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Mulherzinha? Eu?

Já falei o quanto gosto desse espaço aqui no Bicha Fêmea, o Bicha Fêmea Convidada em Foco? As possibilidades de assuntos a serem tratados por aqui, e que dizem respeito ao nosso universo de ideias, são imensas. E tudo isso só é possível graças a essas convidadas que aceitam escrever e se mostrar por aqui, trazendo um colorido lindo com diferentes pontos de vista sobre tudo.

A convidada de hoje não me deixa mentir. Você deve conhecer, ou ao menos já ouviu falar da Laély, não é? Pudera, essa blogueira é das mais conhecidas nesse mundo bloguístico, e tem um talento inquestionável para nos inspirar com imagens, ideias e sentidos.

O seu blog Sala da La é uma salada colorida e gostosa, de muito bom gosto, e inspiradora. Quando a gente passa por lá lê textos que revelam uma mente borbulhante de criatividade. Não é a toa que seu blog é tão visitado, não é mesmo…

Além de mostrar o quanto é sensível para as sensações que se pode experimentar numa casa e tudo o que diga respeito ao lar, Laély também nos brinda com suas ideias muito bem colocadas sobre tudo o que vai por sua cabeça. É assim no seu blog, foi assim no texto que escolheu para publicar e se mostrar para você, que é uma bicha fêmea navegante.

Lucidez e argumentação inteligente é o que mais se lê em seus textos. Quer apostar o contrário??

Por Laély – Sala da La

“Mulherzinha”, eeeu?!…

 

“Tá duvidando da minha feminilidade?!…”, diria a versão Maçaranduba do “sexo mais frágil”…

“Frágil, queeem?! Quer levar…pôrraaada?!”

Que não estranhe a intromissão repentina, mas outro dia quase me engalfinhei com o marido numa discussão de cunho filosófico-sexista-linguístico por causa de uma palavrinha, sem “importância”, mas de muitos sentidos; por isso, peço-lhe a colaboração como minha testemunha, na defesa do termo: “mulherzinha”. O que lhe vem à cabeça, quando ouve a palavra?

Ele me disse que “mulherzinha”, usado costumeira e inocentemente em meus posts, tem um sentido pejorativo, sempre; e que os homens a interpretam de forma negativa e, patati-patatá…

Montei todo o meu arsenal de contra-argumentos, para defender a palavrinha em questão da tal calúnia! Acho que, 99,9% das mulheres entendem bem o sentido da coisa. Mas, deixemos de lado a análise semântica e morfológica da palavra e, tratemos de assuntos afins…

A long, long time ago“, quando George Lucas nem “era criança pequena, lá em Barbacena” e Bill Gates, nem sonhava ganhar seus primeiros “trocados”, o mundo era construído assim:

“Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido…”

… E o homem de Neandertal deixava a mulher em casa, cuidando da prole, enquanto ia atrás do “petisco” para a janta: algum dinossauro que desse mole e, às custas de toscas ferramentas, fosse capaz de subjugar. Enquanto isso, mamãe ficava em casa, sem saber se papai voltaria: imaginem a aflição dessa espera!…

Nada de divagações românticas! Estamos falando de encher a barriga dos curumins, certo? Caso papai não voltasse, a conclusão mais óbvia: “foi comprar um cigarro?” Não: o caçador, virou caça. E só. Era a mulher sozinha, dando conta da cria, numa terra inóspita. E olha, que não era uma “mulherzona” de 3m de altura, como as Na’vi de Avatar, não!

Falando em povo Na’vi, demos um salto bem grande na História e imaginemos a mulher de Colombo, ao receber a notícia da sua partida em busca do caminho para o Oriente, pelo Ocidente:

-Mulher, tenho uma notícia boa e outra ruim! (diz Colombo, entre excitado e consternado.)

