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Bicha Fêmea Convidada em Foco – Ruby

Quem ilustra o espaço Bicha Fêmea de Hoje é uma mulher que tem a criatividade á flor da pele, e que sai com intensidade pelos poros. Ruby é uma blogueira extremamente arteira, parece brincar de criar…

Grudei no “Meu Canto, Minha Prosa” desde quando o visitei pela primeira vez, e não foi a toa que publiquei um post, há bastante tempo, para falar daquele espaço virtual que eu acabara de conhecer.

Quando a convidei para escrever no Bicha, logo imaginei que talvez saísse um PAP de mais alguma de suas deliciosas artes, por ter feito uma ideia mental da inventadeira de mimos que ela é. Mas qual? A bonita me surpreende, assim como em cada nova criação que sai de suas mãos de fada, e ela me manda um texto tão diretamente provocatico quanto este…

E como há muito nas entrelinhas, o que faz do texto algo bastante reflexivo, achei bem apropriado publicá-lo hoje para que ele siga conosco fim de semana afora.

É para pensar enquanto coça a cabeça…

Bom fim de semana para você!

Por Ruby Fernandes – Meu Canto, Minha Prosa

Dom e Responsabilidade

www.moodclipart.com (6) Eu morava em uma cidade pequena sem muitas opções de cursos . No segundo grau, optei pelo magistério, um curso que adorei ter feito. Sempre fui boa aluna, gostava de todos trabalhos manuais que o magistério exigia e não foram poucas as vezes que fui aluna destaque no mural da escola.

Adorava as professoras! Sim, eram todas mulheres e ouvia delas o tempo todo que seria uma excelente educadora.

www.moodclipart.com (2) Para os meus estágios, preparava o material a ser usado em cada aula com muito capricho e os alunos gostavam das brincadeiras que eu fazia com eles. Tudo muito certinho, certinho até demais…

O fato é que formei com notas maravilhosas e certa que estava preparada para ter uma turma de alunos só minha. Porque eu estou contando tudo isso? Não é para me vangloriar, longe disso! Vocês verão onde quero chegar.

www.moodclipart.com (7) Minha primeira turminha foi em uma escola particular para crianças pequenas. Posso dizer que eu era praticamente uma babá de luxo. Apesar de ter feito um bom trabalho durante o tempo em que fiquei nessa escola, não durei muito tempo lá. Não era o que eu queria.

Depois, veio uma quarta série de uma escola pública. Fiquei substituindo a professora titular e até achei o trabalho interessante, mas… É aí que queria eu chegar, nos dois casos estava tudo certo, mas não tinha e continuo não tendo DOM para ser professora!

Gente, acho maravilhoso encontrar pessoas que têm dom para o emprego que escolheram, isso é que faz toda a diferença. Querem um exemplo? Vocês já devem ter visto nos noticiários da TV professoras de lugares carentes, que nunca fizeram nenhum curso e dão aulas sem ganhar um centavo nas varandas das próprias casas? Isso é dom, vem lá de dentro, do fundo da alma.

www.moodclipart.com (4) É importante ressaltar que o dom não exime a pessoa da responsabilidade!

Tenho certeza que a humanidade seria muito mais feliz se as escolhas profissionais se baseassem no talento nato. Todos nós temos um, ou dois, sei lá. Só sei que em tempos de “pagando bem, que mal tem?” vemos tantas pessoas insatisfeitas com o rumo que deram para sua vida.

Dinheiro não é tudo mas, felicidade – a minha, a sua e da do próximo – essa é tudo sim.

