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Adoção, sim ou não?!

Meu sonho seria encontrar um bebê em um cestinho na porta de casa. Adoro bebezinhos, são tão delicadinhos e frágeis, mas num piscar de olhos já estão durinhos, dão risadinhas e brincam com as mãozinhas.

E, quando você menos espera…pumba…cresceram!!

Bom, sonhos a parte, o que você faria se encontrasse um bebê? Teria coragem de adotá-lo?

Não quero que pense em custos e sim em doação, dedicação e romper os pré-conceitos.

Já ouvi muitas pessoas falarem que: criança adotiva dá muito trabalho quando cresce!!! E minha resposta é: tem muitos filhos biológicos de dão muito trabalho quando crescem!!!

A adoção ainda é vista com os cantos dos olhos por muitas pessoas, algumas acham um ato de heroísmo, outros um ato de loucura. Porque não achar um ato normal? Principalmente num país onde há tantas crianças abandonadas?

Outra coisa que me pergunto é: se a adoção não fosse um “mito”, será que não iriam diminuir o número de abortos? Talvez as futuras mamães ficassem mais tranquilas sabendo que alguém especial estará esperando pelo bebê que ela não quer (independente do motivo).

Eu sou eternamente grata à adoção, pois tenho sobrinhos maravilhosos e uma grande e especial amiga que são adotivos. Se a mãe biológica deles não os tivesse entregues à adoção, algo estaria faltando na minha vida.

E você é contra ou a favor da adoção?

Atualização…

*Para saber mais sobre adoção e ver a família linda que o irmão de Simone construiu com a esposa e cinco filhos adotivos, clique nos arquivos a seguir:

Adoção10001

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Imagens: stock.xchng


Simone Cotrufo França
, Engenheira de Produção Química, atuou vários anos na indústria química e petroquímica e em empresa de consultoria para o ramo automotivo. Hoje, juntamente com outros sócios, é proprietária das marcas Espaço Home e Pura Tendência,  com as quais busca alcançar o ideal de Organizar sua vida com Estilo proporcionando qualidade de vida e beleza. Simone é uma das editoras do blog
Organização com Estilo. 

 

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85 comentários sobre “Adoção, sim ou não?!”

  1. Janice comentou:

    Eu sou a favor da adoção por pessoas que tem um equilibrio emocional para lidar com a situação de, um dia, contar a criança a sua verdadeira origem e tudo que vem a partir daí.
    Acho admirável as pessoas que tem a coragem de adotar mas, eu, até hoje, ainda não tenho essa coragem, infelizmente.
    Beijo:)
    Janice

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Janice, achei importantíssima tua colocação. Eu também sou a favor, mas vi casos e casos bem perto de mim.

      Vi situações onde o processo foi todo permeado por muito amor e maturidade da parte dos pais, para criarem a criança de forma linda, e contarem a ela de forma cuidadosa, cercada de muito carinho. O resultado não poderia ter sido melhor.

      Por outro lado, assisti a um processo conturbado de arrependimento da mãe pela adoção assim que ela conseguiu engravidar naturalmente após a adoção. Ou seja, a adoção se revelou um “prêmio de consolação” pela mãe não conseguir engravidar naturalmente. Depois que adotou, “relaxou”, engravidou… e ela, se pudesse, teria voltado no tempo e não teria adotado. Houve a partir de então uma séria de comportamentos que revelava rejeição pela criança adotada…

      Triste, mas vi. Por isso, achei muito legal você levantar esse ponto: adoção é um ato lindo, de amor, mas quem adota precisa ter muita certeza de que é isso mesmo que ela quer…

      Beijos,
      Lidi

      1. Simone comentou:

        Com certeza, para adotar é preciso querer! E não adotar porque tem dó da criança etc e tal. Para mim, falar que o filho é adotivo não é problema, basta ser sincero e falar desde pequenino, pois, se vc for analisar bem, ser mãe adotiva significa que vc é capaz de amar muito mais que uma mãe biológica, e quem não entenderia se enxergasse desse modo?

        Também já fui testemunha de um caso que os pais reveleram para o filho que era adotivo qdo este era adolescente….vichiii foi a maior confusão.

        Beijos Si

  2. cris comentou:

    Oi Lidi! Querida, sou super a favor, é um ato de amor, de escolha, de ser escolhido. Concordo com tudo que você falou, o quanto diminuiria os menores de rua e abortos, consequentemente a violência, mas na prática, o que vimos é uma burocracia maior que a vontade, maior do que o amor, sei que há pessoas realmente interessadas em fazer o que é certo, mas também topam na dificuldade da papelada, da má vontade e de tudo um pouco, estou me referindo a quem está por trás da mesa e a quem está de frente a ela. E o tempo não espera…assim acontece com vários casais que anseiam dar uma lar e amor a um serzinho e percebem que a outros entraves . Não digo que a coisa deva ser liberada, mas acredito que a rapidez do procedimento faria uma grande diferença! Bjo querida!!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Cris!

      Só uma colocação antes de qualquer coisa: o texto não é meu, mas da Simone Contrufo. 🙂

      Quanto ao que pontuou, é verdade. É bem possível que muitos casais tenham a vontade de adotar suprimida pelo processo burocrático… e a quantidade de crianças abandonadas sigam aumentando.

      Mas também é verdade que essa quantidade de pequenos nos abrigos aumentam pelos critérios que os pais interessados na adoção apresentam, não é? Tem esse detalhe…

      Beijos e beijos,
      Lidi

      1. Simone comentou:

        Oi Cris.

        Na verdade a burocracia não é grande não. Tenho caso na familia de uma adoção ser menor que nove meses. A justiça tem mesmo que ser firme, pois eles fazem uma análise bem detalhada da familia. Eles não vão olhar financeiramente, mas eles fazem análise psicologica.
        Eles precisam saber se vc quer mesmo adotar para fazer da criança seu filho e não vende-la para o estrangeiro ou vender seus orgãos, entende?
        E tem também aqueles pais que querem um bebe loiro de olho azul e porte “atlético” ou seja, nenhum bebe é perfeito e colocam empecilho em tudo, o que significa que, provavelmente, eles não estão preparados para a adoção.
        E tudo isso o conselho tutelar observa.
        Afinal, qdo engravidamos não temos a certeza de como será nosso bebe não é mesmo?