-Que foi dessa vez, Colombo? ( a mulher, nem se assustava mais…)

-Sabe o que é?…consegui um patrocínio da coroa espanhola…mas, não sei quando volto nem, se volto…

A situação não seria tão hipotética, assim: foi retratada no excelente épico de Ridley Scott, “1492-A Conquista do Paraíso” 

Mas ninguém se lembra de dar os créditos à mulher do Colombo, ?!

bom, esqueçamos o revanchismo e continuemos nossa viagem na história…

A avó materna do meu marido tem 94 anos, cabeça branquinha, corpo miúdo, mais miúdo ainda pela curvatura dos anos. Mal fala e entende o Português. É uma legítima representante do povo brasileiro porém, proveniente de uma comunidade de pomeranos que colonizou algumas cidades, no interior do Espírito Santo. Ela teve 10 filhos e criou mais uns 6, numa roça auto-sustentável, onde todos trabalhavam; todos, estudaram até o nível superior. Ela, não. Era do tempo em que mulher ficava em casa e o homem é que saía para resolver “os causo” na cidade. Isso tem mudado bastante, mas ainda é comum, entre as mulheres pomeranas mais velhas, não saber se comunicar em português.

Imagem: FFFFOUND!

 

Minha avó materna, não pomerana, mas portuguesa, casou-se com um homem de cor, muito honrado; mas com muita certeza, à época da escolha, deve ter enfrentado preconceito. Tiveram 11 filhos.

Essas mulheres, mães de família numerosa, na verdade administravam o lar como uma micro-empresa, sem direito à cursinho prévio profissionalizante, dado pelo SEBRAE. Já pensou nisto?: 3 refeições/dia, para um monte de bocas famintas, falantes e muitas vezes, gritantes, fora os lanchinhos para a escola, trouxas e mais trouxas de roupa suja para lavar, à mão, passar, costurar, casa para arrumar, louça para guardar…Se não soubesse delegar funções, cobrar, punir ou premiar, como dar conta? E há pessoas que, com filho único e empregada, acham que desfalecerão…

Aí, eu lhe pergunto: quem é a “mulherzinha” aqui?…

Pulo, para os nossos tempos:

No subtítulo do meu blog, descrevi sucintamente: “casa, decoração, comidinhas e ideias…” Assuntos, portanto, de: “mulherzinha”… Mas será, que os papéis ainda são assim, tão demarcados?!

Hoje em dia, é cada vez mais frequente encontrar homens que, de forma consensual, trocaram de lugar com as mulheres no cuidado do lar e dos filhos. Sei que tenho uma plateia masculina, pequena e discreta; quero crer que estão por aí, acompanhando meus posts, caladinhos, mas atentos…

Já tive a experiência desagradável de receber comentários anônimos desrespeitosos, não só comigo, mas também extensivos ao público feminino que acompanha o blog. Há uma destilação de veneno, raivosa e preconceituosa, contra donas de casa que gostam de coisas de…”mulherzinha”!

Nesse mundo virtual, acabei conhecendo mulheres interessantíssimas! A maioria estudada, viajada, profissionais liberais que, acompanhando o ritmo dessas mudanças que varrem o mundo moderno, enxergaram na internet uma forma de facilitar a vida e até, divulgar o seu trabalho. Há muitas que montaram escritório e ateliê em casa, fechando negócios e encomendas via web. Outras trabalham fora, mas encontram na blogosfera uma válvula de escape para o stress do dia-a-dia; outras até estudaram e se profissionalizaram, mas fizeram opção por tornar-se “profissionais” do lar.

Mas há um preconceito em relação à essa mulher, que escolheu ficar em casa e cuidar dos filhos. Ela seria mais infeliz, mais burra, mais incompetente, por causa dessa decisão?!…

 

As “mulherzinhas” de hoje em dia, programam o pagamento das contas do mês pelo banco virtual 24h, participam da blogosfera, recebem as últimas notícias do mundo, on-line, fazem compras pela internet, acessam-na para escolher o cardápio do dia, mandam e-mail para os filhos e marido, convidando-os a um almoço especial, no mesmo bat-horário, no mesmo bat-lugar (ops! Mas isto é coisa dos “velhos” tempos!)…Tudo bem. É um certo exagero, mas de boba, desinformada, alienada, essa nova “mulherzinha”, não tem nada! Nunca teve!

