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A educação dos homens e mulheres de amanhã…

Passear na blogosfera é bom, muito bom. Creio que você não questione isso, não é? Melhor ainda é quando você encontra num blog um jeito de escrever da blogueira, e de ver a vida também, que te ponha a refletir sobre algo. Eu valorizo isso, e muito, num espaço virtual que eu frequente.

Nem é preciso você concordar sempre com o que lê. Alguém já disse que a unanimidade é burra, e eu concordo com isso até demais. E enriquecedor mesmo é quando a troca de ideias, ainda que contrárias, se dá num nível tão maduro que a discordância talvez enriqueça mais do que se houvesse o contrário dela sempre.

Sabia que achei um espaço assim na blogosfera? Trata-se do Vida, comandado pela Luci. Respeito muito essa blogueira, demais até, e gosto de ler suas opiniões porque vêm de uma mulher madura, segura de si e da inteligência que possui, sem meias palavras e dona de uma redação limpa, elegante, coerente e objetiva.

Não poderia ser diferente neste post em que ela é a convidada de hoje. Luci discorre sobre como ela vê a quantas anda frouxa as relações mãe e filho hoje em dia, e fala com a autoridade de quem não precisou ter parido para ter a sensibilidade inquestionável de uma amorosa e sábia mãe. Só conferir…

Por Luci – Vida

Vocês não imaginam minha surpresa quando a Lidiane me convidou para escrever para o Bicha. Coração disparou!!! Depois dos olhos arregalados e um monte de interrogações na mente, esbocei um sorriso de felicidade, mas logo pesou a responsabilidade e dúvidas. A maior delas: escrever sobre o que? No final optei por escrever sobre algo que estava na mente e no coração naqueles dias. Vocês não imaginam o parto que foi pra esse filho nascer, mas aí se eu for contar, daria outro post.

É um assunto que realmente me preocupa e creio que aqui, onde passam tantas mulheres inteligentes, diferentes, conscientes, poderíamos trocar opiniões sobre. Afinal, é uma grande e difícil responsabilidade: educar os homens e mulheres de amanhã, até mesmo porque os queremos felizes.

Estava na cozinha lavando a louça do almoço, ouvindo Belchior e unindo minha voz a dele, quando uma briga entre mãe e filho, em um apartamento qualquer atrapalhou nosso dueto. O que mais chamou minha atenção foi a competição de quem gritava mais alto. E no meio da discussão, ouço o filho chamar a mãe de idiota, burra. O primeiro pensamento que me veio foi de que se eu tivesse feito algo parecido quando criança, com certeza não teria passado impune.

Eu e meu irmão apanhamos um bocado (não vou entrar no mérito do merecimento EmoticonBigSmile) Ela pegava a primeira coisa que via pela frente e a mais usada era a fita métrica, já que ela estava sempre no seu pescoço, pois era costureira. Toda vez que mamãe comprava uma fita nova, nós tratávamos logo de arrancar aquela parte de metal pois não éramos bobos nem nada.

Mas tinha o outro lado. Mamãe sempre foi muito carinhosa. Adorava abraçar, beijar, brincar, até rolar no chão com a gente. Foi assim por toda a vida. Ela faleceu há 3 anos vitima do mal de parkinson e demência parkinsoniana (que só 20% dos parkissonianos têm e que é igual ao Alzheimer) e até o final ela não perdeu isso, o ser muito carinhosa. O que mais sinto falta é justamente dos seus abraços e cafunés, dos chamegos. Além disso sempre conversou muito conosco e nunca nos deixou sem respostas. Conversávamos muito e mesmo adultos, era nossa melhor amiga e a quem recorríamos sempre para pedir conselhos.

Definitivamente apanhar como muitos apanhávamos não é algo legal nem saudável, todos sabemos disso, mas o oposto, o não fazer absolutamente nada, também não.

embroideryetcetera.com Uma coisa que me preocupa muito é a educação que as crianças vem recebendo há alguns anos, ou a falta dessa educação. Houve um tempo que jovens que faziam coisas erradas, eram favelados, baixíssima renda. Hoje estão em todas as classes sociais. Vejo que o que antes era exceção, está se tornando regra. Vejo crianças gritando com os pais sem nenhum respeito, algumas vezes até batendo. Vejo pais gritando com filhos e esses nem olham pra eles e continuam fazendo a mesma coisa como se nada estivesse acontecendo. Vejo pais que não conseguem sustentar um “não”, pois para ficarem livres da insistência da criança (que é bem esperta e já aprendeu o truque,) acabam cedendo ou para abrandar a culpa de não poderem estar muito presentes. Vejo pais sem tempo para conversar com seus filhos pois quando chegam do trabalho, as crianças estão dormindo, ou chegam tão cansados e já com outras coisas para fazer, que não param para dar alguma atenção, algum carinho. Enfim, é uma série de situações que conhecemos bem, que todos nós presenciamos na família ou entre amigos.