        Obs: os meus eram lindos, rsrsrs…

  3. luciane comentou:

    Olá,
    Este assunto é muito interessante e difíicil. Eu sou juíza e trabalhei muitos anos com adoção e existem alguns mitos que devem ser rebatidos.
    1. Apesar do grande número de crianças em situação de abandono/risco, apenas uma minoria está apta à adoção.
    Para que uma criança possa ser adotada antes é preciso que os pais biológicos renunciem ou sejam destituídos do pátrio poder. E muitos não o fazem por vontade própria e o processo de destituição é longo porque deve ser extremamente cuidadoso. Estamos falando e tirar um filho de seus pais…
    Por vezes, as crianças são levadas aos abrigos em um momento de dificuldade e depois são reencaminhadas às suas famílias, e é este laço que a legislação protege. A intenção é sempre fazer a criança retornar à família, não de imediato encaminhá-la para a adoção.
    E este é o caminho correto e é assim em todos os países do mundo.
    2. A maioria esmagadora das crianças aptas já não são bebês, são meninos,são negros e têm irmãos. Enquanto isso, os pretendentes à adoção exigem recém-nascidos do sexo feminino, brancas, de boa saúde e não se propõe a adotar os irmãos.
    Então, o que faz a espera ser longa não é a falta de crianças para a adoção, mas sim as exigências de quem quer adotar.
    E neste ponto há uma questão delicadíssima, qual é a função da adoção: satisfazer a vontade do adotante ou acolher um filho querido?
    Quando engravidamos não sabemos se este filho será bonito ou feio, saudável ou doente, inteligente ou burro. Mas nós o amamos incondicionalmente desde sempre.
    É com este amor incondicional que devemos preencher os papéis do pedido de adoção. Seja lá qual a criança que virá, ela será seu filho, com suas qualidades e defeitos.
    Muitas vezes eu perdi a paciência com pretendentes à adoção, porque a impressão que eu tinha é que estavam em uma loja escolhendo um cachorrinho em uma ninhada!
    Irmãos raramente são aceitos e como separar crianças que já sofreram o abandono e só tem a si próprias como referência? Elas sofrem e muito, já ouvi crianças que disseram que não queriam ser adotadas se não fossem juntamente com os irmãos e preferiram ficar no abrigo!.
    3. Um abrigo não é a sucursal do inferno. Hoje em dia eles são pequenos e reproduzem uma casa com muitos filhos, com pais sociais no comando.
    4. O processo de adoção é longo porque não pode ser diferente! Como ter certeza de que aquelas pessoas têm condições de adotar se não for feita uma pesquisa adequada? E mesmo assim, existem problemas.
    A devolução não é rara, já vi acontecer algumas vezes e o sofrimento das crianças é imenso…
    5. A adoção não existe para satisfazer um capricho ou uma vontade. Não existe para substititir o filho biológico que não se teve. Quando esta é a motivação sempre tenho muita desconfiança, porque é uma razão egoísta.
    Devemos adotar pela criança e em prol da criança.
    Casais maduros e já com filhos são aqueles que adotam por amor, pura e simplesmente amor, não querem satisfazer nenhum desejo, tapar algum buraco.
    6. Infelizmente, são raros os adotantes no Brasil que se propõe a levar famílias inteiras consigo, quem faz isso são os estrangeiros. Eles chegam sem nenhuma restrição ou condição… eu fiz uma adoção de 6 irmãos para a França e durante anos recebi cartões postais e fotos da família. Era um casal mais velho, sem filhos, após todo o procedimento (que para eles é muito mais difícil) aceitou aquela família enorme com idades de 4 a 16 anos.
    7. Adotar é um ato de amor, de imenso amor. Por isso, antes de adotar se pergunte: está sobrando amor em seu coração?
    Se estiver, vá em frente e deixe de lado todas as exigencias, aceite o filho que Deus lhe mandar, com os defeitos e qualidades que ele tiver.
    Beijos

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Nossa, Luciane!
      Que contribuição esclarecedora nesse debate!
      Obrigada! 🙂

      Pois é, enquanto eu lia sobre sua experiência real sobre esse assunto, lembrei dos dois casos em que relatei e que só vem confirmar com o que você diz:

      No caso bem sucedido, a mãe que adotou já era mãe biológica. No mal sucedido, só tornou-se depois. Neste caso, a adoção, como você disse, só tinha servido a um sentimento egoísta e para “tapar buraco”. Há mesmo que se pensar duas vezes, e até mais, antes de assumir uma responsabilidade dessa.

      Beijos,
      Lidi

      1. Simone comentou:

        Uauuuuuuuuuuu…pronto já recebemos nossa aula.

        Obrigada pela explicação, foi de grande ajuda.

        Beijos

    2. Marta B. comentou:

      Gostei do que a Dr. Luciane falou , com muita lucidez e conhecimento de causa, e no geral todos têm suas razões e emoções. Só fiquei triste porque somos, eu e meu esposo, um desses casos de casais que não estão conseguindo ter filhos biológicos, a idade chegando, a vontade de ser pais sempre presente (sem desesperos) e ainda somos vistos com desconfiança quando nos candidatamos para adoção? Puxa vida! Por quê? Saliento que mesmo quando ainda éramos noivos e não sabíamos o que o futuro nos reservava, sempre conversamos sobre a possibilidade de adoção, mesmo se tivéssemos filhos biológicos. Penso que não se pode generalizar, ainda mais nesse assunto tão delicado e sofrido, não só para as crianças, mas para pais que não foram, afinal, só quem passa por isso sabe o que é, ninguém pode julgar.

  4. luciane comentou:

    Lidi,
    eu tenho uma amiga que sempre quis filhos e não podia tê-los. Durante anos fez tratamentos para engravidar, sem sucesso. Ela me ligava implorando para que eu “arranjasse” um bebê para ela (o que por si só já seria ilegal). E eu sempre dizia: você não está preparada para adotar, se você se candidatar eu vou impedir. Era duro, ela chorava sem parar e ficava com raiva de mim.
    Hoje, aos 42 anos, ela amadureceu e um dia me agradeceu pela minha “dureza”. Ela admite que jamais poderia ter adotado uma criança que, naquele momento, apenas serviria para aplacar a frustração que ela sentia em não poder ter filhos. Ela é casada, já desistiu de ter filhos e reconhece que não tem todo este amor sobrando no coração. Hoje ela reconhece que não seria uma boa mãe adotiva…
    Para mim, o procedimento para adoção deveria ser ainda mais rigoroso do que é hoje. Porque criança adotiva só dá problema quando os pais não são preparados para recebê-la.
    Muitas vezes nos apegamos no lugar comum, nas inverdades que de tão repetidas se tornam verdades.
    De uma coisa tenho certeza: a adoção existe em prol da criança, nos interesses da criança. Exclusivamente.
    Beijos

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Uma visão mais clara da situação, do que a sua, não poderia existir. 🙂

      Beijos,
      Lidi

  5. Simone comentou:

    Lidi, obrigada pela oportunidade.

    Grande abraço e muito sucesso a você e ao nosso querido Bicha Fêmea.