Essa visão deturpada e superficial do trabalho da mulher, moldada desde os tempos antigos até os atuais, reflete o ranço preconceituoso e sexista de uma parte da sociedade.

Não se trata de guerra dos sexos, mas: saber valorizar a atuação de cada um.

E aí? Vai se ofender, se alguém lhe chamar, de: “mulherzinha”? Eu, não. O sou, com muito orgulho. “Gigante pela própria natureza” pode ser, o tamanho que desejar ser e não, o tamanho que lhe dão…

Mais no Bicha Fêmea?

Há vida após o casamento?

Organização como blogueira faz alguma diferença?

Você é confiante?

Filho de ecomãe, ecofilho é?

Enteado a vista no casamento. E agora?

48 comentários sobre “Mulherzinha? Eu?”

  1. Laély comentou:

    Lidiane, que prazer e honra me “ver” por aqui! Principalmente, sendo recebida nesta sua sala, de maneira tão elegante e acolhedora como você sempre o faz.
    Obrigada pela descrição tão honrosa. Nem sei se sou isso, realmente. Talvez, só mais uma “mulherzinha”, entre tantas por aí…rsrs
    Como sempre, relendo o que escrevi já teria mdificado uma coisinha aqui, outra ali, mas a ideia…continou a mesma! rsrs
    Vou convidar o pessoal pra nos prestigiar.
    Obrigada, mais uma vez.
    Abraço!

  2. Carol Santana comentou:

    A-DO-REI!!!! To aqui bege com o que li!
    😉
    Mulherzinha sim, com muito orgulho, e é isso aí! 😀
    Bjocas,
    Carol

  3. Lélia comentou:

    Parabéns Lidiane por esta atitude de convidar uma blogueira para participar.

    Com certeza foi uma excelente escolha.

    Parabéns a Laely pelo texto, assertivo e esclarecedor.

    Também me considero “uma mulherzinha do tamanho que quero ser e não do tamanho que me dão.”

    Grande abraço
    Lélia

  4. Cris comentou:

    Oi La, oi Lidi! Essa discussão rende…as pessoas tendem a criar estereótipos e se agarram a isso de qualquer maneira, não importa se vivem bem ou não… sabe aquela, cada um no seu quadrado? Cada um sabe o que é preciso fazer para ser feliz e não deve se envergonhar de suas escolhas, nunquinha!! Assino em baixo no texto e digo mais… tem muito crítico que a-do-ra-ria ser mulherzinha e coragem prá isso? Bjo lindas!

  5. Josi comentou:

    Acompanho o Sala da La diariamente e gosto muito da maneira como a Laély escreve, ou com “fala” das coisas do dia a dia, das novas idéias das comidinhas, enfim, das coisas de mulhersinha, sim porque não? Eu sou um bom exemplo dessa mulher que deixou de lado, escritório e vida profissional corrida e cheia de culpas pra cuidar dos filhos e da casa e continuar com meus trabalhos frelancer sem maiores dramas e stress. Agora citando uma outra mulhersinha “poderosa” pois é mãe, mulher, cantora e ainda escreve semanalmente num jornal de BH, a Fernanda Takai, “Nunca Substime uma Mulherzinha” vc pode se surpreender!
    Um beijinho Laély e um beijinho pra vc Lidiane!
    Parabéns ás duas pelso blogs

  6. Alice comentou:

    Conheço o blog da Laely a pouco tempo, nunca comentei, mas hoje não podia passar batido.
    Post perfeito, lindo.
    Sou “mulherzinha” e sou “profissional do lar” (adorei o termo), com muito orgulho. Cuido dos meus como ninguém, assim consigo dormir tranquilamente todas as noites sabendo que dei o meu melhor. Meus filhos são crianças educadas, muito amadas e felizes.
    Não abri mão da minha vida, de ter um trabalho que me realize, apenas adiei um pouco alguns projetos, mas sou muito feliz..

