidade. hihihi) E nós conversamos durante muito tempo, quase duas horas, o que para uma boate é raro. Em certo momento, o papo estava tão bom que ele, se sentindo à vontade, tentou me beijar. Eu estava muito à vontade também, mostrando que queria. Por isso ele não contava que eu fosse empurrá-lo. “Calma!” , falei. Ele respondeu indignado: “Você não está acostumada a vir para a night, não, né?!?!” E eu: “Não, calma, preciso me preparar psicologicamente.” Conversamos mais um pouco e eu pedi para ir ao banheiro, avisando que voltaria (detalhe que no meio da conversa, ele também já tinha feito isso e voltado, então eu realmente acreditei que ele voltaria, como voltou). No trajeto de ida e volta para o banheiro, na minha vez, fui me preparando e deixei-o me beijar pouco depois que eu voltei. Conversamos a noite toda, descemos para o andar de baixo (estávamos em cima onde tem DJ, fomos para baixo onde é música ao vivo), dançamos muito forró e, antes de ir embora, ele perguntou o que deveria fazer para me encontrar de novo. Eu respondi que ele deveria mandar uma mensagem no dia seguinte quando acordasse, e não só quarta ou quinta, quando quisesse marcar para o fim de semana seguinte, porque era isso que as minhas amigas diziam que os caras da night faziam. Claro que ele me achou uma figura, mas, pelo visto, gostou.Musa | Dona Musa

“…peguei um carinha pra dançar. Peguei sem intenção nehuma só pra não passar o resto do baile com aquele noivo chato, fui embora e nem liguei mais pro assunto…”

Eu tinha 17 anos e tinha terminado um relacionamento, fui trabalhar numa cidadezinha perto da minha e estava muito carente. Na escola onde eu trabalhava ia ter uma quadrilha e precisavam de uma noiva, logo me escolheram e eu aceitei, durante os ensaios o noivo me irritou tanto que eu nem conseguia olhar pra ele, e rezava pra que aquilo acabasse logo. No dia da quadrilha, me produzi toda, foi feito o casório e eis que no baile dei literalmente um perdido no noivo e peguei um carinha pra dançar. Peguei sem intenção nehuma só pra não passar o resto do baile com aquele noivo chato, fui embora e nem liguei mais pro assunto. Quando um belo dia me apresentaram um cara que estava apaixonado por mim, e qual não foi minha surpresa quando vi que ele era o carinha do baile!Começamos a namorar, nos casamos e estamos juntos a 17 anos, temos dois filhos e somos apaixonados! Essa história tem altos e baixos, idas e vindas, mas o amor supera, perdoa e se torna tão forte que nada nem ninguém consegue destruí-lo!” Hannalu Mendes de Andrade

“eu encontrei o cara que eu não sabia que viria a ser meu marido, abrindo um cadeado…”

Eu já estava atrasada para o meu plantão (serviço voluntário no CVV), e lutava para abrir um cadeado, quando ouvi: Oooi! Olhei pra cima e um moço louro e bonito, sorridente, estava sentado em cima do murinho da casa ao lado. Respondi “tudo bem”, sem muita certeza de conhecê-lo.

– você não é namorada do *…?

– era.

– ahhhhhhhh…

– olha, eu tenho que entrar pois está dando meu horário.

– ok!

E ele entrou junto e se sentou na salinha. Expliquei que se o fone tocasse eu tinha que deixá-lo ali sozinho e atender. Conversamos e ele me disse que tinha uma impressão diferente de mim, pois me via sempre séria e vestida de preto (anos 80, todo mundo usava muito preto), mas que uma amiga em comum havia dito que eu era muito interessante, que lia muito, que tinha um papo ótimo e que ele iria gostar de me conhecer ( não é???).  Agora ele via que eu era engraçada mas era uma pena, pois ele estava voltando para São Paulo, então me deu o fone e pediu pra eu ligar se por acaso fosse pra lá. Ahhh… então tá, né? Não ia nunca pra SP naquela época… e não é que na semana seguinte eu fui prestar um concurso? Liguei e ele ficou feliz, me chamou pra sair com mais umas amigas dele de Araçatuba, umas 4 moças, ele disse. Eu, hein??? Nem conheço o cara direito e vou sair com 4 amigas dele que vão me medir a noite toda? Não mesmo! Recusei delicadamente, e marcamos pro dia seguinte. E no dia seguinte saímos, eu e ele, mais duas primas, mais duas amigas das primas… !!! No restaurante ele sentou na ponta e as mocréinhas já sentaram uma de cada lado dele. Sentei na outra ponta da mesa e ficamos conversando de longe, ignorando quem estava ao lado. No dia seguinte fomos ao cinema, demos umas voltas, comemos pastel num posto de gasolina que era um point. Nos despedimos, voltei pra Araçatuba. Quando ele voltou, me procurou, e saímos, aí já sem acompanhantes, amigas e primas. Meus pais adoraram o rapaz com cara de bom moço, nossos amigos eram em comum (e nem sabíamos disso), em três meses noivamos e 3 anos depois casamos. Eu nunca me imaginei casada, com filhos. Só com ele consegui visualizar como seria meu futuro, nossa casa linda, eu e ele e três meninas. Deu tudo certo, menos as meninas. No lugar delas vieram dois lindos rapazes, que são a minha paixão. E aí estamos nós: 21 anos de casados. Briguinhas? Existem sim, e como! Mas fazemos as pazes. E rimos muito juntos!” Lilly | Isso é coisa de Lilly

Viu só?! Se situações assim propiciaram o encontro dessas bichas fêmeas navegantes com seus queridos, bem despretensiosamente e como quem não quer nada, deve ser por que deixar a vida te levar tem o seu valor, não? Respire fundo, entoe o mantra “…tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo…”, e dê uma chance ao acaso…

Imagens: Stock.xchng

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11 comentários sobre “Um relacionamento tem mais chance de surgir se a gente não procura?”