    Beijos Si

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Imagina, Simone!
      Não tem por que agradecer.
      E você falou bem: o Bicha Fêmea é nosso. 😉

      Beijos e beijos,
      Lidi

  6. Beta comentou:

    Sou completamente a favor da adoção…

    Imagina, um pequeno abandonado!! se eu pudesse adotava vaaarios…rs

    Afinal, acredito muito no destino e na força do amor, independente de laços de sangue..
    Tenho um primo adotado. Ele é um amor, um rapaz maravilhoso e super amoroso.

    bj

  7. Patricia Lígia comentou:

    Nossa Lidi, me emocionei com o depoimento da Dra. Luciane.
    Ela deu um banho de esclarecimentos e de sensibilidade.
    Parabéns a Simone por ter abordado o tema, a vc. por ceder o espaço e a Dra. Luciane pelos esclarecimentos.
    Um abraço e um feliz carnavala todas.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Ai, Patricia! Obrigada pela parte que me toca… ehehehehe…

      Beijos e beijos,
      Lidi
      Ah! Bom Carnaval! 😀

    2. Simone comentou:

      Obrigada pelas palavras carinhosas Patricia.

      O Bicha Fêmea é muito especial e graças a ele podemos abordar assuntos diversos e de interesse de muita gente.

      Abraços, Simone

  8. Glaucia comentou:

    Eis um assunto que posso puxar a cadeira e pitacar!!! Tenho 3 filhos adotivos, lindos, amados, que dão trabalho como os filhos de todo mundo dá!
    Adoção não é uma maternidade estepe, nem uma filiação estepe. É maternidade com M maiúsculo e com muita decisão.
    Mas para adotar a gente precisa se despir do sonho de ter um filho igual a si, do sonho de ter um filho 0 KM, pois filho adotivo vem com história, que é reescrita a partir da adoção, mas o passado não se apaga e é preciso lidar com ele com respeito e tranquilidade.
    Agora uma ressalva, se você achar um bebezinho na sua porta ele precisa ser encaminhado ao Conselho Tutelar e a Vara de infância, pois a adoção tem etapas e não basta a vontade da gente, precisa ter habilitação prévia e com certeza já existem muitos casais habilitados sonhando com um filhinho.
    Pensou em adoção? Sentiu lá no fundo do coração que pode amar um filho que não nasceu de voce? Então agora pesquise, leia, aprenda sobre o tema e comece a pensar com carinho na possibilidade do seu bebezinho nascer um pouquinho mais velho, ou com uma pele diferente da sua…filho adotivo é filho de alma ! E alma não tem cor, não tem idade e não tem preconceito.
    Beijos
    Glau.
    P.S meu nenens nasceram com 7, 2 e 3 anos, são minha vida.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      …clap, clap, clap…

      Glaucia, que mais posso falar, se não for deixar minha salva de palmas virtual? 😀

      Beijos e beijos,
      Lidi

      1. Simone comentou:

        Glaucia é isso mesmo. Mãe adotiva se escreve com dois M’s, rsrs.
        Também sou mãe de 3 crianças, mas não são adotivos, são meus mesmo…
        Sei do procedimento que se deve tomar com relação ao bebe na cestinha, pois tenho LINDOS e QUERIDOS sobrinhos adotivos…mas que deve ser gostoso encontrar um bebezinho na porta deve né?
        Ia poder cuidar dele um poquinho antes de entrega-lo ao conselho tutelar….
        Beijos e parabéns por suas crianças.

        1. Glaucia comentou:

          Simone eu tenho paixão por bebezinhos, mas por bebezinhos dos outros, chorou devolvo pra mamãe rsrsrsrs
          Eu acho que devem ser sentimentos conflitantes achar um nenen na porta. A prícincipio carinho, depois pena, depois raiva de uma mãe que faz isso, pena da mãe que deveria estar em uma situação extrema…

      2. Glaucia comentou:

        Afff Lidi fiquei vermelha agora….

  9. Glaucia comentou:

    P.S 2 amei as palavras da Dra Luciane

    1. luciane comentou:

      Oi Glaucia,
      Antes de mais nada, aqui eu não sou a Dra. Luciane, sou apenas a Lu!!!!!!!!!! O dra fica lá no fórum!
      Seu depoimento é belíssimo, porque fala exatamente do amor a que me referia.
      E mais, você bem lembrou que não se pode “ficar” com um bebê que aparece em nossa porta. Isso é crime inclusive!
      Caso isso aconteça é preciso levar a criança ao conselho tutelar ou diretamente à vara da infância!
      Beijos
      Lu

  10. Carine comentou:

    Lidi, adorei o post. O assunto abordado é de suma importância, sobretudo em um país como o nosso, sem educação e cultura.
    Eu sempre pensei em adoção, tendo ou não filho biológico. Casei e meu marido partilha das mesmas convicções que eu.
    Não faço uso de qualquer contraceptivo há quase 3 anos. Não engravido, embora os médicos digam que não há nada errado comigo e meu marido.
    Independente de qualquer coisa estamos indo para a fila de adoção.
    A única exigência que temos é não ter exigência, ou seja, não há preferência de sexo, idade, raça. Queremos ser pais acima de qualquer coisa, temos amor de sobra, isso é o que importa. Afinal, não estamos escolhendo um produto na prateleira.
    Ser mãe (pai) é doação, entrega, capacidade de compartilhar. É querer dividir sua vida com um ser que será a razão dos seus dias, motivo dos seus sorrisos, e das suas noites insones.
    Filho não vem com manual, seja adotado ou biológico, haverá crises, problemas, desentendimentos, altos e baixos como em qualquer relação humana.
    Não é fácil educar, orientar, formar um ser humano, mas quem estiver pensando o contrário não pode nem pensar em ter filhos, seja de que maneira for.
    Sei que o caminho até a adoção concreta será longa, é muita burocracia, muita espera, mas não há problema.
    Queremos um filho, e isso é maior que tudo.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Carine!
      Seja muito bem vinda ao Bicha Fêmea! 🙂

      Achei muito lindo, maduro e sensível o seu comentário. Faço votos que sua criança chegue logo, de uma forma ou de outra. Boa sorte para vocês!

      Se quiser acompanhar cada novidade que aparece no Bicha Fêmea, você pode assinar e receber gratuitamente em seu e-mail clicando aqui: http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogbichafemea&loc=pt_BR

      Beijos e beijos,
      Lidi

    2. Glaucia comentou:

      Carine
      Bacana ver casais sem o perfil padrão. Amor, paciência e informação é tudo que você vai precisar.