  7. Veronica Kraemer comentou:

    OI, Li, que delícia a Lá por aqui!!! Sou fã do blog dela há muito tempo, não perco um post!!!
    Realmente ela coloca suas idéias de uma forma que até conseguimos “enxergar” o que está dizendo, como neste texto lindo e tocante.
    O que seria deste mundo sem nós, as mulherzinhas, não é mesmo?
    Beijosssssssss e parabéns !!!
    Vero

  8. Roberta M. comentou:

    Láely de Deus, super ultra mega bem colocado!! Puxa, parece que vc estava lendo meus pensamentos hoje, pois pensei exatamente isso, sou dona de casa, mulherzinha mulherão, antenada, multifacetada e já vi muita gente torcer o nariz quando falo que sou dona de casa, até fiz um post sobre o título de dona de casa que me dei, tenho orgulho e gosto de estar onde estou!! Adorei, um beijão

  9. Carminha comentou:

    Vou dar exemplos de duas mulherzinhas:

    1. minha mãe. jornalista no início de carreira, hoje consultora de marketing e comunicação super respeitada no ES. Quando pequena, eu dava boa noite a ela por meio de bilhetinhos. na escola, moça do portão achava que nossa empregada era nossa mãe. Aliás, mamãe pagou supletivo para a empregada, para ela poder nos ajudar com as tarefas da escola. Valeu a pena? Claro que valeu! Sou também jornalista, e tento ser 10% da profissional que minha mãe é. sou toda orgulho dela. e babo pra falar sobre ela.

    2. minha tia. abandonou tudo pra cuidar de marido e filhos. acompanhou os primeiros passos, conhece os gostos de cada um, e os três “meninos” fazem absoluta questão de tê-la sempre por perto. até aprendeu a surfar!!!!! titia cuida com muita disciplina das contas da casa. meu tio nem sabe quanto ganha! titia toma conta de tudo com muita maestria. administra a empregada doméstica e ainda se ocupa com a minha avó, que já apresenta necessidade de cuidados especiais, do tipo atenção, fisioterapia, aulas de neuróbica, hidroginástica, corridas aos médicos, exames etc.

    Existe um cenário ideal? não. não existe. o fato é que é, sim, perfeitamente possível ser “mulherzinha” seja dentro de casa, seja numa corporação.

  10. Bicha Vó comentou:

    Nossa, esse termo mulherzinha é ruim demais mesmo!
    Era aplicado na minha juventude, bem lá atrás e usual àquelas infelizes que não tinham iniciativa para superar os preconceitos e ir a luta à cata da sobrevivência…não eram as meretrizes, mas as pobretonas que moravam em cortiços, favelas e muito discriminadas.
    Felizmente o mundo girou 180° e hoje só é mulherzinha mesmo quem nasceu para a coisa. Via de regra vejo um exército de batalhadoras, donas de casa, investidoras, administrativas, profissionais liberais dentre outras ocupações, mãe, esposa, amante e ainda MULHER…
    A ti Bicha parabéns pela escolha da convidada e a Láely, pela mulher que é!
    Beijocas às duas
    Bicha Vó

  11. Rita comentou:

    ADOREI !!!

    Larguei tudo pra cuidar da minha casa e da minha família e no início me sentia menor por causa de tanto preconceito…mas, depois que criei o blog e conhecí um monte de gente, e aprendí horrores (e aprendo todo dia) e crio, e decoro, e invento…sei que foi a melhor coisa que eu fiz!