Não sou a favor de bater, mas acho que um castigo é sempre bem vindo. Impor limites é fundamental. Porém acima de tudo creio que o que falta é demonstração de amor. Dizer “não” é um ato de amor. Sentar para “conversar” é um ato de amor. Não ficar aos gritos, manter a firmeza no que fala é um ato de amor. Dar exemplo através de suas atitudes é um ato de amor, pois as crianças aprendem muito com o que vêem. Parar para dar carinho e atenção é um ato de amor. Saber impor limites é um ato de amor. Vejo crianças, jovens, adultos que desconhecem os valores mais importantes da vida. As famílias não estão ensinando esses valores, porque muitos dos pais de hoje já foram criados sem eles. E o mais importante deles, que é o respeito, está se perdendo.

“As crianças são o futuro”. Pelo que vejo hoje, tenho medo de como será daqui mais uns anos. Como serão os filhos dessas crianças, desses jovens? Que adultos se tornarão? Que tipo de profissionais serão? Que famílias formarão?

Creio que todos nós podemos ajudar para que esse quadro mude. Sempre podemos doar algo a uma criança, a um jovem que esteja em nossas vidas. Não tive filhos, mas a vida colocou muitos filhos na minha vida e eu sempre tentei dar a eles algum valor e carinho.

Imagem: Embroidery Etcetera

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31 comentários sobre “A educação dos homens e mulheres de amanhã…”

  1. Luci comentou:

    Ó menina bonita, você me fez chorar aqui viu? Depois de ler o que você escreveu sobre mim tive que parar um pouquinho e respirar fundo antes de escrever aqui.
    Muito obrigada pelo carinho e pela confiança em me convidar para escrever pro Bicha, é uma p*** responsabilidade.
    Parabéns a você por ter feito esse cantinho tão importante, que só tem crescido e se tornou um ponto de parada importante na blogosfera.

    beijo grande e carinhoso.

  2. Raquel Machado comentou:

    Oie conheci a Luci faz poucos dias devido a blogagem coletiva que ela esta propondo mas pelo que senti ela é uma pessoa muito simpática e experiente mesmo. Sobre o assunto acho que hoje em dia as coisas são muito diferentes. As famílias não são mais famílias é um “junta, junta de tudo que é lado” talvez eu seja um pouco que nem minha mãe e acredite que a família é o alicerce da sociedade mas quem cresce sem pai nem mãe ou com um pai de um lado mãe de outro acho que a coisa fica meio confusa sem contar nos vários casos de pedofilia que vem acontecendo e pai que abusa de filha irmão de irmã…é um absurdo. As crianças precisam de direção, de um lar e de segurança e carinho. Concordo plenamento com a Luci quando ela disse que nós é que damos o exemplo então acho que é hora de parar e pensar que exemplo estamos dando para as futuras gerações que veem por ai? Bjks

  3. Dricca Kastrup comentou:

    Lidi e Luci, esse post ARREBENTOU !

    Concordo e assino embaixo !

    E vou dar meu pitaco, porque senão não seria eu rsrs.

    Esse assunto tem tudo a ver com aquele outro que discutimos antes, né?

    Essa falta de limites das crianças e adolescentes é consequência também da revolução sexual, que colocou as mulheres no mercado de trabalho e longe dos filhos.

    As mudanças sociais acontecem como um pêndulo, saem de um extremo pro outro e só mais tarde encontram o equilíbrio. E essa geração que tá aí foi criada lá no extremo do movimento do pêndulo, sem limites, pra fugir da repressão. A mulher pensou assim: “Eu fui criada com muita repressão, então vou criar meus filhos com total liberdade.”