  1. Musa comentou:

    Lidy, adorei a matéria e acho que dou a mais novinha do grupo, né? Prova que histórias de amores encontrados de forma inusitada não tem época pra acontecer! As outras bichas fêmeas estão aí com casamento bem-sucedido há anos. 🙂

    Parabéns a todas e felicidades sempre! E obrigada pela matéria!

    Beijos!

  2. lilly comentou:

    post impecável…
    li, reli e vi que eu esqueci de contar mais um monte de coisinhas…
    depois eu conto mais…
    mas o importyante é isso: não sei se o armando é a minha alma gemes, MAS A GENTE SE ESFORÇA PRA CARAMBA PRA QUE ISSO ACANTEÇA todos os dias do nosso relacionamento.
    bjs

  3. Priscilla comentou:

    Adorei as histórias de amor! Lindas como sempre! 🙂
    Bjinhus!

  4. Dri Viaro comentou:

    acho que tanto faz, alias pra aparecer alguem não da pra ficar trancada em casa né?
    biejos

  5. Maria comentou:

    Eu acredtio que, se tiver de acointecer, acontece.
    Não vale a pena pensar que vai ser logo, na noite, num jantar entre amigos(as),ao virar da esquina.
    A questão é que o tempo passa e nada acontece…
    Gostei do tema.

    Beijinho

  6. Andreia Lica comentou:

    Lidi, realmente acredito que o amor acontece quando menos esperamos….Eu recem separada, vi meu (atual) marido pela 1 vez em um baile afantasia, mais nem dei bola…algum tempo depois o encontro na faculdade, ele tinha acabado de trancar a matricula e eu no bar curtindo…conversamos muito, depois fomos a uma festa de amigos em comum e conversamos a noite inteira…ele e mais um amigo me acompanharam até em casa, no dia seguinte o amigo que fez a festa havia combinado um churrasco e eu fui, ele não, mas ele ligou para esse amigo e descobriu que eu estava lá e pediu para falar comigo…ficamos um tempão no telefone…a partir dai ele que havia trancado a faculdade, passou a ir lá para conversar comigo, no inicio acheique seria só amizade, pois ele e eu somos diferentes em muitas coisas, fora que ele é mais novo que eu 4 anos…sem contar que eu já tinha minhas 2 meninas…mas o tempo foi passando, nos falavamos toda hora (outro detalhe, ele trabalhava na rua de cima), iamos almoçar sempre juntos, até que o beijo foi inevitável e iniciamos o namoro, depois fomos morar juntos, casamos e estamos aqui….8 anos e + um filho.

    Adorei o post.

    Bjos

  7. Vânia Pinho comentou:

    Oi Lidi….que lindas histórias de amor!!!
    Eu não sou a favor de sair “desesperadamente” a procura de um amor, pois as vezes a anciedade é tanta que acabamos nos enganando e confundindo uma louca paixão com um grande amor. Acho que quando menos se espera ele aparece, o melhor remédio é dar tempo ao tempo.
    Falo por experiência própria….mais isso é uma outra história e quem sabe não a conto aqui!!!!

    bjssss

    Vânia Pinho

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Pois é, Vânia, eu também acho que o desespero acaba deixando a visão meio turva para certas coisas.
      Está acontecendo isso com uma pessoa que eu conheço. Embora todo mundo enxergue falta de amor e cuidado do dito cujo com a criatura, ela o enxerga como se ele fosse um príncipe encantado e tals. A caréncia pode ser um inimigo perigosíssimo de uma mulher… aff! 🙁

      :*
      Lidi

  8. Andreia Jacomelli comentou:

    Sabe, Lidi ,um dia, me indicaram um médico. Marquei, paguei, compareci à consulta e iniciei o tratamento do qual necessitava. O médico era competentíssimo, respeitoso, ético. Eu também era tudo isso, tá? rs… Fiquei boa. Tive alta do tratamento e não nos vimos mais. Ai… eu comecei a me sentir meio doente (era saudade). Um ano e tanto depois do fim do tratamento, meu telefone tocou (constava na minha ficha) e eu descobri que ele, aquele médico, era livre,
    solteiraço e também tinha ficado doente de saudade de mim!!! minzinha!!! Hoje ele é meu doutor, meu marido, meu amigo, meu amor… Isso tudo pra dizer que acredito que” Deus atua de forma misteriosa” e, às vezes, até uma enfermidade pode ser uma via para dias felizes. =)
    Ixe! Falei pra caramba! Bjs inquietos a todas!

  9. beta comentou:

    Amiga, adorei as histórias!!!
    Sabe que isso é verdade…
    Eu acabei de me separar, não queria nada sério com ninguém… Nem distração eu queria.
    Mas eis que conheci uma pessoa maravilhosa que nao sai mais do meu lado???rs

    bjkas

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