    Trabalho muito dentro da minha casa, mas sou feliz assim!

    Mulherão!!! rsrs

    Beijo! excelente post!!!

  12. Deusa comentou:

    Mulherzinha…..termo muito prejorativo…..temos uma vida tão agitada e tantas profissões ao mesmo tempo,lavadeira,cozinheira,mãe,passadeira,amante,motorista,professora,terapeuta,psicologa,sexologa……..podia ficar horas nos intitulando…parabens pela convidada….ela sabe o que diz.
    Beijos
    Deusa
    vasinhos coloridos

  13. Silvana Mello comentou:

    Mulherzinha com muita honra. Concordo e assino embaixo.Engraçado, outro dia mesmo estava conversando com marido sobre o fato das mulheres “terem” que dar conta de tantas coisas. Afinal, alguma coisa acaba ficando pelo meio do caminho. Provavelmente nós mesmas.rsrsr De alguma forma uma grande maioria de homens, penso eu (nem saberia medir estatísticas, estou aqui chutando), está bem acomodada com essa situação. É, acho melhor não começar a falar. Acho que vc tem material farto para um outro post, não Lidi? Que tal? Quantas mulheres nós somos ao mesmo tempo, além da mulherzinha?? Bjuss

  14. Tita Carré comentou:

    Oi, adoro teu blog,tudo sempre muito lindo e criativo por aqui, beijokas
    http://agulhaetricot.com
    http://agulhaetricot.blogspot.com

  15. Natalia Assunção comentou:

    Gosto de ser “mulherzinha”, atuante, questionadora e acima de tudo feliz em minha condição de mulher/mãe. A profissional está de “folga” sem data prevista para retorno. Mas isso não significa falta de sangue nas veias. O mundo está aí e cada um, homens e mulheres buscam experimentar papéis e estruturas familiares diferentes. Beijocas, belo texto. Obs: Seu marido só quis protegê-la.

  16. Soll comentou:

    Lidi querida… nem me fale em “matar” plantas! rss
    Olha… eu sou um fracasso em jardinagem…consegui matar um cactos… (alias varios, mas vou deixar assim pra não assustar muito! rss).
    Mas é isso ai…nada de desistir! Mas pra frente vou comprar umas mudinhas para minha horta…
    Depois vou tirar foto pra voce ver as unicas que consigo cuidar, umas folhagens que ficam em umas bolinhas de gel. Essa são suuuper faceis!
    Beijo.
    Soll*

  17. Dricca Kastrup comentou:

    Ora, ora, Lidi, esta convidada é porreta !! Parabéns por mais uma escolha super acertada !

    La, outro dia, aqui em casa, recebemos um casal de amigos e, certa altura da conversa, convidei a moça pra uma outra visita, em outro dia, sem a presença dos maridos, pra gente conversar assuntos de mulherzinha. Não é que os respectivos tiveram um treco ? Subiram nas tamancas pra dizer bem alto que não somos mulherzinhas, mas mulheronas ! Rimos tanto, eu e ela, mas mantivemos o ‘mulherzina’. Realmente, acho que eles não entendem muito bem esse termo…

    bjobjo nas duas !

  18. yvone comentou:

    Lidi que prazer encontrar a Lá aqui por aqui.
    Como sabe ela é bonita, magra, elegante, inteligente e quando eu crescer quero ser “mulherzinha” igual a ela.
    No momento estou renascendo de muiézinha para mulherzinha…

    Imagina a avó colocar na mesa comida para 11!
    11×3=33 + 2 adultos x 3 = 39 refeições por dia, fora os lanchinhos!!!! Isso lá era coisa de mulherzinha???
    Só se for para a outra encarnação!
    E um viva para as néos-mulherzinhas!
    Adoro os posts da Lá e é sempre bom passar por aqui para trocar figurinhas exclusivas.
    Parbéns mais uma vez!
    beijos Lá, mandou bem!