    Claro que também não funcionou bem, então tenho esperança de que, talvez já na próxima geração, essa relação chegue ‘mais pro meio’ do movimento do pêndulo.

    Beijos e beijos, lindonas !!

  4. Giane comentou:

    Oi Meninas. Lucy, que post fantástico! E desse assunto, eu conheço bem e principalmente por um outro lado.

    Eu, pessoa de 25 anos, que foi muito bem educada (e tbm apanhou de chinelo) pelos pais, comecei a ficar ‘de cara’ com a atitude das crianças aqui na Europa. É geral e até então achava que era somente aqui. Crianças que gospem no rosto dos pais, que xingam, falam palavrões e os pais apenas dão aquele sorriso sem graça e dizem que a criança ‘tem um genio dificil’. Já segui essa rotina de perto por mais de 3 anos, pois já fui babá em pelo menos 5 famílias.

    Os pais, dizem que foram ‘muito mal tratados’ pelos pais e não querem que os filhos passem pelo mesmo. Eu concordo, criança não precisa e não tem que levar surra. Mas cá entre nós, umas boas palmadas funcionam bem.

    Hoje, adulta, entendo bem os motivos que meus pais tiveram em serem tão duros comigo e agradeço a eles por isso. Não sei que tipo de pessoa adulta eu seria hoje se não fosse pela boa educação em casa recebida.

    Meus pais também foram sempre muito carinhosos e atenciosos. Sempre souberam quem era meus amigos e procuravam conhecer os pais dos meus amigos também.

    Concordo também com a Dricca! As mães fora de casa contribuiram pra isso, se sentem culpadas por não terem tempo para os filhos e acabam cedendo em tudo, exatamente da mesma forma que acontece aqui.

    Por isso que hoje em dia eu falo, que só terei filhos se puder eu mesma cria-los! E com isso eu quero dizer, levar na escola, ir em reuniões, conhecer os professores, acompanhar o desenvolvimento da criança e saber o que se passa no dia-a-dia.

    Como eu já pude presenciar antes, esse assunto é polêmico! rs Mas como ‘cuidadora’ e alguém que quer filhos, já tenho minha opinião formada há tempos.

    Beijos e mais uma vez, parabéns pelo post, Luci =)

  5. Michele comentou:

    Oi…obrigada por ter conhecido meu cantinho!!!

    Só para avisar o meu Flor de Cheiro não irá fechar, continuará na ativa…
    Só ganhei um novo espaço.

    Grande Bjo

  6. Katia Bonfadini comentou:

    Lidi, adorei o texto da sua convidada hoje. Ultimamente aconteceu um caso na minha família onde uma mãe não conseguiu dizer “não” ao filho e depois começou a passar mal fisicamente em decorrência da situação. Sofreu por uns dois ou três dias porque não soube negar o que deveria ter negado por amor ao filho. Concordo plenamente com a frase “Dizer “não” é um ato de amor.” Algumas vezes, acho que mães não conseguem dizer essa palavra, mesmo sabendo que estão fazendo um mal enorme ao filho, aceitando tudo o que lhes é pedido. Quantas vezes ouvimos histórias sobre mães de viciados que não negam dinheiro para que os filhos possam comprar mais drogas? Eu não sou mãe nem pretendo ser, mas imagino que essa é uma das situações mais difíceis nessa relação. Beijos!

  7. Luciana Casado comentou:

    Lidi, parabéns pela convidada de hoje!
    Luci, tu falou e disse tudo que anda atormentando minha cabeça… E acho que não só a minha, a de várias pessoas que estão vendo as crianças indo para um caminho bem diferente daquele que seguimos e que queremos para os nossos filhos…
    Medo, é isso que sinto quando penso na próxima geração.
    Mas talvez uma certa esperança, por ver que não apenas eu e algumas amigas pensamos assim.
    Bjus, Lu