  11. Joana Campos comentou:

    Oi Lidi, esse assunto rendeu um trolóló heim? O assunto é instigante…

    Eu sou a favor da ADOÇÃO conciente….ou seja conciente do que a Juiza e a Carine falaram…

    Eu tenho 2 filhos, desde que casei sempre falei em 3 filhos, mas tive pré-clampsia, e achei melhor fechar a fábrica, mas isso não me tira o direito e nem o prazer de ter 3 filhos, meu marido ja andou falando em adoção, quando os nossos pimpolhos tiver mais grandinhos, talvez adotamos uma menina…ja que temos 2 meninos… e foi muito bom ler os comentários e entender melhor, concientizar mais né?

    beijos

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Não é, Joana?
      Viu que trololó danado de bom que deu?
      E eu fiquei bem satisfeita porque os comentários foram tão ricos de experiência e informação… e de histórias de vida também. Espero que ajude muitas bichas fêmeas navegantes que passarem por aqui no médio e longo prazo, em busca desse tipo de informação. A simone foi muito feliz em ter me procurado para publicar sobre um assunto tão importante. Eu fiquei feliz e lisonjeada de ela ter topado e confiado na publicação do texto dela aqui. 😀

      Obrigada por sua participação, e boa sorte no possível futuro sonho de adoção de uma menina. 🙂

      Beijos,
      Lidi

      1. simone comentou:

        Bom dia meninas, esse assunto é polêmico mesmo mas foi tratado com muito carinho e cuidado por todas nós que passamos por aqui para deixar nossos comentários. Todos estão de parabéns, pois souberam tratar o assunto com respeito, carinho e sinceridade.

        Qto ao Bicha Fêmea, tenho um lugar guardado para ele no meu coração, foi uma GRANDE idéia ter um site dedicado a assuntos “mulherísticos” e o que mais me agrada é que os assuntos são interessantes, não tem banalidades….

        Obrigada mais um vez pela oportunidade de escrever aqui.

        Beijos Si

        1. Lidiane Vasconcelos comentou:

          Não tenho o que falar, de tão feliz que fiquei ao ler esse comentário viu, Simone? Só agradecer seu carinho e confiança.

          Beijos e beijos!
          Obrigada por tudo, e sempre!
          Lidi

          1. simone comentou:

            Lidi: ficou feliz que nem pinto no lixo? rsrsrs….

            Beijos e sucesso SEMPRE.

            Si

            1. Lidiane Vasconcelos comentou:

              Nem tenha dúvidas! 😉

              :*

  12. deise soares comentou:

    Parabens a Simone! e a Luciane! pelos esclarecimentos e por trazer esse assunto a debate! Parabens a lidi por ceder esse espaço para elas
    Concordo plenamente com a luciane….tem q ser um ato de amor…sem egoismos!!

    Si…ta linda! 😉

    Beijos

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Obrigada pelas felicitações Deise… o/o/o/o/o/

      Beijos,
      Lidi

      1. simone comentou:

        Valeu Deise…amigo é assim mesmo, mente até virtualmente…to me referindo ao “ta linda”, rsrsr

        Obrigada pela visita e pelo comentário Deise. Beijos e bom feriado.

        Simone

  13. Mila Viegas comentou:

    Esse assunto é realmente muito especial para mim já que tenho apenas um filho (que é adotivo) e mesmo podendo ser mãe biológica de alguém nunca na verdade senti essa necessidade.

    Quando eu conheci meu filho ele já tinha 5 anos de idade. Chegou tímido e sem saber o que o futuro lhe reservava. A Conselheira Tutelar o orientou para me chamar de tia, pois éramos a sua família substituta e ainda não havia nada definitivo.

    O levamos para casa e na hora do jantar eu ouvi: “Mãe”… Bom, é uma longa história. Um dia eu conto pra vocês…

    Beijos

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Pronto!
      Agora fiquei curiosa e emocionada só com o início da história…

      Conta mesmo, Mila… eu vou amar saber sobre isso. Eu e muitas bichas fêmeas navegantes. 😉

      Beijos,
      Lidi

      1. simone comentou:

        Só você ficou curiosa??? Eu também fiquei…até já imaginei uma parte da história…

        Mila, qdo puder, conte pra gente ok?

        Beijos Simone

    2. Glaucia comentou:

      História longa e linda da Mila, conheci desde que o pequeno dela chegou, agora deve estar um mocinho lindo.

  14. marluce de vasconcelos comentou:

    Eu tenho duas filhas , uma biológica que nasceu quando eu estava terminando a universidade e solteira. Outra quando a primeira tinha onze anos e solteira ainda, adotei outra menina ,que me deu muita alegria e muiiiiiiiiiiiiiito trabalho e ainda dá ( igualzinho a filha biologica) aliás, só me lembro da diferença entre as duas quando se discute adoção.É IGUAL FILHO BIOLOGICO, SÓ QUE VC NÃO TEM BARRIGA, NEM PARTO, NEM ENJOO, VC PODE ESCOLHER!!!EU ADOTARIA OUTRO BEBE,se minha sogra de 92 anos não tivesse Alzheimer . Quando ela for embora, se estivermos bem, vamos adotar um menino maiorzinho( tambem não faço questão de trocar fraldas, ne, heheheh),

  15. Susana Delvan comentou:

    Eu sou super a favor da adoção, e pretendo um dia adotar uma criança, mas não quero bebezinho não, quero uma criança que já tenha conciência do que está acontecendo, não acho certo as pessoas que põem 1001 condições para adotar uma criança, cor da pele, do olho, do cabelo, acho que quem realmente tem o desejo de adotar não escolhe, é escolhido!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Susana!
      Seja bem vinda ao Bicha Fêmea! 🙂

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      Beijos,
      Lidi

  16. marcia costa comentou:

    eu e meu marido estamos preparados para receber uma criança em nossas vidas. já fomos a vários abrigos mas ainda não fomos abençoados. Será porque nosso sonho é ter uma menina, morena ecom idade até 2 anos? envie-me alguns endereços de abrigos em Belo Horizonte ou Minas gerais. Bjim.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Marcia!
      Eu não tenho esses endereços de abrigos em BH ou no resto do estado. Mas acredito que com tempo e paciência para fazer uma boa pesquisa na internet, você pode consguir os endereços que precisa. 😉

      Boa sorte!

      De qualquer forma, sinta-se bem vinda ao Bicha Fêmea! 🙂

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      Beijos,
      Lidi

      1. Simone comentou:

        Marcia,

        Também não tenho nada referente a BH porém em SBC – SP existe um Grupo de Estudos e Apoio a Adoção _ GEAA e, talvez, eles possam te ajudar. Anote os telefones e o site:

        11 4123- 5613 e 11 4330-1878

        http://geaabc.vilabol.uol.com.br

        Beijinhos e boa sorte, Simone

    2. Glaucia comentou:

      Márcia você já está habilitada?
      Esse perfil é díficil, pois muitos casais querem crianças com essa característica.
      Pesquise bastante, participe de grupos de apoio e pense com carinho num perfil mais amplo.