  19. Priscila comentou:

    Uhuuuu! Adorei!!!
    Ótimo texto da Laély, disse tudo e mais um pouco!!!!
    bjs …..

  20. eliene vila nova comentou:

    Oi Lidi
    parabéns pela convidada, a Laély é realmente uma pessoa fora do comum e mais que especial.
    Tive o prazer de poder lhe dar um abraço real e ela é linda e a inteligência em pessoa mesmooo.
    E Lá minha amiga bem que eu gostaria de ser chamada de mulherzinha, mas o meu tamanho (que insistiu em crescer apenas para os lados) sempre impedem o ‘inha”,kkkk
    parabéns amiga.
    texto profundo
    beijos

  21. Laély comentou:

    rsrs!
    Yvone, obrigada minha amiga! Depois passa lá, pra pegar a sua recompensa pela propaganda boa que fez de mim. KKKK!

    Josi, e não é que me esqueci citar esse livro da Fernada Takai? Mas eu já fiz um post sobre ela e tudo de bom que essa “mulherzinha” linda faz, inclusive.

  22. Viviane comentou:

    Uauuu!!! Esse texto da Láely é muito bom e como vc sempre diz Lidi isso rende um trololó daqueles. A Lá disse tudo, sou sim mulherzinha.

    Ah! Quanto a necessaire que viu lá no blog, essa aqui http://amocraft.blogspot.com/2010/02/necessaire-by-me.html fui eu quem fiz.

    Parabéns pela convidada!

    Beijos!!!

  23. ruby fernandes comentou:

    clap,clap,clap, a mulherzinha aqui do outro lado da tela aplaude a Laèly de pé!
    Engraçado é que acabei de fazer compras de supermercado pela internet, paguei contas on line e fiz minhas aulas de francês na escola virtual! Achei que a La tivesse uma bola de cristal porque ela falou tudo no texto, hahahahha.
    Bjo bjo para vocês duas *Ü*

  24. teresa esteves comentou:

    Nossa,Laely…Vim aqui pra te diizer que adorei este post!Hoje mesmo eu estava comentando com o meu marido sobre a situacao das mulheres modernas e todas as inversoes de valores da sociedade atual…Tanto se tem exigido das mulheres ultimamente,que fica dificil saber o caminho certo a percorrer…Vejo mulheres discriminadas porque trabalham tanto fora que nao tem tempo pra sua familia ,e acabam sendo acusadas de maes ausentes e esposas relapsas…Outras,que optam por se dedicar ao lar,sao chamadas de “madames”…Como se cuidar de criancas,casa,comida e demais exigencias domesticas fosse sinonimo de “glamour”!
    As vezes,acho que as mulheres modernas estao diante de uma esquina da grande historia humana,vislumbrando um novo horizonte a ser desvendado…Como se fosse nos tempos das descobertas maritimas…Ha la fora um grande oceano de possibilidades humanas pra ser conquistado…Resta-nos usar a nossa intuicao feminina e tomar o nosso novo lugar na nau desta nova epopeia!
    Um grande beijo no seu coracao e no de todas essas admiraveis mulheres deste mundo novo!
    Teresa

  25. Gi - Oh so Jolly! comentou:

    Adorei o texto Laely!!! Disse tudo!

    Bjocas Lidi e Laely =)

  26. Cynthia Le Bourlegat comentou:

    Lidiane: Não conhecia seu espaço, adorei!
    Laély: adorei o tema escolhido, é tudo que a gente quer dizer, e foi muito bem escrito como sempre!
    beijos pras duas

  27. Katia Bonfadini comentou:

    Meninas, adoro as duas, sigo os dois blogs e acho que a entrevista não poderia ter sido mais rica e interessante! Parabéns às duas pelo bom gosto, inteligência e carisma! Beijos!!!!