  8. Elaine Battistel comentou:

    Lidi e Luci,

    Mandaram muito bem! Ótima abordagem do assunto educação. Por mais difícil que seja impor limites e fazer tudo isso que foi mencionado pela Luci (e é difícil pra caramba), tem que ser feito, é a responsabilidade que tomamos para nós quando decidimos ter filhos ou somos referência para alguma criança. Infelizmente hoje existe a disseminação de que tudo traumatiza a criança, vc não pode fazer nada que não haja alguém já te dizendo isso ou aquilo.
    Outro dia, o Gabriel ficou de “pensamento” (castigo) na escola e a professora veio me informar o que havia ocorrido. Percebi um tom até temeroso nas palavras da professora, ao que eu falei que se ele fizesse algo errado deveria mesmo haver algum tipo de reprimenda, percebi até um certo alívio por parte dela. Isso pq vejo constantemente mães desafiando professores na frente da criança, sem ao menos refletir o que ocorreu realmente e as implicações disto.
    Aqui em casa, não permito desrespeito das crianças com os adultos, quem quer que seja. Eles nem sequer levantam a voz para nós, quanto mais xingar ou bater…porém é difícil ver meus filhos serem considerados bobinhos pelos amigos pq são do jeito que são, mas continuo remando contra a maré e fincando o pé no que acredito.
    Já fui em festas de aniversário em que o gerente da festa veio até nós nos parabenizar pelo comportamento das crianças, pois dizem que veem as coisas mais absurdas acontecerem.
    Quando ouço outras mães reclamando do comportamento dos filhos em lojas, restaurantes, casa de amigos, etc fico aliviada por ser “linha dura” e nos dou (a mim e meu marido) os devidos créditos. Mas ó, sou “linha dura” meio soft, pq tb adoro abraçar, apertar, beijar, pegar no colo (mesmo que eles estejam enormes). Porém não sou a bambambam e nem expert no assunto, mas não tenho medo de impor, de ir contra a maioria. Tenho medo de errar feio, mas faz parte da aventura de ser mãe. E por fim, sempre, sempre, sempre me questiono e vou avaliando se se poderia melhorar ou mudar algo.
    Luci, belo texto, me levou do riso à reflexão. Vi lá no seu blog o convite à postagem coletiva de aniversário e estou corredno com minhas coisinhas para poder participar!
    Bjs, Elaine

  9. Eliene Vila Nova comentou:

    Olá
    Que maravilha as palavras da Luci, pois estava justamente falando sore esse assunto ontem com uns amigos, com certeza impor limites é um ato de amor.
    Levei boas surras da minha mãe quando era criança, que sei que mereci pois era danada demais, não cresci revoltada por causa disso e muito menos traumatizada.
    Fico triste em ver como muitos filhos não sabem o que é respeito, não sei se é excesso de liberdade ou falta de educação mesmo, pois educação é algo que você aprende em casa, infelizmente muiotos pais pecam por achar quei sso é obrigação da escola, mas não, é em casa pelo exemplo que somos educados.
    Um belo texto, uma ótima reflexão.
    Parabéns Luci, parabéns Lidi, sucesso hoje e sempre.
    beijos

  10. Cláudia Ramalho comentou:

    Oi, Lidi!

    Deixa eu fazer umas considerações; se eu disse que esta é a coluna favorita do Bicha para mim, vc ficaria enciumada? Não é que eu goste mais dos textos de suas cinvidadas, longe disso. É que cada vez mais eu adimiro a diversidade de assuntos abordados aqui. Além do seu tino para farejar blogueiras gente boa. Mais ainda: sempre tem a surpresa e expectativa sobre o que vai rolar na quarta feira por aqui…

    Parabéns mais uma vez pela escolha.

    Agora deixa eu parabenizar a convidada, né?

    Luci, que texto lúcido, coerente e pé no chão. Sou como a Elaine, “linha dura meio soft, pq tb adoro abraçar, apertar, beijar, pegar no colo (mesmo que eles estejam enormes)”. Aqui em casa não tem vez para mácriação. Escreveu não leu… vai de castigo e perde direitos.

    Sou adepta da pena restritiva de direitos e privativa de liberdade, nada de maus tratos… kkkkkkkk Elas até já sabem quando estão merecendo uns apertos nos parafusos…

    Isso me lembra uma vez um caso que aconteceu com um coleguinha de sala da minha irmã, há quase 20 anos. Sumiu um lápis com borracha perfumada dela e apareceu no estojo dele. Ao ser chamada, a mãe do garoto jurou que havia comprado o tal material. Ocorre que era algo que havia sido comprado numa viagem, bem exclusivo mesmo.

    Resultado, outro dia, o garotão estava na capa da Gazeta, preso por ter dado um golpe num banco. Se a mãe tivesse castigado quando criança o mau comportamento, ele não teria ido tão longe. Desde criança ele já mostrava o que se tornaria.