Bjokas

Ruby

Imagens: Mood Clip Art

36 comentários sobre “Bicha Fêmea Convidada em Foco – Ruby”

  1. fátima comentou:

    é isso aí, ruby! eu também JAMAIS seria professora, não nasci pra isso.

    a gente vê tanta gente fazendo o que não gosta, exercendo o ofício de cara feia, de mal com o mundo!
    é horrível ir ao médico e ser tratado como um pedaço de corpo, ir à loja e ser visto só como a comissão do fim do fim do mês, ir à repartição pública e ser só um número, né?
    tudo bem que às vezes a gente é obrigado a fazer o que não gosta, por força das circunstâncias, mas quase sempre é possível buscar uma alternativa e encontrar algo que dê prazer, não?

    eu vejo meu marido, que trabalha de segunda a sábado (os sábados são opção dele, não necessidade nem imposição), nunca tira férias inteiras, e está sempre feliz, porque adora o trabalho, e realmente tem o dom pra fazer o que faz.

    bj

  2. Sheila comentou:

    Oi Lidi e Ruby, acho que realmente temos que ter o dom, meu marido é instrutor veicular, eu não duraria um dia na profissão dele, tem que ser paciente, cauteloso e meio psicólogo….definitivamente eu não nasci pra isso.
    Hoje trabalho com logística, até gosto, mas sei que posso mais, só que enquanto não pinta o emprego dos meus sonhos, vou me divertindo nesta loucura do meu dia-a-dia!
    Ah, ontem à noite eu fiz um post lindo, até eu gostei, e olha que sou exigente!!
    Beijos!!!

  3. amabile comentou:

    tb gosto muito do blog da ruby , como foi sua cirurgia ? andei sumida , tocando o terror nos pedreiros e não é que agora a coisa t´pa andando , se deus quiser mudo mes que vem , não vai estar tudo pronto , mais dá pra ir dando um jeito e saio do aluguel é mais uma grna pra investir na finalização das coisas bj

  4. ruby fernandes comentou:

    Lidi amiga! Que legal ver meu texto aqui! Adoro esse espaço, acho muito importante colocar na mesa temas rendem um bom e amigável debate.
    Acredito muito no que escrevi, de verdade!
    Sei que as vezes temos que passar por algum emprego que não nos agrada tanto, mas o importante é não esquecer que podemos e devemos ser felizes, sempre!
    Bjokas florzita.

  5. Cláudia Ramalho comentou:

    Falou e disse Ruby! (Sempre tenho dúvidas sobre o seu nome: seria RuBY, como se pronuncia a pedra ou RUby?)

    Dom é tudo mesmo. Também me formei em magistério e cheguei a ensinar durante 4 anos. Enquanto ensinei a pré-escola também tive essa sensação de ser uma “babá de luxo” mas não que eu menosprezasse meu trabalho, ao contrário, os pais dos alunos é que o faziam, em grande parte. Não todos, é claro. Já quando ensinei a segunda séria, foi bem diferente. Me realizei. Talvez venha daí as minhas invencionices artísticas, quem sabe?

    Concordo que trabalhar sem dom é péssimo, mas também acho que por mais dom que se tenha, se o emprego não paga bem e vc tem ambições de melhorar de vida, nada mais natural em mudar de profissão.

    Mudei da água pro vinho. Me formei em Direito e hoje atuo na área pública federal. Não é tão mágico quanto ser professora mas me proporciona outras realizações, entende? E acho que podemos aprender a fazer qualquer coisa, se essa coisa não nos desagrada, é claro.

    ***
    Lidi, ótima indicação! Adorei o post!

    Sobre aquele assunto de decoração. Acho que eu me sinto satisfeita sim, mas minha casa está longe de está perfeita e acabada. Como vc mesma disse, mesmo quando tudo está pronto, já é hora de começar a reformar o que se começou a fazer primeiro e asssim o serviço nunca acaba… acho que sou desencanada porque eu não gosto muito de casa com cara de vitrine. Tudo muito no lugar. Gosto de vida, de algo que lembre que ali vive gente.

    Por exemplo: na varanda da minha casa vc encontra 2 bicicletas, 1 carrinho, 1 motoca e 1 patinete. Faz parte da decoração, dá vida ao ambiente e lembra que lá vivem crianças.

    Meu quarto ficou pronto há mais de um ano e eu ainda não furei os quadros que comprei para pendurar na parede lateral. (Estão aqui, quando der eu penduro, não mexo em furadeira e por isso tenho que arrumar um marceneiro pois marido não faz o gênero faztudo).