  28. Bia Cardeal comentou:

    Adoro a La e o blog dela!
    Muito bem colocado seu texto!
    Sou feliz trabalhando em casa, como ilustradora free-lancer, quilteira e professora de patchwork. Assim pude companhar de perto o desenvolvimento de meu filho, que hoje tem 12 anos. Agora, com ele já mais “crescidinho”, e eu com 41 (!), voltei pra faculdade! Quer coisa melhor?
    Bjs!

  29. Marilia Alves comentou:

    Lidi, ainda sumida do mundo blogueiro por conta da saga do dente, mas dei uma passadinha aqui pra mandar um abraço e me deparo com esse post da nossa amiga.
    A dor até parou.
    Foi demais, achei ótimo, o jeito dela se comunicar e como ela colocou a questão de escolhermos ficar em casa não significa menos trabalho, ao contrário muito mais, tudo foi ótimo.
    Creio que muitas mulheres que passam por essa conotação de “ficar em casa” é sinônimo de não fazer nada, deveriam ler esse post.
    Parabéns à você por reconhecer ótimos posts e parabéns à nossa amiga por faze-lo.
    Bjs

  30. Rita de Cassia comentou:

    ADOREI!!!!!
    Vou contar um segredo: todos os dias agradeço por ser mulher. Acho muito mais interessante, sem entrar nessa de guerra dos sexos. Ser mulher é muito mais completo, acho um privilégio.
    bj bj bj

  31. Daniela( Amor Através das Mãos) comentou:

    Aplausos à Dr. Laély !!!!!!!!!
    Mulher porreta essa , não tem papas na língua e calou a boca de muita gente por aí que acha que cuidar da casa e filhos é ser uma tapada. Sou mulherzinha sim, optei cuidar do meu lar e filhos e não me arrependo, como sempre digo, não há preço que pague ver meus filhos bem criados, não perderia isso por salário nenhum, pude fazer essa escolha e sou muito feliz assim.
    Parabens Lidi pela convidada de honra!
    Beijos da Dani…

  32. Patricia comentou:

    Parabéns a Laély pelo texto.
    Sou mulhersinha sim, com orgulho!
    bjos a Laély e a vc. Lidi pela escolha da convidada.

  33. Susi comentou:

    Lidiane, feliz escolha a de trazer Laély.
    Tenho o maior prazer em ser amiga e fã dessa “mulherzinha”.

  34. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Oi, meninas!

    Queria agradecer a vocês por terem dado um colorido especial ao Bicha Fêmea no post da Laély.

    Agradeço a Laély antes de mais nada, por ter colocado um assunto tão importante em pauta: o preconceito que existe contra as mulheres que dão importância as coisas ligadas ao lar e não têm vergonha de assumir isso.

    E a todas que comentaram, meu agradecimento em especial, porque nos desdobramentos dos comentários é que está o melhor do Bicha Fêmea. Obrigada por tantas colocações inteligentes e importantes.

    Beijos e abraço virtual em cada uma de vocês que fazem o Bicha Fêmea comigo. 😉

  35. Simone P. Cardoso comentou:

    Gostei desse cantinho, não conhecia, prazer em conhecer!!! Através da Laely onde bato cartão.

    Adorei o texto. E os comentários das leitoras são tudo de bom também. (Adorei a ti que aprendeu até a surfar e mãe jornalista. Bem legal mesmo).

    Bjos

  36. Irene Moreira comentou:

    Babei … maravilhoso tudo que li e digo que me sinto e sou uma “mulherzinha “com muita honra.
    Parabéns Laély e aguarde a minha visita.

    Parabéns Lidi por nos proporcionar esses encontros com suas convidadas – que valem com c erteza estarem em Foco.