    Um abração.

  11. Rafaela comentou:

    Adorei o texto e a convidada e acho que vc tem toda a razão… navegar pelo mundo dos blog é muito bom e encontramos pessoas do tipo gente como a gente e tbm aquelas que admiramos.

    Mais uma vez, parabéns pelo post!

  12. Michelle comentou:

    Amei, Lidi e Luci parabéns!!!

    Esse texto é o retrato do que realmente está acontecendo…

    Bjão.

  13. Rose comentou:

    Oiiiis…afff…cada convidada hein Lidiane uma historia mais emocionante que a outra.
    Parabéns meninas!!!

  14. Soll comentou:

    Oi Li…
    Adorando receber sua visita diaria em meu blog. rss
    Legal que gostou do Dr. Bacteria…também já aprendi bastante coisa com ele.
    Vi o post de hoje e aproveitei pra dar uma passadinha e ler o que as outras “bichas convidadas” escreveram. Gostei muito do que vi…principalmente do que voce escreve de cada convidada…escreve com carinho…e como voce mesmo diz…sem afetamentos! rss
    Beijo bonita.
    Soll*

  15. Luci comentou:

    Raquel, obrigada! Realmente família é super importante, não é? Deveria ser nosso porto seguro. Sobre os casais separados e a formação de novas famílias, os pais deveriam ter em mente que quem se separa é marido e mulher, pai e mãe jamais. Muitos conseguem passar segurança e levar bem a formação de novas famílias.

    Oi Dricca! Que bom que gostou!!
    Olha eu diria que essa fase de fui criada com repressão e vou dar liberdade começou há algumas gerações. Tem também a descoberta que bater e castigar filho deixava traumas. Outro dia vi uma reportagem que criança que apanha tem problema de crescimento. Bem, eu apanhei e não foi pouco não e tenho 1,68 e irmão 1,72… Creio que a palavra é equilíbrio e muita gente não está se perdendo, afinal educar filhos dá trabalho, né mesmo? Requer tempo e dedicação.

    Giane, obrigada!! Nossa, que experiência hem? Eu acredito mesmo que muitas vezes as crianças têm determinado comportamento para chamar a atenção dos pais, sabia? E eles não se dão conta disso. Bom mesmo você viver isso tão de perto, com certeza vai ajuda-la quando seus pimpolhos vierem .

    Oi Luciana! Uma dose de medo é sempre bom. Ter o olhar ao redor também, pois analisamos e podemos nos questionar e tentar ser melhor. Esperança!! Sempre!!!! Tem ótimas mães por aí !!!

    Elaine menina! Você me fez lembrar de quando eu era professora de Jardim de Infância.. Quando alguém começava a aprontar eu chamava e colocava sentadinho e dizia que era para descansar um pouco. “Mas tia, eu não to cansado” “Ta sim, tanto que ta fazendo besteira de tão cansado…” 😀 Respeito é tudo né mesmo? Sei como se sente nisso das suas crianças serem diferentes das outras, serem chamadas de bobos, isso aconteceu comigo qdo criança, mas um dia eles vão te agradecer por isso, com certeza!
    Ebaa!! Que bom que vai participar da festa do Vida!!!!

  16. Luci comentou:

    Eliene, obrigada! Ó eu também não sou revoltada nem traumatizada viu? Claro que não precisamos mais usar isso, se bem que minha mãe dizia que Deus fez o bumbum pra levar as palmadinhas que precisasse 😀 Olha, isso de achar que é a escola que tem que educar é a maior furada. Nada nem ninguém pode substituir a educação em casa e é por isso que vemos como está hoje a relação aluno/professor, uma tristeza. Aprendíamos que tínhamos que respeitar a professora assim como respeitávamos nossos pais. O que vejo é que a geração mais nova de pais já foi educada de forma errada, ou nem foi educada, então como saber educar? Não é mesmo?

    Claudinha, obrigada querida! Mas isso que você e a Elaine faz é o equilíbrio. Saber a hora de brigar e a hora de acarinhar. Isso é amor! Minha sobrinha foi criada assim desde pequenina, muitas vezes ficou sem pc, sem ir a festinha, sem tv.. mas também teve muito beijo, abraço e carinho e tenho certeza que é assim que ela criará seus filhos. Ela tem consciência de que tudo é feito por amor e para o bem dela.
    Que história triste hem amiga? E tem muitas assim por aí, infelizmente!