    E assim vai, em cada cômodo falta uma coisinha, mas eu gosto dessa coisinha que falta, pois se eu completar tudo, fico inquieta. Não gosto de trocar nada de lugar. Penso muito antes de botar algo num canto, mas se coloco, cria raízes, entende? Por isso a falta de pressa…

    Mas é gostoso ver o entusiasmo com que vc e muitas abordam o tema. Acho legal. Talvez vcs já estejam começando a me inspirar pois eu hoje fui fotografar algumas coisinhas que gosto na decoração da minha casa. Quem, sabe um dia eu não faço um post sobre isso?

    Bjks

  6. Sara Diene comentou:

    oieee Bonita!! Tem pouco tempo que conheço seu blog mas desde o primeiro texto que li adorei!! Por isso, indiquei esse cantinho gostoso pra receber uns selinhos…espero que goste!!

    Beijokas!

    http://dedinhosnervosos.blogspot.com/

  7. Fabiana Correia comentou:

    Lidi, sempre gosto muito quando vc publica esses posts, adoro conhecer as pessoas que estão por trás dos blogs, bem legal!

    Que bom que gostou do post, obrigada pela presença e pelo recadinho!


    Ruby, eu entendo perfeitamente o que quis dizer, fui me dar conta disso há pouco tempo atrás, quando vi que não estava no emprego que me deixava feliz. Apenas ia trabalhar porque ia, sei lá.

    Estou tentando sair do emprego, mas ainda não me deixaram. Não deixei de cumprir todas as minhas obrigações, com afinco e responsabilidade, mas minha cabeça fica voando, sonhando, pensando em tantas mil coisas que quero realizar.

    Espero que isso não demore muito, pois de acordo com o post que eu publiquei hj no meu blog, a vida passa, passa rápido demais…

    Bjs

  8. Priscila comentou:

    Lidi amiga, adorei o post, minha amiga Ruby falou tudo!

    É a mais pura verdade!

    Bjs querida…

  9. Loraine comentou:

    Oi meninas, eu não seria professora de crianças, não tenho habilidade manual alguma!!!
    Tá bom, sei fazer pontos de cruz e crochê (mas não faço há anos). Eu sou professora de ensino superior e gosto muito. Eu acho um desafio guiar aquele monte de pós-adolescentes no início de seus estudos. Por guiar entendam domar, é claro, hehehe.

    Ruby, parabéns pela sua arte. Lidi, parabéns por achar pessoas tão legais para postar aqui.

    bjs!

  10. Fernanda comentou:

    Lidi que graça, parabens pela escolha adoro a Ruby, adoro o meu canto minha prosa e adoro o bicha… perfeito!!! Bjo grande.

  11. Ana Carla Benet comentou:

    A Ruby arrasa ! Tb sou fã do bloguito dela !!!!! O texto está impecável…. concordo em gênero, número e grau.

    Beijos à Ruby e Lidi !!!!
    Bom FDS
    :o)

  12. Fátima comentou:

    Lidiane e Ruby são duas fofas!!!
    Adorei o texto Rubyzinha e concordo com tudo que disse.
    Lidiane espero que sua recuperação esteja indo bem.
    Beijocas doces pras duas.

  13. Patrícia Pirota comentou:

    Ai meu pai… Esse texto me fez pensar em tanta coisa…

    Mas primeiro quero elogiar a Ruby. Que além de ter mãos de artista, tem olhos, coração e cabeça… O mulher que me impressiona e a qual admiro cada dia mais…

    Agora, voltando ao texto.
    Me lembrei da primeira vez que “dei aula”. Tinha 12 anos. Estava na sétima série. Quando uma professora teve que ser operada, me pediu para ser sua auxiliar nas turmas de quarta série. Fiquei, faceira, ajudando a dar aula por um mês. Depois disso, ela me disse que eu tinha nascido pra ser professora…
    Quatro anos depois, me chamaram pra dar aula pra uma turma de supletivo de segundo grau. Ainda não havia nem prestado vestibular, mas foi ali, naquela salinha de um Centro Comunitário, com alunos anos mais velhos que eu [eu tinha 16 e meu aluno mais velho tinha 73], que descobri meu dom e a responsabilidade que viria com ele. Comecei a fazer Letras aos 17, e aos 18 dava aula pra uma turma de Latim na faculdade. E mês que vem vai fazer 10 anos que dei minha primeira aula “de verdade”.