  17. Tri comentou:

    Oi Lidi,
    acho que a pessoa para adotar deve entender e se aprofundar sobre o assunto adoção. Escolhera adotar é fazer um “contrato” de doação de si próprio também. Vejo muitos casais que tomam a decisão de adotar por impulso (para suprir o problema de não ter filhos naturais, pela pressão para ter uma “família”, para resolver os problemas de abandono do mundo …) sem estabelecer e enraizar certas questões e fatos que poderão ou não enfrentar. Mas conheço casos lindos… aonde pai e filho foram almas gêmeas de amor e dedicação (muito mais do que se fossem ligados por laço de sangue)… o pai (menos de 50 anos) desse meu amigo (deve ter uns 25 anos hoje) morreu de câncer… devastador… só de lembrar dá vontade de chorar… e esse meu amigo, foi filho, herói… melhor amigo… Também lembro de uma amiga da minha mãe que adotou e depois engravidou… mas o amor é o mesmo. Um casal de amigos do trabalho que esperaram mais de 30 anos para tomar essa decisão e agora estão nas nuvens com a bebê deles! Então, não é algo para qualquer um… É a pessoa ou o casal tem que ser muito especial mesmo!
    um beijo
    Tri

  18. anonima comentou:

    adotar , e um ato de amor. adotei uma adolescente ha´15 anos atráz valeu apena hoje formada bem casada.e feliz e fiz isso com muita dificuldade. mais com amor vencemos . graças a deus.

  19. Lenira comentou:

    Na verdade, todos nós somos adotados, mas fomos adotados por nossos pais biológicos! Eles poderiam ter nos rejeitado na gravidez, no nascimento, na infãncia. Eu quero ser mãe, independente de onde venha a criança, com todos os riscos, noites de sono, corridas à emergência, cartões de dia das mães, abraços apaixonados, eu quero ser mãe! Concordo que a justiça deve ser criteriosa com os candidatos à adoção, dando preferência para que a criança fique na família biológica, mas as vezes é a família biológica o pior lugar para a criança ficar.

  20. Renata Mafra comentou:

    Oi Lidi.

    Qt tempo…ando meio ocupada e nem tenho tido tempo de prestigiar seu blog super show de bola, sempre recebo os emails e vou me atualizando.
    Mas nossa!!! assunto polêmico esse heim?? E como não resisti, quero dar uma “comentada” sobre o assunto.
    Sempre fui super a favor da adoção, uma ocasião até me candidatei, muito embora já tivesse 3 filhos, queria contribuir doando amor, colo e tudo q envolve todo o processo de ser mãe. E tive a oportunidade de conhecer alguma pessoas dentre elas uma COBRA na pele de ovelha.
    Infelizmente fiquei em contato com esta pessoa, e pude perceber q o ser humano quando não tem noção das coisas da vida podem ser capazes de muito maldade. Foi uma experiência horrível q vivi. E questionei se em algum momento da vida, uma pessoa em sã consciencia poderia se tornar uma pessoa tão insana a ponto de em nome da educação e os bons costumes, praticar tanta malvadeza numa criança, por saber q ela era de outros principios ou até quem sabe de pais drogados sei la o que.
    É um assunto muito triste e delicado pra mim, q doi até hj qd lembro.
    E infelizmente em vários casos acho que crianças que vivem em instituições sem saber podem “infelizmente” serem muito mais felizes assim do que entrar no seio de uma familia, q sempre foi normal, sempre foi acima de qualquer suspeita, e fazem coisas horríveis dizendo que estão educando.
    Claro que é uma exceção. Mas ta cheio por aí e ninguém sabe.
    Eu sou a favor de sermos pais e mães do bem PACIENTES e muito amorosos, seja com nossos filhos biológicos ou filhos do coração.
    Beijão

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Renata!
      Que bom receber notícias suas! 😀

      É! Diante do teu comentário fica cada vez mais claro que adoção não é para qualquer um. Não mesmo! 🙁

      Beijos,
      Lidi

  21. lilly comentou:

    Lidi, eu sou uma orgulhosa mae de dois meninos lindos de 14 e 18 anos.
    cada gravidez foi uma bençao etudo correu super bem. na epoca eu nem notei, mas fiquei tao apaixonada por bebes e gravidez, parto e tudo o mais que afastei de mim pessoas que nao tinham filhos.
    eu respirava maternidade.
    um dia uma amiga sem filhos me disse isso. me senti tao egoista.so entao percebi que o que eu tinha tao facil, muitas pessoas se esforçam uma vida inteira e nao tem, nao conseguem
    a adocao é um ato de amor extremo lidiane!
    amar o que é meu , meu sangue, o que eu fiz com amor é extremamente facil.
    mas pegar uma crianca desconhecida e ama-lo so de ver a primeira vez..isos sim é bondade.
    sou a favor, 100 xx a favor.
    nao dotei pois se eu quisesse teria 4 ou 8 em vez de dois…
    mas tenho amigs que sofrem por nao terem.
    e nao adotam
    isso eu nao entendo
    bj

  22. Dora comentou:

    Gente, que delícia de discussão, quantas contribuições maravilhosas!
    Gostei de tudo que li, depoimentos muito verdadeiros, profundos, pensados e sentidos, mas esta fala da luciane me chamou a atenção:
    “E neste ponto há uma questão delicadíssima, qual é a função da adoção: satisfazer a vontade do adotante ou acolher um filho querido?”
    Acho que isso é válido para filhos biológicos também! E até bichos de estimação! Até onde você está satisfazendo uma vontade sua e até onde você quer mesmo partilhar seu amor com outro ser?
    Acho que adotar é uma responsabilidade imensa, tem que ser muito bem pensada, se possível sob orientação profissional antes, durante e depois, mas eu acho que, se não pudesse ter tido filhos, teria adotado sim. Eu queria muito ser mãe. Mas acho também que as mulheres na nossa sociedade sofrem muita pressão para serem mães. As mulheres quarentonas e cinquentonas sem filhos não são bem vistas, são questionadas, muitas vezes são criticadas. Valorizo muito quem escolheu não ter filho. Tem que ter coragem para ter, mas tem que ter coragem para não ter também! E acredito piamente que todas as mulheres do mundo, mesmo sem filhos biológicos, dão um jeito de exercerem a energia da maternidade da maneira que o coração manda: com sobrinhos, com amigos, com irmãos mais novos ou não, com bichos de estimação, em algum trabalho voluntário… Todas essas formas são muito louváveis, é a energia feminina do “cuidar” circulando por aí de diversas formas. Tem até pai que é mais mãe do que a própria mãe! Então porque não seria válido ser mãe de filho adotivo?

