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Saúde no Bicha Fêmea: respirador bucal

Minha primeira colaboração: que frisson!

Tenho trabalhado há algum tempo com respiradores bucais e acho que é bom falar sobre como reconhecer um respirador bucal, e que conseqüências tem essa síndrome.

Então pelo começo: um respirador bucal tem olheiras, pele pálida, come de boca aberta, não mastiga, geralmente chupa a comida, prefere comida pastosa e gosta muito de mamadeira.

Como dormem mal, são irritadiços. Estão sempre gripados e com amigdalites, e todas as ites são comuns. Esses são alguns sinais para procurar tratamento para a causa principal: a respiração bucal.

Se a respiração bucal não for corrigida, muitas infecções respiratórias com uso necessário de antibióticos será rotina (muitas mães devem conhecer essa novela sem fim), cirurgias de amígdalas e de adenóides também são comuns sem muito sucesso, além de bruxismo, algumas disfunções da ATM, ronco, apnéia, entre outros.

Quem trata essa síndrome? O Ortopedista Funcional dos Maxilares. Uma especialização da Odontologia que cuida basicamente de recondicionar músculos, ossos e dentes, para funcionarem correta e harmoniosamente .

Parece absurdo dizer que boca mastiga e nariz respira! Porque quando a boca respira tudo desanda!

Imagem: stock.xchng

Por Marluce de Vasconcelos Tavares
Dentista especialista em OFM.
Trabalho com respiradores bucais em Clínica Particular e pelo SUS – no Centro Regional de Especialidades de Colatina-ES

 

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17 comentários sobre “Saúde no Bicha Fêmea: respirador bucal”

  1. Beatriz comentou:

    Muito interessante este post! Não conhecia a denominação “respirador bucal”. Que as mamães de plantão fiquem alertas!
    Bjs,
    Bia
    http://www.biaviagemambiental.blogspot.com

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Oi, Beatriz!
      Sabe que eu também não conhecia o termo? Aprendi depois do texto da Marluce. É por isso que sempre digo: é blogando que se aprende! 😉

  2. Elis comentou:

    Olá Bichas fêmeas! Meu filho mais velho é respirador bucal até hoje, está com 23 anos, realmente foi o que me deu mais trabalho em termos de doenças, tinha asma bronquica, desvio de septo e adenóides aumentadas, sofri muito com ele, pois ver um filho doente é muito sofrimento, mas hoje em dia, apesar de estar sempre de boca aberta, agora com piercings na boca, ele está bem, dificilmente fica doente. O mais novo teve problemas com adenóides, fez cirurgia e conseguimos ensiná-lo a respirar com o nariz. Muito bom tê-las nos informando de assuntos bem variados!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Sei muito pouco, ou nada, sobre respiradores bucais. Agora, com seu comentário, aprendi que a criança precisa, em alguns casos, aprender a respirar com o nariz. É isso?

      1. Elis comentou:

        Sim, na verdade é respirar pelo nariz e “não com o nariz como eu disse antes”, mas no fundo dá no mesmo.
        Meu filho teve muitos problemas que o faziam respirar pela boca, o que é totalmente prejudicial a saúde , mas como eu era muito nova e não existiam blogs, nem acesso fácil a internet e outras informações, não “forcei” ele pra respirar somente pelo nariz.

        1. Lidiane Vasconcelos comentou:

          E como o mais novo foi “forçado” a respirar pelo nariz? É terapia?

          1. Elis comentou:

            Não, só quando víamos ele respirando desta forma ensinávamos à ele que o correto era respirar pelo nariz. Recebemos poucas informações sobre os casos deles, mas o menor não tinha tantos problemas quanto o maior.

            1. Lidiane Vasconcelos comentou:

              Ah, sim!
              Entendi. 🙂

  3. Elaine Cunha comentou:

    Oi, Lidi!

    Adorei o tópico!

    Como uma fonoaudióloga também saliento que as mudanças não são apenas com respiração. O respirador bucal podem apresentar muitos sintomas: Alteração dos órgãos fonoarticulatorios; língua com postura anormal posicionada na arcada inferior ou entre os dentes, deixando de exercer sua função modeladora do palato e também com tonicidade prejudicada; alterações corporais; Alterações das funções orais (mastigação ineficiente , engasgos, fala imprecisa); má oclusão dentária; flacidez nos musculos da face, entre outros.

    Saliento também a necessidade de investigação fonoaudiológia para correção da função da mastigação.
    Como o tratamento do respirador bucal baseia-se em reeducar a musculatura oral, pois se não for corrigido problema poderá persistir.

    Beijos,
    Elaine Cunha

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Valeu, Laine!
      Teu comentário “superultramega” enriqueceu o tópico. 😉

  4. Sarah comentou:

    Olá Lidiane!
    Também sou Fonoaudióloga e gostaria de acrescentar algumas informações!
    A respiração bucal pode ser ocasionada por alergias respiratórias, fazendo com que a criança encontre uma forma mais fácil de respirar e também pelos hábitos orais – uso prolongado de chupeta, mamadeira, sucção de dedo – pois estes interferem no padrão de crescimento facial da criança, fazendo com que ocorra, principalmente, alterações da arcada dentária, enfraquecimento da musculatura de bochechas e postura inadequada de língua e lábios, alterando assim a mastigação, a fala e a respiração.
    Em todos os casos, DEVE haver acompanhamento Fonoaudiológico para a reabilitação das funções de respiração, mastigação e fala, juntamente com o alergista que vai tratar dos casos em que há alergias respiratórias, otorrino investigando a presença de aumento das amigdalas e adenóides entre outras coisas e ortodontista e/ou ortopedista dos maxilares que vai avaliar as alterações da arcada dentária e do crescimento facial.
    Devem ser observadas também aterações auditivas que podem ocorrer.
    Segue o link do meu blog de Fonoaudiologia:
    http://www.fonoaudiologiasaude.blogspot.com

    Um beijo!
    Estava sentindo falta de passar por aqui!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Sarah, valeu demais por ter deixado o comentário e o link para o seu post. Tudo isso acrescentou muito em informação. Muito obrigada, viu?! 🙂

  5. Simone Scharamm comentou:

    Muito interessante esse post!
    Adorei saber mais sobre o assunto(minha filha mais velha sofre com esse problema!)
    Beijos!

  6. giseli dalfior comentou:

    Olá Marluce e Lidiane,

    a tempos procuro profissionais aqui no Espírito Santo que trabalhem com essa especialidade. Voce tem consultorio em Vitória ou só em Colatina? Me mande um e-mail, gostaria muito de conversar. Please!

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