    Rafaela, Michelle e Rose, que bom que gostaram!!! 

    Lidi, nem perguntei se podia sair escrevendo aqui, né amiga? Mas fiquei empolgada com o retorno das Bichas 

  17. Denise comentou:

    Parabéns pela iniciativa, Lidiane! E parabéns à querida Luci por tocar em um assunto polêmico. Uma frase do texto define o que penso: “saber impor limites é um ato de amor”.
    Beijos

  18. Irene Moreira comentou:

    Olá Lidi como gostei do que a convidada Luci escreveu de uma forma que sentimos que cada palavra, cada frase, saiu do fundo de seu coração deixando transparecer seus sentimentos e opiniões que a vida foi mostrando e criando um amadurecimento natural e necessário para se enfrentar o dia a dia. O mais importante que falta a todos os pais é manter sempre vivo” um ato de amor” para com seus filhos onde ,com certeza, estariamos com um mundo mais repleto de jovens preparados para seguir uma vida digna e conquistando seu espaço. Gosto muito de ler os diversos assuntos e experiências de vida que estão espalhados por essa blogosfera e nunca fui uma pessoa de escrever bonito, mas aqui a gente vai aprendendo a colocar o que sente nas postagem e quando menos esperamos conseguimos transmitir uma mensagem que vem a ajudar as pessoas no momento e hora certa e vice versa. Parabéns !!!

  19. Lidia comentou:

    concordo com vc linda , tambem me preocupa a educação das crianças e dos adolescentes , acho que a falta de limites e o mais importante
    bjs amei o texto

  20. chica comentou:

    Adorei a espontaneidade do depoimento sobre um tema que poucos resolvem falar. Legal! E limnites são sempre necessários.beijos,chica

  21. Leticia comentou:

    Luci e Lidi,
    adorei o post e concordo em vários pontos! Não tenho filhos e talvez a experiência fale ao contrário… mas não totalmente. Tenho dois enteados e já vejo várias diferenças entre a minha educação e a deles. Fui educada de forma super rígida e com muito respeito aos mais velhos.
    Vejo como os professores sofrem com as crianças de hoje em dia. Converso muito com a minha mãe sobre isso, que é educadora aposentada.
    Parabéns pelo post! E prometo dar uma passadinha no Vida assim que as coisas acalmarem!
    Beijos
    lelê

  22. Heloisa comentou:

    Lidiane e Luci,
    Gostei muito do texto. Realmente, hoje, a família está bem desfacelada e as crianças crescendo num clima de total liberdade.
    A saída das mães de casa é fato consumado. Não dá para ser diferente, mas é preciso uma preocupação para adaptar os horários, tanto da mãe como do pai (que tem que assumir outras funções) a fim de que as crianças não tenham prejuízos. Os pais precisam estar presentes. Precisam conhecer e manifestar amor aos seus filhos.
    E a manifestação de amor inclui a adoção de limites. Só com limites, a criança estará sendo educada para a vida. Os limites é que lhe darão a noção, entre outras coisas, do respeito, tão importante para a vida em família e na sociedade.
    Esse é um tema que vale ser discutido.
    Bjs para as duas.

  23. Alethéa Mendes Casal comentou:

    Nossa, tb tenho medo deste futuro… aff… tantas crianças e adolescentes mau-educadas hoje em dia, por todos os lugares, com pais, professores, gente na rua… se acham os donos do mundo…

    Adoro a Luci e o blog dela!

    Beijos!

  24. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Oxe, Cláudia!
    Lendo teu comentário com a pergunta se eu ficaria enciumada por você gostar tanto do Bicha Fêmea Convidada em Foco, entrei em crise existencial, sem entender do porquê de isso causar ciúmes em mim. Lógico que não, bonita! Pois se é isso que enriquece o Bicha!

    Prezo pela diversidade de ideias no Bicha Fêmea e acho que isso é que deixa o espaço colorido, bonito e rico. Além de maduro, com alguma razão para existir e fértil, muito fértil para o aprendizado.