  23. Isabela Morais comentou:

    Eu adotaria sim. Penso em adotar, mas infelizmente as pessoas ao meu redor ainda não se preparam para conceber a adoção, sobretudo se vc pode biologicamente gerar filhos. E queria adotar uma criança de qualquer idade e de qualquer cor. Lembro de um dia q fui deixar uma doação no lar do nenem e tinha uma criança linda, um menino negro, devia ter quase dois anos, ele olhou p mim com um olhar de pidão, tive vontade de adotá-lo na hora, depois chorei horrores e nunca mais me esqueci daquela carinha tão linda.
    Essa história de pais e filhos biológicos é meramente cultural, em outras culturas a adoção não é tão tabu como na nossa.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      “Essa história de pais e filhos biológicos é meramente cultural, em outras culturas a adoção não é tão tabu como na nossa.”

      Essa tua fala faz todo sentido diante do que a Luciane, juíza que deixou comentário na discussão sobre adoção, colocou sobre como são os estrangeiros que mais adotam crianças mais velhas e com irmãos no Brasil.

      Lidi

  24. Fábrica dos Convites comentou:

    Adotaria sim, sem problema nenhum. Bjs, Rose:D

  25. Claudia comentou:

    Tenho um casal de filhos pequenos ainda…mas sei também que tenho uma missão na terra que é cuidar de outras crianças….o meu sonho é adotar um filho…ainda não tenho condições pq filho pra criar de qualquer jeito não dá…quero dar boa escola, boa moradia, boas roupas e conforto. Estamos trabalhando pra montar o nosso patrimonio e quando meus filhos estiverem maiorezinhos, sem precisar tanto de nós eu vou realizar…Fico muito triste quando vejo pessoas adotando e cuidando de 15, 20 cachorros de rua podendo ter adotado uma, duas crianças….animais tem instinto animal e podem sobreviver sozinhos…crianças precisam de cuidados reais mas….

    1. Glaucia comentou:

      Cláudia eu discordo um pouquinho de você.
      Acho que toda forma de proteção vale a pena, já que toda vida é importante tanto de bicho quanto de gente.
      A adoção é uma via de mão dupla, tem sim um viés social importante, mas ser pai e mãe não é um ato de caridade.
      Não se adota para ser caridoso, mas para completar uma família.
      Abraços
      Glaucia

      1. Claudia comentou:

        Oi Glaucia,

        Eu não disse que era contra, apenas que ficava triste…acho que as pessoas devem ir de acordo com os seus interesses e respeito a opção dessas pessoas em cuidar de animais….tem uma mulher na China que cuida de mais de 1000….
        Também não disse que adotaria por caridade, eu disse que adotaria porque o meu coração pede…mas se tento dar o melhor aos meus filhos quero poder dá-lo ao recém-chegado…A gente sabe muito bem, e infelizmente vejo de perto isso, visto que na família de meu marido tem um caso, que há pessoas que adotam e criam com diferença (principalmente quando um dos pais não se afeiçoam totalmente da criança e o outro sim, insistindo em ficar com o adotado)…o que é melhor pro filhos de sangue, o que sobrar pro filho adotivo. Acho que a adoção é uma responsabilidade que temos assumir plenamente; e prontos não só para dar amor e sim toda parte material que a criança precisa para se desenvolver.
        Posso estar errada mas é assim que penso…

  26. Adriana Lara comentou:

    Oi Lidi, pois bem vou te contar uma pequena história!!!
    Um casal, ela com 44 e ele com 47. Já haviam encaminhado toda a documentação para adotar uma criança ( se consideravam velhos para gerar um filho) e havia um menino de um ano à espera… mas dai, a mulher ao tomar conhecimento que este menino tinha um irmão de 3, quase 4 anos, q tb estava sob a custódia de um determinado município, já longe dos pais – vítima de maus tratos – mudou de ideia, e quis adotar este garotinho maior!!!
    Hoje ele tem 09 aninhos, é lindo, por incrível que pareça, é a cara do pai adotivo e tem todos os trejeitos da mãe adotiva (gestos, modo de falar, carisma, etc) é ótimo aluno, brincalhão, hiper carinhoso.. como todo pré adolescente, descobrindo a vida… como todo menino saudável, joga futebol, volei, basquete, faz natação…. por onde passa cativa que lhe conhece. deixando sua marca carinhosa no coração daqueles com quem faz amizades…
    ESTE É O MEU FILHO!!!! LUZ DA MINHA VIDA, RAZÃO DO MEU VIVER!!!
    FOI A MELHOR COISA QUE FIZ NA MINHA VIDA!!!!! E AGRADEÇO A DEUS DIARIAMENTE, TODAS AS HORAS, PELA ALEGRIA DE TER ME DADO ESTE FILHO, QUE SE FOSSE GERADO POR MIM, TALVEZ NÃO SERIA TÃO AMADO E NEM AMARIA TANTO!!!
    bjs
    Dri, do Tititi

  27. Cely comentou:

    Adotar é um ato de pleno amor, e amor é que deve ser a única razão para tal. É preciso ter certeza que não se está tentando suprir uma outra carência qualquer, pois aquela criança estará ali permanentemente, sob sua guarda e cuidado. Outro problema é lidar com a opinião alheia. Quem adota fatalmente irá escutar frases que denotam preconceito de familiares, amigos, ou até do seu próprio subconsciente, seja por real preocupação ou por pura falta de amor mesmo. Afirmações tipo: “Você sabe de onde essa criança veio?” A maioria dos casais preferem crianças recem-nascidas, achando assim que podem evitar problemas futuros e dar sua educação desde cedo. Bem, a maioria dos órfãos já sairam desta faixa etária… Outro pensamento é: Contar ou não que a criança é adotada. Hoje em dia boa parte dos pais adotivos não sentem problemas em revelar a origem da criança, mas ainda há muita resistencia. Por fim o medo que mais cedo ou mais tarde a criança se torne “um filho problema” Porém essa realidade ocorre com mais frequencia quando os pais não contam desde cedo a origem da criança. A falta de amor e cuidado podem formar sim filhos problemáticos, sejam eles legítimos ou adotados, sem distinção. Sou a favor da adoção, desde que os pais estejam com o coração aberto para receber essa criança cuja a vida já se mostrou dificil desde cedo.Mas com muito amor, repito tudo é possivel. Como já disse Silvio Arthur Dias da Silva, “Criar filhos é como jogar videogame: a fase seguinte é a mais difícil.” Seja eles adotados ou não!

  28. Coisas da Gigi comentou:

    Eu sinceramente não tenho o que dizer a luciane fez um texto tão explicativo que sim, eu concordo com ela. Hoje em dia não sei se adotaria uma criança pela Gi estar muito nova e eu ainda estar caminhando em ser mãe. Mas acho que no futuro sim adotaria para um bem estar de uma criança e para dar amor a uma criança seja qual for a condição dela.