    E esse post me fez ver em o quanto sou felizarda em fazer aquilo que gosto e aquilo pro que nasci. Hoje estou fora da sala de aula, porque voltei a ser aluna. Mas não vejo a hora de voltar lá pro lado do giz e das carinhas curiosas dos alunos…

    ‘Brigada, Ruby! Por ter me feito lembrar de tanta coisa boa.
    Um beijo pra vc!!!

    Lidi!!!
    Mais uma vez acertadíssima a escolha da Bicha convidada!
    Fiquei faceiríssima com os seus comentários no cafofo, viu bonita!
    Vou responde-los por e-mail, porque o trololó vai ser grande!
    Um beijo enorme procê!

  14. Helena comentou:

    Querida Ruby
    Como professora que sou, me vi na obrigação (no bom sentido, claro, pois pra mim é um prazer dialogar com vc!) de responder o seu post. Vou ser bem sincera e direta, e acho que posso fazê-lo justamente por sermos amigas virtuais há um tempinho. É o seguinte: acho que a classe dos professores NUNCA será respeitada de fato enquanto rolar por aí esse mito de que se trata de uma missão, um dom, ou o que seja. Não se trata disso… trata-se de uma profissão como qualquer outra! O bom profissional — não interessa em que profissão esteja atuando — TEM de ser dedicado, responsável, e tratar o seu próximo com respeito! Existem bons e maus professores, assim como há bons e maus advogados, médicos, engenheiros, e por aí vai. Na minha opinião, o que faz o bom profissional é uma dose mínima de talento (digamos, uns 10%?) e uma dose cavalar de disciplina, estudo, dedicação, responsabilidade, etc. Por que será que é muito mais fácil admirar pessoas que “nunca fizeram nenhum curso e dão aulas sem ganhar um centavo nas varandas das próprias casas” do que profissionais que ralaram aaaanos fazendo mestrado e doutorado, por exemplo? Não que aquelas pessoas que vc menciona não sejam dignas de admiração… não é isso! Mas por que será que o exemplo tem de ser sempre esse? Por que não se admira também o cara que SUOU a camisa se especializando na profissão que escolheu? Será que fui clara? No Brasil, infelizmente, se valoriza demais essa questão do talento, do dom, em detrimento do esforço pessoal.
    Mas… enfim… adorei conhecer mais um pouquinho de vc, e espero que vc não me leve a mal! Vamos continuar dialogando! Adoro ler suas mensagens carinhosas lá no blog.
    Mil beijos,
    Helena

  15. Rejane Batista comentou:

    Puxa! Parecia que eu mesma que estava escrevendo a história… incrível como é parecida!
    Também estudei em cidade pequena, era aluna exemplar do curso de magistério, trabalhei como professora por 4 anos com educação infantil e pré-escola, e depois joguei tudo pro alto. Parei sem ter nenhuma perspectiva do que faria, já que literalmente pedi demissão!
    Crianças, eu amo! Ensinar, eu amo! Mas as formalidades e responsabilidades da profissão (tipo: levar muito trabalho pra casa, fazer planos de aula, corrigir uma pilha de trabalhinhos) não combina nem um pouco comigo. Ensinar aos pequenos é delicioso, e ver a carinha de surpresa e curiosidade cada vez que descobrem algo é maravilhoso, mas… não estava feliz. Então, prefiro ser feliz.

    Lidi linda! Você me elogia tanto! Obrigada minha querida. Fico feliz por demais em ver seu comentário quando chego no blog. Como você está? Se recuperando direitinho?
    Hum… já vi que vai ter é muito “trololó”, assim como você diz, quando a sua encomenda for confirmada… imagina quantas experiências e dicas todas nós vamos ficar trocando por aqui?
    BjOkas querida e ótimo fim de semana pra ti.