    Beijos e Bom final de semana

  37. Cristina João comentou:

    Meninas vocês arrasaram!!
    Não podia ser outra que não a Láely a convidada/homenageada da vez. Essa menina é bárbara. Dá pra passar o dia inteiro lendo e relendo seus textos. Ela é demais.
    Parabéns Laély, você merece amiga!!
    Quanto ao post da “mulherzinha” é complicado né…eu sou mulherzinha convicta, daquelas de antigamente e me orgulho disso, Não trabalho “fora”, olha que antiguinho, por opção, parei para ser mãe em período integral, decidi assim e quando ouço aquela piadinha: “Afinal, alguém tem que trabalhar!” eu respondo: “Se alguém tem que trabalhar, que seja ele!!!
    Beijos grandes e parabéns,
    Você merece, aliás vocês merecem!!
    Beijos,
    Cris João.

  38. Laély comentou:

    Obrigada po todos os comentários carinhosos, respeitosos e solidários, “mulherzinhas”. rsrs

  39. Fernanda Reali comentou:

    Adorei o texto e gosto de tudo o que leio no blog da Laély. Lidi, obrigada pela escolha. Ganhamos muito com esse texto.
    Bjs

  40. Fernanda comentou:

    Adorei, Laély!
    Parabéns pelo texto, ainda bem que me deixaste a indicação no meu blogue.
    Foi exactamente isso que eu falei na entrevista, entre outras coisas, que a dona-de-casa é a gestora de uma micro-empresa, ela é ecónoma, contabilista, e executa todas as tarefas, muitas vezes com orçamentos familiares exíguos, sem levar a “empresa” à falência e ainda acham que é fácil?!

    Concordo com tudo, aliás, foi para abanar essa ideia estereotipada sobre a dona-de-casa que aceitei ir à televisão; defender um conceito moderno sobre a mulher que está em casa, como sendo alguém inteligente, instruída, ligada ao Mundo e activa!

    Bravo, mais uma vez, Lá!
    Adorei, realmente.

    Beijos

  41. SONIA CRAMER comentou:

    NEM ME INCOMODO DE SER CHAMADA DE MULHERZINHA, SOU BAIXINHA MESMO, RSRSRS. ATÉ PORQUE TENHO CERTEZA, QUE NA HORA “H” AQUELAS DIFÍCEIS MESMO, SOMOS TODAS MULHERÕES.
    PARABENS
    BJSS

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  50. Daiane cascini comentou:

    Adorei o texto, me fez pensar!
    Tenho um misto de preconceito e admiração com a mulher que escolhe ficar em casa e cuidar dos filhos.
    Meu preconceito vem do foto de ser criada por uma mãe que desde sempre teve que trabalhar para sustentar 4 filhos e que nunca teve tempo para ser ou ensinar esse jeito “mulherzinha” … então para mim é inconcebível não ser parte atuante nas contas de um lar, mas tenho certa admiração com quem escolhe esse papel, pois sei que é uma tarefa difícil e sem fim em contraponto tenho pena da mulher cuja a tarefa de cuidar do lar lhes é imputada sem outras oportunidades.

  51. Silvana comentou:

    Fascinante a sua visão sobre um assunto tão polêmico na nossa sociedade. Tenho o hábito de dizer que a mulher é quem domina (no bom sentido, a sábia edifica e a tola destrói). Basta que ela tenha entendimento disso e aceite essa realidade. Pelo que me consta não existe mediocridade numa mulher que ama cuidar do lar ao invés de encarar a corrida por uma carreira brilhante. Ela precisa apenas se sentir feliz com suas escolhas, se manter viva e informada pois se for olhar o que a sociedade nos seremos uma flor seca (tentando acompanhar algumas ditaduras) muitas mulheres perdem sua identidade na guerra sexista, tentando ganhar o mundo ocupando cargos maiores, e muitas vezes sua identidade fica deformada. Muitas mulheres bem sucedidas profissionalmente são infelizes no amor e na educação de seus filhos, claro que pra toda regra há exceção. Como eu disse antes é preciso ser feliz com suas escolhas.

  52. Fernanda Pedrosa comentou:

    Amei!!!!

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