  29. Adriana Pimentel comentou:

    Oi Lidi! Quanto tempo né?

    Bom com relação a esse tema… POXA É MARAVILHOSAMENTE INCRÍVEL, polêmico e nobre.

    Interessante estava abordando este assunto com uma amiga que tem um filho adotivo, e ela estava falando dos comentários que seu filho estava fazendo com relação a a sua mãe biológica, e ela dizendo o quanto era difícil ouví-lo dizer que queria comhecer sua mãe “verdadeira”.
    Foi então que ela falou “Sou sua mãe verdadeira”…

    Nossa! Isso é serio! ” A mãe verdadeira” aquela que mais do que optar por ser mãe, “ESCOLHE” amar alguém a quem não gerou em seu ventre.

    Acredito ser uma forma (como falei no início) muito nobre de amor incondicional.

    E, respondendo, eu adotaria sim! Mas falaria (claro) para a criança da minha escolha e do meu amor por ela…

    Enorme abraço Lidi e parabéns mais uma vez pelo tema abordado.

  30. Patrícia comentou:

    Olá, puxa, muito pertinente esse assunto, uma vez que eu e meu marido estamos no caminho da adoção. Após 4 anos tentando ter filhos, descobrimos que meu marido não pode ter filhos, mesmo com tratamentos, não conseguimos, Deus quiz assim…Por isso optamos pela adoção, nem estamos pensando se terá ou não nossos genes, se será branco ou preto, pode até ser listrado, uma vez que eu sou negra e meu marido loiro…rsrs, o importante é que ele será nosso filho! A criança que imaginamos correndo pela casa, nos trazendo alegria.
    Acho q o processo é difícil, e até complicado, mas acredito que tem q ser assim, vejam o exemplo que eu tenho muito próximo de mim:
    Tenho conhecidos, com muito dinheiro e muita arrongancia, a filha deles decidiu um dia brincar de ser mãe, ela se dirigiu até o extremo do Brasil, e arrumou uma criança linda de uma mãe totalmente despreparada e mal aconselhada. Ela acompanhou a gravidez dessa mulher, pagou exames e tudo mais com a intenção de ficar com a criança, nesse meio tempo ela engravidou, e mesmo assim ela decidiu continuar com a adoção. Os pais, entraram em contato com um amigo juíz, que fez a adoção ilegal, parecer legal, a criança assim q nasceu foi registrada, tudo de forma legalmente ilegal.
    O problema é que, assim q a outra criança nasceu, a moça se cansou de brincar de mamãe, não quer mais saber de nenhuma das duas crianças. Antes mesmo de tudo isso acontecer ela tinha sérios problemas com drogas. Hoje ela se encontra internada em uma clínica de drogados, é sabido que ela usava drogas na frente das crianças, com a “permissão” do marido.
    Se ela tivesse feito tudo na forma legal, como manda a lei, tenho certeza q juiz nenhum teria dado a guarda para ela, e se tivesse dado, hoje com certeza ela a perderia…
    Morro de dó das crianças, principalmente da adotada, pois ja sofreu rejeição da mãe biológica, e agora, passa por tudo isso, ela poderia com certeza estar alegrando um lar, recebendo amor, carinho e tudo que uma criança merece, ao invés de estar passando por isso…Tudo culpa de pessoas corruptas, e sem coração..

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Patrícia!
      Bem vinda ao Bicha Fêmea e obrigada por sua contribuição no debate!

      Se quiser acompanhar cada novidade que aparece no Bicha Fêmea, você pode assinar e receber gratuitamente em seu e-mail clicando aqui: http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=blogbichafemea&loc=pt_BR
      Beijos
      Lidi

  31. Karina Monteiro comentou:

    Que tema polêmico!
    Sempre penso que as mulheres que desejam adotar tem que ter um grande equilíbrio emocional. Ainda não chegou no tempo de pensarmos em tem um bebê (eu e meu esposo), mas na minha concepção esse ato tem que ser muito bem pensado pelo casal. Em diversas familías vejo mães totalmente despreparadas para a maternidade, muitas não querem ter filhos, mas teem por pressão da família e outras não podem ter, mas adotam por pressão da sociedade. Já ouvi um caso de uma mulher que não pôde engravidar e adotou 3 crianças, e essa maltratava as pequena inocentes.
    A minha resposta hoje é não, mas às vezes o nosso coração toca em determinados momentos e como sou um ser em evolução não sei a minha reação se encontrasse um bebe dentro de um cestinho em frente da minha casa.

  32. Nadja comentou:

    Oi Lidi querida, belo tema.
    Eu já entrei na fila quando morava no Paraná, demora tanto que desistimos, minha idade também passa e tenho mêdo de tentar outra vez e demorar, dai serei avó e não mâe, é um sonho que está ficando para trás infelizmente,muita burocracia, enquanto isto as crianças crescem nos orfanatos sem o carinho que eu e muitas mães poderia dar.
    Beijos

  33. Élvia comentou:

    Sou completamente a FAVOR desse ato de amor não só com a criança e até acho que é ao nosso favor.Digo isso pois adotei um lindo bebe com 2 dias de nascido,ilegalmente e que hoje tem 23 anos de puro amor carinho e educação.Não me envergonho de dizer q. foi ilegal porque talvez ainda estivesse na fila de espera até hoje se não tivesse sido dessa forma.Nunca tentei engravidar e tenho certeza que esse anjo é o filho que deus escolheu para mim.Aliás para nós,afinal sou casada há 27 anos.Beijusss.

  34. ana comentou:

    Acho que as pessoas devem pensar e repensar sobre isso, eu adotei e me arrependo muito por isso, anos de dedicação, amor, carinho, hoje recebo ingratidão, falta de respeito, violência física, pisiquica e verbais.
    Dê uma vida maravilhosa a que eu tinha hoje se transformou num inferno.

    beijooo.

    1. Glaucia comentou:

      Ana, não se arrependa não querida. Filho é filho, independente da origem. Ele te dá tristeza e desgostos não é por ser adotivo, é por ser filho. Muito filho biológico dá trabalho também.
      Seu filho precisa de apoio e terapia, ser abandonado de novo, mesmo que seja um abandono emocional não o ajudará a superar seus problemas.

      1. Lidiane Vasconcelos comentou:

        Ana, eu lamento que isso tenha acontecido com você. Mas na hora que li seu comentário, pensei: mas essas infelicidades do destino acontecem com mães biológicas também!

        A gente escuta falar histórias horríveis de filhos biológicos desnaturados também, não é? Então eu concordo com a Glaucia de que isso não deve estar ocorrendo porque seu filho é adotivo… pensa nisso, mulher.