  16. Fabi comentou:

    Ruby e Lidi,
    Durante minha crise profissional, há 2 anos fiz um teste em que o autor explicava a questão talento X dom. Segundo ele, quando seguimos por uma carreira que temos um dom natural, ou seja, desde pequenos desenvolvemos tal atividade com mais facilidade que outras, e que aliamos à isso o estudo, dedicação, responsabilidade, ou seja, desenvolvemos o talento, o sucesso é certeiro. Mas quando não temos o dom, mas temos o interesse e motivação, podemos desenvolver o talento, e conquistar o sucesso. Não é tão fácil como para quem tem o dom, mas é possível. Na realidade busquei este teste porque acreditava que o dom estava relacionado ao prazer, e consequentemente ao sucesso e à realização.
    Sempre fui muito curiosa, e aprendia, as vezes só observando, a fazer coisas que muitos não conseguiam fazer, e isto me confundiu, nunca soube ao certo qual era meu dom. Me preocupava, pois se dom e realização estavam correlacionados como poderia seguir pelo design? Não sei desenhar, não tenho este dom. Mas ao analisar as coisas da forma como ele analisou, e ler o resultado do meu teste, vi que eu estava errada. O sucesso está diretamente correlacionado aos nossos interesses e motivações, pois são eles que nos dão força e subsídios para o alcançarmos. Mas a realização só encontramos quando fazemos aquilo que nos dá prazer, que criamos um laço, um apreço. Portante, não é necesssário ter o dom, pois se desenvolvemos o talento e fizermos o que nos dá prazer a realização virá da mesma forma. Acho que aí está a resposta para trabalhos mal feitos, não é a ausência de dom, e sim o desinteresse, a falta de motivação, de prazer. Hoje faço o que gosto, o que me dá prazer. Ainda tenho um longo caminho até alcançar o sucesso, mas tenho a certeza que o alcançarei porque tenho feito de tudo para desenvolver o talento. Parabéns, Ruby! Você certamente já é vitoriosa por fazer aquilo que gosta. Beijão, Fabi.

  17. lucia klein comentou:

    oi meninas! o que a Ruby descreveu da sua vida e trajetória de professora, para mim é a pura realidade, vejo muitos professores amargos, estressados, sem o divino dom de ensinar com amor! e isto me deixa triste, vendo crianças infelizes com seus colégios e professores infelizes em dar aula!
    Prá tudo tem que se ter o dom e o amor! vejo muita gente fazendo letras, pedagogia só prá fazer concurso e ter emprego garantido, e dar aula não é só emprego não – tem vidas ali sentadinhos , esperando aprender(alguns não) e serão nossos futuros adultos e vejo professores incapazes de verem isto!
    uma amiga estava estudando enfermagem e me perguntou -porque vc não faz também? Enfermagem não é prá qualquer um não! eu não serviria para isto, a única coisa que faria é me sentar do ladinho do doente e chorar junto com ele , só eu mesmo!
    O que me fascina é dar aula – oficineira(como chamam) ou arte-educadora de artesanato de reutilização para crianças vulneraveis, isto sim me pegou ! porque lá eu vou ensinando algo lindo, ensinando a reciclar, e nestas eles vão abrindo seus coraçõezinhos e falando e é cada história de vida, que eu aprendo mais com eles do que eles imaginam- e eu vejo neles adultos que serão! sem gritos – que isto eles já tem em casa!
    É ruby fez bem em seguir teu coração! Linda história de vida!
    bjs

    como sempre falei demais!!!

  18. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Oi, Amábile!
    A cirurgia foi tranquila, agora estou em fase de recuperação.
    Obrigada por perguntar. 🙂
    Beijos!