    Cada vez que alguém aceita meu convite eu fico em festa, porque sei o quanto isso vai enriquecer e agregar ao Bicha. Não há qualquer motivo para ciúmes, viu? Pode falar o quanto quiser que o Bicha Fêmea Convidada em Foco é o que você mais gosta por aqui. 😉

  25. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Ah, Luci!
    Nem precisa se questionar se pode sair escrevendo no Bicha Fêmea para interagir com suas novas leitoras. Pode, sim! Sempre! Creio que no fundo você sabe que isso sempre foi permitido e desejado por mim aqui no Bicha Fêmea, não é? 😉

    Viu que trololó arretado que deu? Achei Ó-TE-MO!!!!!

  26. Luci comentou:

    Lidi, sim eu sei da liberdade que temos aqui no Bicha 🙂 Obrigada! Esse é um espaço bem especial!

    Denise queridona! Que bom que vc gostou!!! E é isso mesmo, toda e qualquer atitude é sempre um ato de amor .

    Irene, é algo que sinto muito forte também. Nessa blogosfera encontramos tantas experiências de vida e todas importantes. Tiramos um pouco daqui, um pouco dali e isso nos faz crescer. E ó! Estive no seu blog e vc escreve bem sim, viu?

    Lídia, a vida sempre nos impõe limites e se não aprendermos a têlos na infância, como iremos encara-los na vida adulta, não é?

    Chica, aahh eu tenho essa fama viu? Falar o que não gostam de falar :D. Muitas vezes pago um preço alto por isso, mas sigo tentando. Você nem imagina como fiquei feliz com a reação positiva de todas que comentaram aqui. Confesso que fiquei meio insegura.

    Letícia, você vive um outro lado da história e bem complicado: enteados. Nossa! Imagino… eu também os tive!
    Ser educadora hoje é muito difícil, verdadeiras heroínas! Ah e vai mesmo lá no Vida! Sábado ele fará 3 anos e amanhã termina a promoção de aniversário.

    Heloisa, sim, o fato da mulher trabalhar fora é um grande desafio, mas conheço muitas que conseguem vence-lo, consegue conciliar. Porém é importante que ela tenha esse olhar e essa vontade, que saiba ver as prioridades, não é?

    Alethéa, obrigada querida! Também gosto muito de ti! E você com o Miguel aí na sua barriga, imagino quantas coisas passam por sua mente. Mas pelo que conheço de você, sei que saberá dar a ele uma boa educação.

  27. Luci comentou:

    Quero mais uma vez agradecer a Lidi o convite e a oportunidade de falar para as Bichas que frenquentam esse espaço.
    Quero dizer que fiquei muito feliz com o retorno que recebi sobre o testo publicado. De muitas eu já era amiga e foi bom interagir com Bichas novas 🙂

    No final, analisando, temos como principais pontos:
    – saber dizer não
    – saber impor limites
    – saber encontrar o equilíbrio entre os “castigos” e os carinhos.

    Enfim, saber amar!!!

    beijos prá todas e obrigada!

  28. ROSI COSTA comentou:

    Lidi e Luci

    Duas blogueiras a quem tenho tanto carinho abordando um tema tão atual.
    O texto está ótimo, como sempre. Concordo com as palavras e visão da Luci. Toda criança precisa de corretivo, sou a favor do castigo e do carinho nos momentos certos.
    Uma beijoca na bochecha de cada uma

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  31. Carol Santana comentou:

    Oi Lidi…
    Menina, tava verde de saudades do Bicha! E agora, bicha ponto com, arrasou!!!!
    Peço desculpas pelo sumiço, por não ter conseguido acompanhar o Bicha, por não comentar em todos os posts anteriores… Mas na medida do possivel porei a leitura em dia.
    Bom, esse post com a Luci, poyutz… Tudo de bom! Mas não posso negar que fiquei com um friozinho na barriga, sabe?!!? O meu filho esta a caminho, e Deus sabe como espero poder ser uma mãe que sabe educar de fato! E o quão dificil será essa tarefa!
    Ainda não consegui visitar o Vida, da Luci, mas assim que possivel lá estarei! 😉 Adoro suas dicas! Vc sempre acerta a mão nas leituras!
    E eu fico por aqui, matando as saudades do beeecha!
    😀
    bjocas, lindona!

    1. Lidiane Vasconcelos comentou:

      Carol! Que surpresa boa a tua visita. Dei umas olhadas no seu blog e notei que você estava sumida… também o que importa é que você está de volta. Espero que bem, hein?! 🙂

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