        Espero que você encontre uma saída para seus problemas e, na medida do possível, fique bem. 🙂

        Beijos,
        Lidi

  35. ana comentou:

    Lidia, eu nunca vou abandonar, já fiz tudo o que podia fazer, já fez terapias, de nada adiantou, continuo deixando nas mãos de Deus, a minha parte fiz e vou continuar fazendo.

    Obrigada pela sua atenção.

    beijooo.

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Imagina, Ana! Não tem por que agradecer.
      Eu quem agradeço e acolho seu desabafo porque, de qualquer forma, é uma contribuição para o debate. É importante a gente falar do assunto em todos os aspectos, não é?

      Beijos,
      Lidi

  36. Mauricio Inácio de OLiveira comentou:

    Olá amigas, estava na hora de um homem que adora crianças dar a sua opinião, eu sou super a favor de adoção, e me espanto quando vejo e exagerada atenção dada a adoção de animais, tudo bem que também é um ato de amor à vida, mas percebo que a mídia deixou de lado esse assunto, pois não gera demanda de consumo entendem 😉

    Tenho muita vontade de ser pai, não tenho problema algum para ser pai, apenas não rolou ainda, sou solteiro por opção, mas tenho intenção de adotar uma criança mesmo sem uma parceira, me parece que hoje em dia é possível, então em breve estarei decorando um quarto aqui em minha casa para a chegada de meu príncipe ou princesa.
    Me despeço deixando um grande abraço todas vocês aqui desse site:

    posso deixar o msn?

    mauriciooxd@hotmail.com

    Beijos

  37. emanoelle comentou:

    na vida nascemos quando nossa mae nos da aluz e depois quando temos os nossos filhos faço de tudo pelos meus filhos porque eles sao o meu amor maior ,minha vida,minha rasao de viver sao tudo pr mim e se eu encontrace um bebe abandonado cudaria como se fosse meu porq e um ser humano que veio ao mundo e merece viver ter sua infancia brincar sentir oamor eo calor do verdadeiro ser humano que e capaz de amar oprocimo como se fosse seu sangue

  38. Dani comentou:

    Eu tenho um filho adotivo, que adotei antes de engravidar porque simplesmente eu e meu ex-marido nos apoixonamos por ele no lar em que ele estava abrigado.
    Foi difícil porque num espaço detrês meses, fui mãe de um menino de 3 anos e de um recém-nascido. tive ajuda da minha mãe, demorei um pouco para me adaptar….mas nunca me arrependi.
    Hoje estou sozinha, sem marido, e com a guarda dos meus dois filhos e para minha surpresa…… apareceu no mesmo lar a irmâzinha do meu filho adotivo que hoje tem 7 anos. Fui informada disso e apresentei a irmazinha aos meus dois filhos.
    O meu filho adotivo sabe de sua história desde o início da adoção….e após conhecer a irmazinha mudou de comportamento…..me pediu para lavá-lo ao lar de novo….depois pediu para passear com a irmâ….lembra de comprar as coisas para ela no supermercado…..e há uma semana ficou irritado….chorandosem motivo…..suspirando triste…..daí me pediu para adotar sua irmazinha…..
    Eu respondi que iria pensar, ver se dava…..na verdade, dei uma resposta evasiva.
    Passados alguns dias, ele começou a ficar nervoso, me chamou de mãe má e que queria ir para o lar de volta.
    Fiquei muito triste, expliquei que ele não voltaria para o lar, porque sou mãe dele, o amo demais e que mãe é para sempre.
    Passados dois dias, perguntei para ele se ele me achava má e porque que ele queria voltar para o lar….ele respondeu que era para ficar com a irmazinha dele…
    Na verdade, acho que ele quer proteger a irmã,por instinto e se sente impotente….
    Resultado….já começei fazer as visitas de finais de semana….e ela já tem até madrinha….E meu filho está todo feliz….Vou adotá-la, mesmo sozinha. Ela tem 1 ano e 3 meses ….vai ser minha menininha caçulinha….
    Sei de todas as dificuldades que vou passar, com três filhos pequenos e sozinha…..mas Graças a Deus o que não me falta é disposição e amor.

    .

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Dani!

      Bem vinda ao Bicha Fêmea!

      Me emocionei com essa história, viu?

      Parabéns pela sua coragem. Que Deus abençoe vocês todos.

      Beijos,
      Lidi

  39. Pingback: Mãe, cada uma de um jeito… todo mundo tem a sua!
  40. Trackback: Mãe, cada uma de um jeito… todo mundo tem a sua!
  41. maria cristina comentou:

    Querida lidiane, me emocionei bastante com as histórias contadas. Sou mãe de um rapaz de 23 anos e uma mocinha de 19 anos, e há mais ou menos 1ano e meio eu e meu querido marido, resolvemos entrar na fila da adoção, com muito amor no coração. Esperamos ansiosos por uma menininha de até 3 anos. Em nossos corações adoção significa adoção por amor, para dar amor e proteção! Grande beijo!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Que lindo, Maria!
      Tomara que sua filhinha apareça logo. 😉
      Beijos,
      Lidi

  42. Anônimo comentou:

    Fui adotada com um ano e nove meses, na época que fui adotada meus pais adotivos já tinham dois filhos, a minha irmã seis meses mais velha que eu e meu irmão praticamente três anos mais velho.
    O que eu quero que vocês entendam é que infelizmente sempre achei que fui tratada diferente, minha mãe não estava preparada para adotar. mas o que seria melhor ficar no abrigo ou ser adotada? Recebi tudo que poderia ter bens materiais, recebi a melhor educação que poderia ter, hoje sou formada, pos graduada, mas continuo com um vazio enorme no peito, porque nunca tive amor. Minha mãe sempre descontou a raiva dela em mim. Eu era tratada diferente. Enquanto só eu percebia eu aguentava, mas quando as pessoas ao meu redor comentavam, eu ficava com muita revolta. Sim eu mentia muito, mas por medo.
    A psicóloga falou que eu deveria parar de querer o amor dela.
    Você ouvir de sua mãe que vc foi uma criança insuportável e destrutiva. Entre vários outros insultos.
    Enfim hoje sou uma pessoa relativamente bem sucedida, mas não me amo não sou feliz e sou extremamente carente.
    Acho que não sei o que seria melhor ou pior.
    Eu só quero ser feliz.
    Então se vc esta pensando em adotar tenha certeza quem possui muito amor para dar.
    Apesar de bem sucedida, meus relacionamentos nunca duram e minha procura pela felicidade não termina e essa dor de rejeição nunca vai embora.
    Eu não tinha amor o suficiente foi o que eu escutei.
    o sentido da vida é o amor, se não há amor não há vida apenas oxigênio.
    Nós não somos ingratos, mas assim que somos julgados.
    Da mesma forma que essa mães que adotaram e se arrependeram possuem suas tristezas acredite também temos as nossas.
    Bens Materiais não são tudo.

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