    Oi, Ruby!
    Queria dizer que foi um prazer ter você no Bicha. Entendi com o seu texto é que você considera importante haver verdade em tudo que se escolha fazer na vida, independente do que seja. Quando se há verdade, é bom para a gente porque nossa essência é feliz, e é bom para quem se relaciona com a gente porque gente feliz faz o outro feliz. Em suma, seria bom para a humanidade como um todo, não é? 😉
    Beijos!!

    Oi, Claudia!
    Foi engraçado ler de você que blogs como o meu e o de outras blogueiras têm te inspirado quando o assunto é decoração, porque me vi em você quando comecei a navegar na blogosfera.

    Explico: eu também era completamente desencanada com tudo o que estivesse ligado ao lar, inclusive decoração. Aprendi a apreciar isso tudo e enxergar a casa com outros olhos depois que descobri a blogosfera.

    Mas se por um lado aprendi a mimar mais a casa pensando que estou cuidando do ambiente que é o refúgio de minha família, e por isso esse refúgio estar bem cuidado influencia diretamente na sensação de bem estar e aconchego, também aprendi que querer que ele pareça uma casa de revista é o maior dos equívocos.
    Casas de revista, vitrine e etc não têm vida. Elas foram preparadas para sair perfeitas na foto e não transmitem nada, só beleza (estética). Nada mais são que referências. Ponto.

    Por esse motivo, acho que você JAMAIS deve querer esconder os brinquedos das meninas que estão na varanda. Absolutamente! Isso é sinal de vida numa casa, assim como a cama desfeita, o creme no lugar errado sobre o balcão do banheiro, a meia esquecida na sala, a bolsa sobre a mesa… a gente arruma essa baguncinha porque se deixar, tudo vira um caos. Mas a baguncinha vai voltar, é assim mesmo, é um rastro de vida diário que passa por ali, e ficar paranóica para ter tudo sempre lindo e impecável e no lugar é sucumbir a obesessão de ter uma casa de vitrine. Não, bicha fêmea! Somos inteligentes e temos muito mais com o que se preocupar e ocupar a cabeça. 😉
    Beijos, bonitona!

  19. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Oi, Sara!
    Prazer em ler você no Bicha Fêmea!
    Obrigada por lembrar do Bicha no repasse de selos, viu?
    Beijos!!

    Obrigada, Fabiana.
    Beijos

    Que bom, Priscila!
    Beijos.

  20. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Obrigada, Loraine, Fernanda e Ana Carla!
    Beijos!

    Oh, Fátima!
    Minha recuperação está indo bem, sim.
    Obrigada pelos votos de pronta recuperação.
    Beijos!

    Beijos, Patrícia! 😀

    Oi, Rejane!
    Eu elogio o que merece ser elogiado, agora que posso fazer se você oferece tanta coisa bacana como pessoa e como blogueira, hien, hein hein?! …eheheheh…
    Ah! Eu estou bem. 😀
    Obrigada por perguntar!
    Ih, mulher! Quando minha encomenda estiver a caminho, quem mais vai querer estar de “trololó” no Bicha sou eu, que é para aprender beeeem muito. 😉
    Beijos!!

  21. yvone comentou:

    Sou uma pessoa muito intuitiva e por isso sempre achei que a Ruby tivesse o dom de ensinar. Seus posts são organizados (já viram quando ela coloca o passo a passo que perfeição) eles também são pontuais, e muito explicativos.
    E tem mais saber poassar com elegancia e charme conta ainda mais pontos…Esse é o verdadeiro dom de ensinar!
    Adoro o blog da Ruby e mesmo sem a conhecer pessoalmente considero como uma amiga mesmo.
    Parabéns para as BICHAS!

  22. Laély comentou:

    “Conhecendo” Ruby como conheço, tenho certeza de que desempenharia bom papel em qualquer profissão. Isto, também é um dom: o dom de ser compremetido com o que se faz. Independente da área de atuação, responsabilidade e respeito com o outro, é fundamental!

  23. Luci comentou:

    Ótimo texto Ruby!
    Minha mãe dizia que eu tinha nascido professora, pois desde menininha minha brincadeira preferida era dar aulas prás bonecas e outras crianças. Tudo que queria era um quadro-negro perto de mim. Fiz escola normal e me formei. Queria fazer belas artes, mas não dava, então fui para outra faculdade que também me fascinava: letras, português-literatura. Mas aí veio um daqueles ventos que muda tudo e depois de alguns anos dando aula fui parar no mercado financeiro. Não, não era o que queria, mas aprendi a gostar. Por que não mudar? porque o dinheiro falava alto sim, jamais ganharia o que ganhava sendo professora e minha família precisava daquele dim dim. Graças a ele pude fazer muita coisa, principalmente por meus pais. E foram 24 anos assim.Quantas e quantas vezes quis jogar tudo pro alto, pegar a bolsa, ir embora e não voltar mais.
    Aí veio outro vento e hoje estou fazendo algo que amo muito, me tornei artesã e estou bem feliz. Porém, hoje posso fazer isso graças ao dim dim que veio de um trabalho de 16 anos, pois dim dim de artesanato não paga minhas contas. Espero que a aposentadoria chegue logo 😀 antes que o dim dim acabe.
    É muito bom fazer o que se ama, se realizar, mas nem todos podem fazer isso, infelizmente.

    beijus e ótima semana, Lidi e Ruby.

  24. Flávia comentou:

    Olá, Ruby!

    Concordo com você! Felicidade não se compra.
    É fundamental fazer escolhas, principalmente as profissinais, baseadas na alegria, pois passamos um terço do dia trabalhando e isso é tempo demais para ser infeliz.

    Lidi, mais uma vez você acertou em cheio.

    Bjsss

  25. Rose comentou:

    Oiii meninas, amadas estou de volta mas serelepe e santitante do que antes…hihihihihi

    Ruby, muito legal o que você falou…eu também ainda não me encontrei apesar dos meus 4.1 ainda não sei qual é a minha vocação kkkkkk e admiro as pessoas que desde a adolescência já sabiam o que iriam ser grande crescer…tenho amigas assim, mas euzinha não sei…será que ainda não cresci…rsrs
    Bjinhus e boa semana pra vocês!!!

  26. Denise comentou:

    Já adoro as artes da Ruby, gosto ainda mais dela depois desse texto.
    Acho que assumir que não dá conta de algo é uma evolução muito grande na vida da pessoa.
    Beijos

  27. Isabela Kastrup comentou:

    Olá queridas!! Passando para conferir as novidades, adorei!! Concordo plenamente com a talentosíssima Ruby. Todos temos um dom, uma vocação, algo que fazemos com muito amor e dedicação e como consequência acaba “despertando” isso nas pessoas tb!
    Parabéns para as duas!!
    Super beijo,
    Isa

  28. Ana Carolina comentou:

    Lidi,
    Muito legal a conhecer um puquinho da história da Ruby no seu blog. Adoro essa iniciativa. Navego pelo blog dela há meses, mas não tinha idéia de como ela havia chegado aonde está. Muito legal mesmo!

    Adorei saber que gostou do meu ambiente lá no Criative-se. Como eu disse no meu post variei os ângulos, o enquadramento, a quantidade de luz para que eu pudesse dividir com vcs o meu cantinho e que ele representasse a perfeição que ele é.

    Se algum dia vc tiver espaço… coloque uma lareira! É uma delícia! Mas o maridão tem que gostar de pegar lenha e acender fogo… rs! Se não ela vai viver apagada!

    Bjs,
    Carol

  29. Isabel comentou:

    OI Lidi, passei para dizer que estou de volta ao batente, graças a Deus! Agradeço de coração todo o carinho e aguardo sua visitinha. A Ruby é ótima!

  30. rosi costa comentou:

    Demorei, mas cheguei.
    Já tinha visitado o blog da Ruby, ele é ótimo e a dona dele muito talentosa. Também a conhecia do blog Criative-se da promoção das histórias de amor, “ganhadora muito merecedora”.
    Enfim, adorei o texto e acho excelente essa oportunidade de falar algo da nossas vidas que não dizemos em nossos blogs.
    Ruby, já pensei em ser professora (esse é meu Plano C) e ainda não abortei a ideia. Se tenho dom para isso, realmente não sei, mas é um mundo que muito me encanta. Adorei a forma como descrever tudo e o tema foi muito adequado ao Bicha. Parabéns, querida!!!

  31. Elen comentou:

    Tenho um imenso carinho pela Ruby, mulher de fibra, talentosa, que esbanja simpatia e um ser extremamente amorosa e delicada….

    Ela é da classe das pessoas que tem o talento imbutido na personalidade.

    Pessoas como a Ruby, andam e falta..

    Abraços cheirosos a todos

  32. Fla comentou:

    Ruby sabe que eu já fui professora, mas hoje em dia já não sei se teria paciência para isto. E sabe porque? Porque a relação de educação hoje em dia é bem diferente.

    Acho que ninguém aos 17 ou 18 anos está preparado para escolher uma profissão. É muita responsabilidade tentar adivinhar o que queremos fazer pelo resto da vida. Intuição somente não cabe na minha opinião.

    Há também que experimentar… e aí sim, descobrir o seu talento.

    Adorei teu post!
    Beijos,
    Fla

  33. Lidiane Vasconcelos comentou:

    Ih, Carol!
    Problema é o marido gostar de pegar lenha… ehehehe…
    Beijos!

    Oi, Isabel!
    Que bom que voltou! 🙂
    Vou visitá-la, sim!
    Beijos!

  34. Veronica Cobas comentou:

    Oi, Lidi…Oi, Ruby,

    Demorei, mas vim aqui para dar o meu palpite em tudo isso. Num espaço tão versátil, repleto de pessoas com os mais variados dons e talentos, tantas vezes expressos em atividades lúdicas e sem nenhum compromisso com o rendimento que eles possam trazer e prover, trazer esse tema à discussão é super interessante. Gosto da maneira como você, Ruby, fala de si e de sua história. Bem escrito e principalmente bem resolvido. E quando resolvemos conosco, não há encucação ou desvio que nos impeça de explicar ou mesmo de não explicar nossas escolhas. Gosto demais do tema do dom, da escolha que fizemos um dia lá para trás e ainda hoje nos preenche e felicita. Até me deu vontade de falar sobre isso e numa esfera muito pessoal. Bom…se vocês me permitirem, qualquer dia desses vou contar esssa história lá no meu espaço no Criative-se.

    Beijo grande, Lidi. Beijo grande, Ruby. E o novo visual do blog, com novos caminhos de navegabilidade está muito bom, Lidi. Beijoss

  35. Fernanda de Oliveira comentou:

    Gente, fiquei até emocionada…
    Eu também fiz magistério, mas não passei da primeira turma de alunos… só quando fui dar aula é que percebi que ODEIO gritos de criança… rsrs
    Há 21 anos eu trabalho no Poder Judiciário. Não gosto muito, mas não tenho coragem de mandar o pé no balde… pelo menos por enquanto. Sabe como é né, ser funcionário público nesse país chega a ser um privilégio…
    Mas já que não gosto muito do que faço profissionalmente, me divirto de outras formas, com minha família, minhas filhas, meus cachorros, minhas calopsitas, minhas plantinhas e minhas artes… tanto que até criei um blog pra mim… tô amando!
    O importante não é ser feliz em TODOS os campos da vida, mas na maior parte deles que você conseguir. E eu sou feliz! Isso é o que importa né.
    Beijocas Lidiane e Ruby, vocês são duas fofas!

    Fernanda

  36. Fernanda Dutra comentou:

    Putz! Ruby fiquei arrepiada ao ler seu post. Sou professora e ultimamente ando questionando meu dom. Gosto do que faço, mas não amo o que faço.
    Pra mim escrever isto, confirma meu sentimento. Sinto-me agora, fazendo catarse e com a certeza de que irei mudar de profissão.
    Vou passar lá no seu blog oficial.
    Gde beijo
    Fê Dutra

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